Dicionário das Crianças · Episódio 6
A Fada dos Dentes — Dalila Costa
Descarregar mp3 · Ver no YouTube · RSS
Há convidados que chegam ao Dicionário das Crianças com um título já conquistado no consultório: a Dra. Dalila Costa confessa que houve crianças que lhe chamaram fada dos dentes. Médica dentista há quase duas décadas, dedicou os últimos anos em exclusivo à odontopediatria e à ortodontia na Clínica dos Jerónimos, depois de um percurso que começou nos bancos da medicina e de um Erasmus na Finlândia que lhe mostrou o quanto Portugal ainda tem a percorrer em saúde oral.
É precisamente essa a tese do episódio: continuamos a ir ao dentista quando dói, em vez de apostarmos na prevenção. Dalila Costa desmonta a mecânica das cáries em meia dúzia de palavras — açúcar, resíduos alimentares e bactérias produzem um ácido que corrói o esmalte — e lembra que cereais de chocolate, papas, sumos e refrigerantes diários são doces disfarçados. A receita é simples de dizer e difícil de cumprir: escovagem eficiente duas vezes por dia, fio dental à noite, pasta com a concentração certa de flúor e um dia do doce por semana.
Para os pais de bebés e crianças pequenas, o episódio está cheio de marcos práticos. As gengivas e a língua devem ser higienizadas antes mesmo do primeiro dente; a primeira consulta ideal é por volta do primeiro ano de vida; e há sinais de alerta que não devem esperar, como alterações de cor num dente, gengivas inflamadas, ressonar ou dormir de boca aberta. A conversa passa ainda pelo bruxismo, pela articulação temporomandibular e pela ligação surpreendente entre a boca, a respiração, a fala e até a postura.
Dois temas sensíveis merecem respostas claras: a chucha é bem-vinda até aos 18 meses, deve começar a desaparecer de dia a partir daí e sair de cena aos 2 anos; e um trauma dentário, mesmo sem grande sangue nem queixas, justifica sempre ida ao dentista, porque há fraturas invisíveis a olho nu. E o mito mais perigoso de todos? Achar que os dentes de leite não merecem tratamento porque vão cair.
Entre a fase 1 e a fase 2 da ortodontia, os aparelhos que moldam o crescimento dos maxilares e os modernos alinhadores, esta é uma conversa que continua tão actual como em 2020. Se Dalila Costa pudesse escrever uma única palavra num cartaz gigante, seria esta: prevenção.
Neste episódio
- 0:58 O percurso de Dalila Costa até à odontopediatria
- 2:43 Saúde oral em Portugal vs. países nórdicos
- 7:29 Escovagem, fio dental e flúor: o essencial da higiene
- 9:54 Como o açúcar provoca cáries (e os doces escondidos)
- 13:20 Primeira consulta: por volta do primeiro ano de vida
- 14:33 Sinais de alerta: cor do dente, gengivas, boca aberta
- 15:42 Bruxismo e ATM nas crianças
- 18:57 Chucha: até quando e como fazer o desmame
- 20:26 Traumas dentários: quando procurar ajuda
- 32:10 Porque é que os dentes de leite devem ser tratados
A Brincar, A Brincar
O essencial do brincar com intenção, do nascimento aos seis anos.
Ver o guiaTranscrição completa
0:00 com Nuno Simões, do Gymboree Play & Music Portugal. Uma conversa semanal com especialistas sobre o dia-a-dia da parentalidade e do desenvolvimento da primeira infância. Para pais, avós e educadores de crianças do 0 aos 5 anos. O conteúdo deste programa é meramente informativo. Independentemente das opiniões expressas pelos nossos convidados, deverá sempre consultar o seu médico, terapeuta ou pediatra. Olá, Dalila. Olá. Boa tarde. Reparou que eu surpreendi ali com aquele título da fada dos dentes?
0:35 Estava aqui a ver lá. Acha que é apropriado o título ou é muito ao lado? Não, acho que é muito apropriado, por acaso. Ok. Porque até já tive crianças que me chamaram a roda dos dentes, portanto, está tudo bem. Muito bem. Dalila, não queria demorar muito tempo a apresentá-la, mas pronto, é médica dentista. Pode-me falar um bocadinho das suas especializações? Eu já percebi que trabalha muito com crianças e com ortodóncia.
1:04 É o seu core? Tem outras áreas que prefere? Efetivamente, sim. Eu trabalho mais com ortodontia e odontopediatria nos últimos anos, mais propriamente, eu comecei a trabalhar há 18 anos e fazia medicina dentária generalista e depois fui direcionando a minha prática mais para as crianças, que sempre foi mais o que eu quis. E, portanto, nos últimos anos é uma prática exclusiva só em odontopediatria e ortodontia mesmo. Muito bem. Porquê que escolheu ser médica dentista?
