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O que pensa Eduardo Sá da educação na idade pré-escolar?

2016-09-14 · Conselhos de Sábios · 683 palavras
Guia completo e actualizado sobre este tema: A música no desenvolvimento infantil

O que pensa Eduardo Sá da educação na idade pré-escolar?

“Devia ser proibido ensinar a ler e a escrever no Jardim de Infância.”

Esta ideia que nos deixa meio intrigados e com vontade de ler mais, foi defendida por Eduardo Sá no encontro “Vale a Pena ir à Pré”, uma iniciativa conjunta da  Carlucci American International School of Lisbon (CAISL) e da revista Pais&filhos destinada a debater e esclarecer  o valor do ensino pré-escolar na educação de uma criança.

Eduardo Sá, psicólogo clínico com grande parte da sua carreira dedicada à psicologia infantil, defendeu que o jardim de infância deve antes ser um local onde a criança exerça atividade física pois, justificou, “as crianças aprendem a pensar com o corpo” e se souberem mexer o corpo “mais expressivas serão em termos verbais”.
“O jardim de infância não é para aprender a ler nem a escrever”, criticou, lembrando que “as crianças antes de aprender a ler, aprendem a interpretar “ e que “não é por tornarmos uma criança um macaquinho de imitação que ela vai ser mais inteligente”.
Além disso, prosseguiu, o jardim de infância deve ser um local para a criança receber educação musical (“a música torna-os mais fluentes na língua materna”) e educação visual (“quanto mais educação visual tiverem, menos dificuldades têm de ortografia”).
Por outro lado, disse ainda, as crianças precisam de “contar e ouvir histórias” no jardim de infância, sublinhando que “as histórias ajudam a pensar” e a “linguagem simbólica a arrumar os pensamentos”.

Mas, mais que tudo isso, o jardim de infância deve ser um espaço para a criança brincar. A brincadeira é um “património da humanidade” que a ajuda “a pensar em tempo real e a resolver dificuldades”, salientou o psicólogo, sublinhando que “brincar não pode ser uma atividade de fim de semana” nem os espaços para brincar podem estar confinados a pátios fechados. “É obrigatório que as crianças brinquem na rua”, defendeu.

Em suma, concluiu, “o jardim de infância faz bem à saúde” e é urgente que seja “acarinhado” e discutida a educação pré-escolar. Sob pena de virmos a pagar no futuro “custos exorbitantes” por tal esquecimento.

Está comprovado que as relações, as experiências e aprendizagens que ocorrem nos primeiros anos de vida têm um grande impacto no futuro da criança. De facto, o cérebro está mais ativo nos primeiros três anos de vida, nos quais crescerá até 80% do seu tamanho adulto.

É, assim, fundamental que os pais, os cuidadores e os educadores promovam o desenvolvimento da criança durante esta fase centrando-se na criança como um todo, com o objetivo de ajudar as crianças a adquirir as competências chave – capacidades motoras, sociais e de auto-estima – de que irão necessitar para se tornarem adultos confiantes, felizes e bem sucedidos.

Que mais podemos nós (como Pais, Educadores e Profissionais do Ensino) pedir do que isso, um futuro feliz para as crianças do presente?

E é a nossa experiência de 40 anos em Desenvolvimento Infantil que nos dá a confiança de que o programa de aprendizagem do Gymboree é um meio por excelência para apoiar este desenvolvimento e que faz com que os nossos programas apresentem resultados. Seja em modelo Local nos Centros ou seja em modelo Gymboree On The Go / Nas Escolas, onde oferecemos os mesmos princípios e componentes que nos nossos espaços físicos, devidamente adaptados para cada grupo de idade, espaço disponível e número de crianças nos estabelecimentos Pré-Escolar com que temos parcerias.

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