1:32 Bom, não era a minha primeira opção, para ser sincera. A minha primeira opção era, como para muitos colegas, era a medicina. E depois, por um triz, não entrei. Só que, no meu tempo, o curso era idêntico nos primeiros três anos, era igual. E, portanto, eu fiz os primeiros três anos no Hospital Santa Maria, com os colegas da medicina, e eu só queria, para ir para a medicina, só queria a pediatria, precisamente.
1:57 Ou me via naquela especialidade ou não me via mais nenhuma. E quando visitei o serviço de pediatria, no primeiro ano ano do faculdade mudei um bocadinho de ideias achei que era demasiado duro para mim aquele contexto todo e acabei por ficar na dentária e claro, fui parar esta área com as crianças Muito bem Dalila, o que é que faz um dentista e onde é que começa e acaba o vosso trabalho?
2:19 Eu percebo que isto da boca tem muito que se lhe diga e portanto não é tão óbvio como os leigos se cal calhar, pensam. Podia balizar um bocadinho a vossa intervenção? Olha, a nossa intervenção, o contexto em que nós trabalhamos, infelizmente, não é aquele que eu acho que é o mais apropriado. E a nossa saúde oral está muito aquém daquilo que deveria ser já. Eu lembro-me, eu em 1999 fiz Erasmus na Finlândia, os países escandinavos eram um país de referência para a formação em medicina dentária.
2:50 E nessa altura, a saúde oral lá já era melhor do que aquilo que é hoje em dia em Portugal. Uau! E portanto, é uma coisa muito cultural, portanto as pessoas acham que só têm que ir ao dentista quando dói, quando têm algum problema, apostam muito pouco na prevenção e isso acaba por nos trazer para o contexto em que nos encontramos. Muita consulta de urgência, muita reabilitação, coisas que se poderiam evitar e não se faz porque não funciona como deve ser.
3:20 Eu acho que as pessoas não estão às vezes conscientes, ainda não conseguiram desconstruir realmente a importância do que faz um dentista. E, às vezes, não é muito óbvia a função da boca, a importância da fala, da mastigação, da alimentação, como afeta, inclusive, a respiração. às vezes afetam a nossa postura e o desporto. Eu não sei se tem alguns casos de estudo de pessoas que realmente entraram, se calhar com uma dor de dentes, e saíram de lá com uma realidade muito alterada, não é?
3:56 Se calhar, efetivamente, o problema que tinham não era aquele que achavam que tinham. Eu não sei, é uma realidade muito comum no vosso dia-a-dia ou é simplesmente as pessoas entram, sabem o que querem, resolvem e vão-se embora? Não, não, Muitas vezes não. E mesmo no contexto das crianças, quando nós fazemos uma consulta, eu falo por mim própria, quando faço uma consulta no centro de entidade com os miúdos, e portanto nós temos o dever de informar os pais de quais devem ser os hábitos de higiene oral, os hábitos alimentares, e portanto percebemos quando falamos com as pessoas que há muita... eu acho que é um termo um bocadinho forte, mas há, inclusive, alguma negligência em relação aos miúdos, em relação aos hábitos que devem ter no dia a dia.
4:32 E muitas vezes as pessoas vão porque vão tratar uma cara inundante de leite e nós encontramos uma série de problemas e informamos e direcionamos para os corrigir, mas nem sempre as pessoas ouvem da mesma maneira. informamos e direcionamos para os corrigir, mas nem sempre as pessoas ouvem da mesma maneira. Muitas vezes a pessoa entra, quer resolver o problema dela e já não dói, está tudo bem, embora tenham sido informadas que as coisas não são bem assim.
5:00 É uma realidade que eu encontro em muitas outras áreas aqui da questão do desenvolvimento e da saúde infantil, ou do próprio desenvolvimento da criança e do humano. questão do desenvolvimento e da saúde infantil ou do próprio desenvolvimento da criança e do humano eu acho que é uma questão aqui de inocência há muito não saber que não se sabe e portanto a pessoa acaba por não ter uma culpa própria e este podcast nasceu até um bocadinho com esse propósito de informar as pessoas e de convidarmos um conjunto de especialistas que nos ajudem a alertar para todo este conjunto de coisas que as pessoas nem sequer sabem que não sabem e poderem investigá-las um pouco melhor ou procurarem o especialista certo.
5:32 A questão da estética é uma questão muito procurada também na medicina dentária ou é mais procurador e eu não me cingeria só aqui à questão das crianças, os adultos também, porque é importante os adultos perceberem que são os modelos das crianças e o comportamento deles acaba por afetar todo o crescimento e os hábitos das crianças. Na sua experiência, Dalila, portanto, as pessoas procuram-nos por causa da dor, por causa da estética, por causa do que exatamente?
6:03 Depende, é um pouco de tudo. Há pessoas que não ligam tanto à estética e vão e procur? Depende, é tudo. Há pessoas que não ligam tanto à estética e vão e procuram-nos quando têm problemas para serem resolvidos e há outros que até são muito cuidadosos e não têm problemas de dor, de infecção instalada, enfim, e que vêm à procura porque querem melhorar a estética, cada vez mais, cada vez mais.
6:22 cura porque era melhorar a estética, cada vez mais cada vez mais E quais são para si os principais problemas da saúde oral que nós conseguimos prevenir e como? Bom, isto é uma coisa muito cultural, eu acho que nós somos um pouco um bocadinho, somos pouco disciplinados e eu acho que os hábitos de higiene oral, os hábitos alimentares que temos hoje em dia, não são os mais corretos e, portanto, as pessoas deveriam ter algum cuidado nesse sentido de os alterar e apostar mais na prevenção. Nós informamos de um modo geral quais os cuidados a ter e o que eu sinto quando acompanho pacientes e quando pego os meus filhos e acompanho os pais também ao longo do tempo o que eu percebo é que muitas vezes a informação que eu passo não é tida muito em conta é mais importante que meus olhos percebam que a maior parte dos problemas da cavidade oral as caries dentárias os problemas de gengiva os tecidos de suporte dos dentes muitas vezes são evitados só com base nos hábitos de higiene e com base nos hábitos alimentares quer dizer, isso faz toda a diferença Estamos aqui a falar de escovar os dentes fio dental o fio sempre diário o fio diário é uma luta que eu tenho as pessoas são informadas que o devem usar, mas não percebem muito bem a necessidade ah, mas porquê? Mas a escova é suficiente e não é assim é um mínimo, duas vezes por dia tem que escovar os dentes tem que usar o fio diariamente todos os dias, à noite, antes de escova é suficiente e não é assim, é um mínimo duas vezes por dia tem que escovar os dentes tem que usar o fio diariamente todos os dias, à noite, antes de escovar a concentração do furo na pasta é uma coisa super importante que muitas vezes nas crianças não é tida em conta e isso faz toda a diferença no dia a dia e há uma série de problemas que podiam evitar que não evitam porque não adquirem esses hábitos A questão da escolha da escova é importante, a questão de ser macia, média, dura, é sempre, para mim é um mistério ainda, não sei como é que é de escolher, é uma questão de apetite, as pessoas escolhem a que preferem ou há tecnicamente uma escolha mais correta do que outra?
8:17 O ideal, no meio é que está a virtude, o ideal é a média, sempre. E depois há aquelas pessoas que fazem uma coisa que se chama trauma por escovagem, escovam tanto, com tanto vigor, que acabam preferindo as gengivas e a própria estrutura do dente. E essas pessoas, quando nós detectamos que o fazem, são aconselhadas a usar uma escova macia ou a escova elétrica, que em relação à manual, acaba por ter ali algumas vantagens, se for devidamente usada, e portanto as pessoas são aconselhadas nesse sentido. Ok.
8:44 Portanto, os principais cuidados, a higiene, em termos de dieta, como é que nós podemos ajudar na questão dos dentes? É uma questão de reduzir os doces, covar a seguir aos doces? Os doces não pode haver um aporte diário de doces. Ok. Eu lido com muitas famílias e percebo que as crianças, a alimentação das crianças e mesmo dos adultos, há um aporte diário. É imenso. É mau. É para tudo. não é só para os dentes, para a saúde geral.
9:09 Eu conheço um pediatra que é muito preocupado com esta questão da saúde oral e ele costuma dizer sempre aos seus pacientes, tem que haver um dia do doce, um dia da semana para o doce e há pais que olham para nós e pensam, um dia? Só um dia por semana? Como só um dia por semana? E acham que é muito pouco. Portanto, é como eu digo, é uma coisa muito cultural, não é? Reduzir o aporte de doces e escovar a seguir aos doces e fazer uma escovagem eficiente. Duas vezes por dia, nem sequer é necessário estar sempre a escovar de cada vez que come.
9:37 Se fizerem duas vezes por dia de forma eficiente de um modo geral, conseguem evitar uma série de problemas. Eu acredito que o pediatra esteja se calhar mais preocupado na questão do açúcar, mais preocupado com a questão metabólica, os diabetes, se calhar o índice glicémico, mas os dentes também. Dalila, pode-nos explicar muito brevemente qual é o mecanismo do açúcar na boca e porquê que gera cáries? Eu por acaso já escutei isso no passado, mas eu acho que muitos pais se calhar vão ficar surpresos com a mecânica das cáries? Eu por acaso já citei isso no passado, mas eu acho que muitos pais se calharem ficar surpresos com a mecânica da...
10:08 É fácil, muito fácil, muito básico. Açúcar, resíduos alimentares, mais bactéria, há a produção de um ácido e esse ácido corrói o esmalte. E é assim que se instala uma cárie. Muito bem. Se reduzem o aporte do açúcar, se removem os estritos alimentares dos dentes, se diminuem o índice de bactérias, ela não se vai desenvolver. Claro. A não ser, atenção, há uma série de problemas de constituição do esmalte, e já são casos diferentes, em que é mais difícil prevenir o aparecimento das cáries, porque há um problema de constituição.
10:43 Portanto, o esmalte não têm tanta defesa como deveria ter. Ok, e muitas vezes os pais não estão sensibilizados para a questão das fontes do açúcar, portanto o açúcar não é só na forma de um doce, pode estar num sumo, se calhar às vezes numa coisa que não sabe a doce está lá açúcar, não é? Há assim algum alimento que acha que se passa mais despercebido nesta mecânica? Eu não sei, quer dizer, evidentemente que os gelados e as pastilhas e os doces e as bebidas, todos eles são muito evidentes, não é? Há algum escondido que às vezes nos escapa ou não?
11:19 As papas, o leite... Sim, sim. Normalmente eles não são assim tão escondidos as pessoas é quando nós falamos em doces pensam sempre nas gomas os roçados os chupas mas eu tenho crianças que o pequeno almoço diariamente são cereais ou leite com chocolate ou não é importante a criança escrevem refrigerantes todos os dias e portanto as pessoas não associam tanto que isto são doces prejudiciais e são, efetivamente e fazem parte da alimentação diária da criança Claro Agora focando-nos um bocadinho nas crianças quais são os principais marcos da evolução dos dentes nas crianças obviamente que um bebê começa a ter dentes a partir de uma certa idade que tipo de atenção é que os pais devem ter a isso devemos deixar para o pediatra controlar ou é importante que os pais tenham alguma forma de consciência de quando é que os dentes a partir de uma certa idade, que tipo de atenção é que os pais devem ter a isso, devemos deixar para o pediatra controlar ou é importante que os pais tenham alguma forma de consciência de quando é que os dentes aparecem e se estão a nascer tortos, por exemplo, eu não sei que isto não são termos técnicos, mas ajude-me aqui.
12:18 O pediatra tem um papel fundamental, o pediatra deve controlar a cavidade oral, sempre que observa a criança, como vê os ouvidos, como vê os olhos, como vê, tem de ver isso tudo, deve incutir aos pais hábitos de higiene desde muito cedo, porque o primeiro contacto é com eles, os pais devem ser instruídos que devem higienizar as gengivas e a língua antes mesmo dos dentes nascerem, quando os dentes nascem devem usar uma escorva com cerdas muito suaves, mas já devem usar, a quantidade de flor na pasta, o que é que a nossa Direção-Geral de Saúde preconiza.
12:47 Normalmente, isso são informações que são dadas pelo pediatra. Hoje em dia, no nosso contexto, mesmo no livrinho do bebê já aparece um esquema, a partir dos 3 anos, para as crianças serem observadas no dentista. E, efetivamente, há pediatras que aos 3 anos já nos estão a indicar, já há muita criança que entra pelo consultório dentro, então o que é que atrasa por cá? É a primeira consulta.
13:06 E, portanto, isso é fantástico, porque isso permite-nos chegar até aos pais mais cedo, dar o máximo de informação e prevenir uma série de problemas. Que o ideal, aquilo que a escola europeia e americana da odontopediatria dizem, é que as crianças devem ir ao dentista por volta do primeiro ano de vida, que é quando começam a aparecer os primeiros dentes e onde são detectados problemas logo desde muito cedo, se isso no caso existirem.
13:26 Mas, enfim, a realidade dos três anos, para mim, já é fantástica. Essa era a minha pergunta seguinte. Portanto, a partir de que idade é que deve ir? Portanto, já percebi a partir de um ano. E depois, com que frequência? Imaginando que está tudo a correr bem, em termos de manutenção, com que frequência é que tem o neurodentista? Bom, eu sou muito sincera. Aquilo que eu pratico, quando são crianças muito pequeninas e que eu vejo que os pais têm, efetivamente, cuidados no dia-a-dia e têm hábitos de higiene oral fantásticos, eu digo, Dana, a partir do momento em que eles começam a ir opcionar os dentes definitivos, eu fico mais descansada de os ver de seis em seis meses.
14:00 Ok. Mas, se acho que há uma criança que tem algum problema constitucional mais pequenina e que acho que tem algum problema constitucional mais pequenina que acho que tem a de ser vezes, até mais vezes há crianças que até vezes de 4 em 4 meses depende um bocadinho de cada caso e o que é que são os sinais de alerta? fora dessa rotina e vamos imaginar que a criança não está a ir ao dentista com frequência o que é que é um sinal de alerta?
14:22 e aqui convidava a falar até um bocadinho de bruxismo a fala estar afetada alguma coisa frequência que é um sinal de alerta e aqui convidava a falar até um bocadinho de bruxismo fala estar afetada alguma coisa menos evidente para um pai mas que para vocês é um sinal claro que está na hora de intervir um dos fatores mais importantes é cor a cor do dente alterações na cor opacidades não estou mais laranjado um pigmento que não sai quando escova, isso é um sinal de alerta.
14:49 Uma gengiva que está permanentemente inflamada, por exemplo, também é um sinal de alerta. Uma criança que dorme muito de boca aberta, que ressona, são tudo sinais que levam, para os quais os pais deveriam procurar ajuda. E muitas vezes eu tenho crianças que recebo não nesse contexto, mas que envio para a terapia da fala, ou que envio para o otorrino, porque percebo que existe ali alguma alteração da função respiratória, alteração da fala, que pode ou não desencadear problemas no desenvolvimento dos maxilares, com correções mais sérias e futuras e portanto encaminho sempre que detecte esse tipo de problemas.
15:34 Ok. A questão do ATM, que é uma realidade relativamente nova para mim, articulação temporomandibular, estou a dizer bem? Temporomandibular, sim. Sim, eu percebo que pode afetar a questão da postura e, portanto, muitas vezes é despistada só quando a pessoa faz desporto. Mas isso manifesta-se a partir de que idade? Com o cedo nós podemos começar a... Eu tenho uma criança de 8, lembro-me o paciente mais jovem que eu tive com sintomas na ATM era um menino de 8 anos, que era altamente bruxómano, era uma criança muito ansiosa, tinha muita chequeca associada, muitas dores de cabeça, porque ele rangia muito os dentes e no caso dele estava associado ao sistema nervoso, portanto era uma criança muito ansiosa. Há algumas teorias em relação ao bruxismo nas crianças.
16:28 Uma delas é, eu tenho uma amiga pedopsiquiatra que não me deixa falar em ansiedade ou stress. Ela diz que muitas vezes pode ser só uma questão de foco, porque a criança está focada a fazer alguma coisa e portanto está a arranjar os dentes. Mas enfim, para mim é uma questão um pouco emocional. arranjar os dentes. Mas, enfim, para mim é uma questão um pouco emocional. E há também uma teoria um bocadinho mais, enfim, que as crianças nascem com os dentes muito pontiagudos e há quase uma necessidade, quase uma coisa animal, de os aplanar um bocadinho e por isso é que os arranjam. E esse tipo de bruxismo é uma coisa que vai diminuindo ao longo do tempo.
17:04 e esse tipo de bruxismo é uma coisa que vai diminuindo ao longo do tempo. Mas esta criança é um caso que me recordo sempre, porque não me lembro de ter um paciente tão pequenino com uma sintomatologia tão grave como este menino tinha. Que máximo. Mas pode afetar a marcha muitas vezes, não é? Portanto, a questão do ATM, porque a pessoa não tem noção, mas... Sim, é multifatorial.
17:25 Na realidade, a ATM é a articulação mais complexa do organismo, porque ela não funciona isoladamente de um lado ou do outro, portanto, ela tem que funcionar ao mesmo tempo, não é? E, portanto, se há uma diferença de pressão de um lado ou do outro, pode ser motivada por problemas de oclusão, problemas de mordida, a forma como encaixam os dentes, até problemas de postura, de coluna, e portanto todos os problemas acabam por se refletir um bocadinho na função da ATM.
17:51 É muito difícil não ter qualquer tipo de sintoma de patologia na ATM. Há inclusivamente pessoas que têm, mas não têm qualquer sintomatologia no dia-a-dia. Muito bem. Nós acabamos por detectar, mas não porque a pessoa se queixe. Ok. Dalila, a genética é um fator muito importante na questão da nossa boca. Portanto, nós estamos muito dependentes, obviamente, da genética dos nossos pais. Ou podemos, se calhar, prever problemas consoante o desenvolvimento da boca dos nossos pais?
18:20 Ou não faz muito sentido? Sim. A genética é como em tudo, não é? Ou não faz muito sentido? Sim. A genética é como em tudo, não é? Nós vamos herdar, vamos ter ali uma herança que nos vai trazer melhores ou menores características em determinadas zonas e, portanto, os gentes não são uma exceção. Se nós tivermos um pai ou uma mãe que tem uma constituição, um esmalte fantástico, portanto, a probabilidade da criança o ter é maior.
18:41 E eu tenho pais que têm problemas de malformação que as crianças também acabam por ter. Agora, esses problemas, quanto mais cedo forem detectados e mais cedo as pessoas forem informadas do que é que podem fazer para não deixar agravar tanto, melhor. Ok. E o que é que me pode dizer sobre a chucha? A questão das chuchas, se as têm uma opinião, é muito forte? São tolerantes? A chucha é fantástica a chucha é muito boa até aos 2 anos de idade a partir daí tem que ir embora e normalmente o que nós o que eu aconselho os meus pacientes a fazer as crianças ganham uma dependência emocional muito grande da chucha, portanto aquilo dá-lhes uma sensação de segurança e por isso é que elas precisam da chucha até aos 18 meses, está tudo bem.
19:27 A partir dos 18 meses, devem tirar a chucha durante o dia, mesmo na hora da sexta, e ficar... É como se estivéssemos a fazer um desmame, e ficar com a chucha só durante a noite. E, portanto, até há um truque que é, a chucha fica na cama. A criança levanta-se de manhã e deixa a chucha na cama, para associar que é só quando ela voltar para a cama que eu volto a ter mas não na cesta e a importante depois temos ali seis meses desde os 18 meses até aos dois anos de idade em que aos dois anos de idade nem à noite às vezes é mais difícil para os pais deixar a sua chucha do que para as crianças. Há ali duas ou três noites um bocadinho aflitivas, mas se os compensarmos com algum apoio emocional, a coisa dá-se bem.
20:11 O problema é quando as crianças perpetuam esse vício e cria-se uma dependência emocional demasiado grande e aí sim é muito mais duro para arrumar a chucha. Isto é a minha opinião. Claro Ok Eu ia aqui fazer uma pergunta O que é que é um trauma Na saúde oral Estamos a falar só sempre de dentes partidos Uma pancada na cara O que é que é um sinal de alerta Os lábios, a língua Quando é que nos devemos preocupar?
20:41 Normalmente as crianças Quando nos chegam de trauma O cenário é sempre muito feio porque há muitos miúdos, nós recebemos muitos miúdos com trauma porque caem na escola, porque o amiguinho bate na boca porque normalmente é sempre uma coisa, sangra muito, os pais ficam sempre muito assustados há vários tipos de fraturas há vários tipos de procedimentos consoante o tipo de fratura que temos à frente, portanto o ideal é sempre logo procurar ajuda.
21:06 Tenho alguns pais que dizem, ah, ele bateu com a boca há dias, sangrou um bocadinho, mas agora o dente está a ficar escuro. Portanto, o ideal é, quando existe, ainda que não haja um grande sangramento, ou que a criança não se queixe muito, as crianças têm uma tolerância à dor acima daquilo que as pessoas pensam normalmente. E, portanto, eu acho que nessa altura, que sempre que detectam que houve alguma coisa, devem procurar ajuda.
21:25 Porque muitas vezes há fraturas radiculares, ou seja, fraturas por dentro na estrutura do dente que não são visíveis cá fora. E portanto há procedimentos que se têm que ter e as coisas devem ser diagnosticadas atempadamente, nomeadamente com o raio-x e isso tudo. Ok. Nós vamos ter alguns cuidados especiais com a língua e com os lábios. Isto faz sentido estar alerta ou é uma questão menor, secundária quando lavamos os dentes, que já estamos a tratar da língua a língua e os lábios são o meu pior inimigo quando falo na questão da ortodontia porque a língua e os lábios mexem os dentes e mexem muito e há determinados hábitos que as crianças vão ganhando, hábitos parafuncionais, que alteram a posição dos dentes e alteram a formação dos maxilares. E um dos maiores inimigos que eu tenho é mesmo esse, é a língua. Há muita criança que tem uma coisa que nós chamamos de deglutição atípica, em que elas posicionam mal a língua quando estão a engolir, e nós engolimos N vezes ao dia, e tantas vezes a língua que se relaciona com os dentes naquela má posição vai fazendo com que os dentes fiquem tortos, se projetem, se abram, criam mordidas difíceis de resolver.
22:31 Portanto, se isto for diagnosticado atempadamente e enviado para a terapia da fala e depois nós com alguns aparelhos conseguirmos controlar a situação, depois é muito mais fácil. Ok. Falando de ortodontia, que tipos de desvios é que há, que possíveis tratamentos é que existem, as principais diferenças, porque é um mundo, já percebi. É um mundo, é um mundo, é imensa coisa e assim, aquilo que eu acho que é mais importante passar a informação é que há dois tipos de tratamento em ortodontia, há a fase 1 e a fase 2.
23:02 Há dois tipos de tratamento em ortodontia. Há a fase 1 e a fase 2. Quando as crianças são mais crescidas, têm todos os dentes permanentes, nós chamamos de fase 2. São aqueles problemas menores que nós conseguimos resolver. São alterações dentárias. Nós conseguimos resolver quando já existe toda a dentição permanente. Há aqui uma criança que muitas vezes acha que é muito pequenino, agora vou estar a chatear com aparelhos.
23:22 Mas há determinados problemas não forem resolvidos em determinada idade o caso pode se tornar de tal forma que nós não conseguimos corrigir na sua totalidade quando existem discrepâncias esqueléticas ou seja, os maxilares não se relacionam de forma harmoniosa nem entre si nem com a base do crânio se a criança nos aparece aos 12, 13 anos nós já não conseguimos corrigir completamente. E muitas vezes podem acabar por ser casos cirúrgicos, que nós não conseguimos com o aparelho fazer o que quer que seja, portanto só com cirurgia ortognática.
23:54 Ok. E que tipo de aparelhos é que há? Agora temos umas novidades, não é? Agora há relativamente pouco tempo, não é? Com os Invisaligns e os retentores invisíveis. Antigamente eram aparelhos, portanto, o que é que ainda se usa? O que é que deixou de, o que é que caiu em desuso? Bom, o que é que aquilo que se usa desde sempre e que se mantém em uso são os aparelhos de ortopedia dentofacial, ou seja, aqueles aparelhos com que os meninos dormem à noite, que não se sabe que usam, não é? Para corrigir a posição dos maxilares. É um aparelho ortopédico na face, na realidade.
24:22 E não há nada que substitua esses aparelhos, porque aquilo que eles estão a fazer é modelar o crescimento da criança e tornar as bases ósseas mais harmoniosas entre si. Não há nenhum outro sistema, portanto é uma coisa completamente independente que pode ser usada em conjunto com outros aparelhos com os próprios problemas que estamos a resolver. Depois temos dentro da fase 1, quando as crianças têm a dentição mista, a dentição de leite junto com a dentição permanente, há uma série de aparelhos, depende muito de quem está a fazer a correção e do tipo de aparelho que quer usar porque há uma série de aparelhos disponíveis até para o mesmo efeito, é quase um bocadinho pelo gosto de quem está a fazer e pelo método que usa e depois na fase 2 temos os aparelhos fixos e temos a inovação.
25:06 Os brackets e as bandas são aqueles mais comumente conhecidos, que nós vemos os miúdos e agora muitos adultos também a usar. E mais recentemente, que não é assim tão recentemente, porque o sistema já existe há 20 anos, mas só nos últimos anos é que teve uma evolução considerável, que antigamente era usado só por uma questão mais estética, para alguns alinhamentos, e agora corrige a maior parte das maloclusões que existem.
25:29 Inclusive há casos cirúrgicos já tratados com os chamados alinhadores. Ok. Ok, seu Máximo. Existem algum tipo de exercícios recomendados? Há bocado estávamos a falar de língua e de lábios. A própria articulação, nós podemos fazer algum tipo de exercícios que facilitem a nossa saúde oral no longo prazo? Claro, bom, dependendo do tipo de hábito para funcional que se tem, nós podemos colocar algum aparelho e podemos recomendar alguns tipos de exercícios para a língua, ensinar a criança a vários truques que nós passamos no consultório, como é que a criança há de engolir e perceber se está a engolir bem, se está a engolir mal quando eu acho que é uma deglutição atípica mais, enfim que é uma coisa que eu não vou conseguir controlar sozinha eu peço sempre a ajuda da terapeuta da fala e elas sim têm uma série de exercícios fantásticos que nos ajudam imenso e muitos deles, exercícios, conseguem ser feitos com aparelhos que nós colocamos na boca dos miúdos e portanto é uma área muito tira muito completa em Em relação à TM, normalmente há uns aparelhos com que as pessoas podem dormir à noite na boca, que vão ajudar a relaxar toda a musculatura, e há também alguns exercícios que nós podemos passar no consultório, que é uma espécie de fisioterapia.
26:43 Ok. Dalila, nós recebemos aqui uma pergunta no nosso chat que é quando é que as crianças devem começar a escovar os dentes? Desde que têm dentes Desde que têm dentes Antes de terem o primeiro dente, já a lingiva e a língua já deve ser higienizada pela mãe com uma dedeira, que já existem umas dedeiras próprias para isso ou então com uma compressa enrolada no dedo, embebida em água, só para tirar aquele excesso de leite da boca da criança.
27:12 E depois quando aparece o primeiro dente, com uma escova, com cerdas muito suaves, deve começar-se a escovar-lhes logo. Ok. Bom, eu acho que associada à questão de ir ao dentista, há sempre a questão da dor, isto vai-me doer, este tratamento vai-me doer. Há tratamentos dolorosos? Quais é que são mais dolorosos? Vocês conseguem fazer o offset dessa dor com 100% de sucesso? O que é que podemos esperar?
27:36 Como é que podemos tranquilizar aqui um bocadinho o público em relação a essa questão da dor? Bom, aqui o que é muito importante passar é que quanto mais tarde vão, pior é. Se há uma infecção instalada há já muito tempo, muitas vezes é difícil conseguir anestesiar, conseguir um bom efeito da anestesia para conseguirmos trabalhar sem dor para o paciente. Isso é muito importante passar. Às vezes a pessoa diz, ah, isto toma um bocadinho mas eu agora tomei aqui qualquer coisa e isto já está melhor. Quando vão, o processo já está muito mais evoluído e é mais difícil controlar.
28:09 Agora, quando isso acontece, eu falo da minha prática pessoal. Eu odeio provocar dor às pessoas. Portanto, aquilo que eu sempre usei ao longo dos anos era uma estratégia de... E muitas vezes a pessoa vai desesperada com dor e não entendo muito bem, mas se nós fizermos uma boa medicação uns dias antes e conseguirmos controlar a infecção depois vamos potenciar o efeito da anestesia quando a estamos a usar e o procedimento faz-se com muito mais tranquilidade e esse sempre foi um cuidado que eu tive enquanto pratiquei medicina generalista durante muitos anos Ok, ótimo não haver dor e bem importante às vezes é perceber qual é o custo de não ir ao dentista, não é?
28:47 E é que está-se a cair às vezes a dor e é uma dor de longo prazo, não é? Ao nível da imagem, ao nível da função. Às vezes as pessoas não têm a percepção de que porque não sorriam com tanta facilidade não têm também tantas oportunidades ou tanta simpatia ou tanta empatia mútua dos outros, não é? Portanto, acaba por ser uma coisa crítica. Eu, por acaso, estou a ler um livro sobre medicina dentária, mais ligado até ao marketing, que é um bocadinho a minha área, e fiquei muito impressionado, realmente, com a forma como a saúde oral afeta a nossa vida no geral.
29:19 E pronto, fiquei realmente... Marcou-me com o pouco que nós sabemos e com o pouco que somos preparados às vezes para essa realidade e acredito que qualquer especialidade tem essas queixas que o otorrino queixa-se, o ortopista queixa-se das pessoas não saberem o suficiente para precaverem uma série de maleitas mas sim realmente tocou-me e portanto eu pensei eu acho que trocava qualquer dor momentânea por conforto e bem-estar a longo prazo, não é?
29:45 E às vezes é se calhar essa mentalidade que está a faltar no público em geral, não é? É um bocadinho, sim. Mas pronto, é uma luta diária, quer dizer, a gente passa a informação o mais que consegue e tem pacientes fantásticos que chegam com alguns problemas e acatam tudo aquilo que nós dizemos e que são meus pacientes ao longo dos anos e nós percebemos que a mensagem fica lá e isso é o mais gratificante Dalila, se pudesse ocupar um cartaz gigante para toda a gente ver, que mensagem é que lá colocava?
30:20 É muito difícil esta É muito difícil esta pergunta Se eu pudesse ocupar um cartaz gigante Que toda a gente ia ler É muito difícil esta... É muito difícil esta pergunta. Se eu pudesse ocupar um cardágio gigante... Que toda a gente ia ler e pudesse escrever uma mensagem que se tornasse universal e que pudesse tocar muitas pessoas. Neste contexto da medicina dentária. Não, neste contexto da medicina dentária.
30:38 Eu acho que eu ponho só lá uma palavra. Eu ponho a prevenção. É a minha luta, sempre foi. Prevenção. Muito bem. Que más recomendações é que costumam ouvir relacionadas com a sua profissão? Costumam ouvir maus conselhos dados, não estou a dizer por colegas seus, mas se calhar por outros profissionais ou pelas famílias? Já tive algumas recomendações por parte de alguns pediatras que me deixaram um bocadinho apreensiva já tive pais que vieram com problemas em dentição de leite com crianças muito pequeninas e que me diziam que o pediatra achava que não era importante porque eram dentes que iam cair e portanto não se preocupassem com isso porque os dentes iam cair e portanto não iam trazer problemas e nós temos crianças que sofrem imenso com abcessos, infecções instaladas, crianças muito pequeninas, as pessoas têm que perceber que nas crianças quando são muito pequeninas é importante evitar problemas muito sérios porque em termos de cooperação para um adulto é difícil, não é?
31:38 Já não é um contexto muito bom portanto conseguir que uma criança de 4 anos 5 anos se sente na cadeira, seja anestesiada faça uma restauração ou uma desvitalização do lume de leite é uma coisa penosa. Em alguns casos muito sérios que também temos, de policáreos, como nós chamamos, que são cáreos em vários dentes, por maus hábitos alimentares e de mãe em geral, nós acabamos por ter que indicar a criança para anestesia geral, para fazer todos os tratamentos de uma vez só, portanto.
32:05 E tudo isto se consegue evitar, efetivamente, se as pessoas tiverem algum cuidado. E achar que os dentes de leite não é importante tratar, esse eu acho que é o erro mais grosso. Não é importante porque são dentes de leite e vão cair, mas até lá a criança tem muitos anos de sofrimento pela frente. Claro. Muito bem. Eu tinha uma última pergunta para lhe fazer esta aqui ainda mais pessoal que a anterior que é quando se sente sobrevado, mais estressado ou sem foco como é que como é que se centra?
32:34 quais são os seus truques? Nós tentamos que os especialistas todos nos falem um bocadinho sobre essa parte mais pessoal de voltar ao centro e voltar ao foco porque eu acho que os pais às vezes lutam um bocadinho com isso crianças a gritar, uma profissão quando a coisa sai um bocadinho fora do plano o que é que nós podemos usar para nos focarmos de novo eu vou ser muito sincera já cheguei duas vezes a esse ponto e não gostei e portanto hoje em dia uso estratégias diárias para não me deixar chegar a esse ponto eu pessoalmente faço yoga, faço meditação aproveito ao máximo faço o máximo de formação na minha área que é uma coisa que me estimula e que me mantém o gosto e é isso basicamente é isso.
33:25 Muito bem. Dalila, muito obrigado por este bocadinho do domingo. Espero que nos possamos reencontrar de novo, se calhar com perguntas mais específicas, que eu acho que vamos receber aqui nos nossos comentários. Com certeza. E até breve. Até breve. Muito obrigada. Obrigado, Lívia.