Play&Music

Dicionário das Crianças · Episódio 16

Co-sleeping, Segurança e Conforto do Bebé — João Barroso

7 de março de 2021 · 1 h 04 min · com João Barroso

Descarregar mp3 · Ver no YouTube · RSS

Cadeira-auto, carrinho, alcofa, berço, banheira, espreguiçadeira, cadeira de papa: a lista de compras de quem espera um bebé parece interminável e cara, e a informação online é abundante e muitas vezes contraditória. Neste episódio do Dicionário das Crianças, Nuno Simões conversa com João Barroso, Marketing Manager de Puericultura Pesada das marcas Chicco e Recaro, com mais de vinte anos de casa na Artsana Portugal, para pôr ordem nesse caos com critério e bom senso.

A conversa começa pelo percurso típico de aquisições — do ovinho que leva o bebé da maternidade para casa até à cadeira de papa que só serve por volta dos seis meses — e pelos pilares de uma boa compra: segurança, tipo de utilização e orçamento. João Barroso explica também porque desaconselha vivamente as cadeiras-auto em segunda mão: sem conhecer o histórico do equipamento, ninguém garante que os materiais estejam intactos, e um dispositivo de segurança não admite facilitismos.

Segue-se um mergulho no estado da tecnologia: a norma i-Size, que obriga ao transporte no sentido inverso à marcha até aos 15 meses, o sistema ISOFIX que praticamente elimina o erro humano na instalação, e a história comovente do pai italiano cuja tragédia deu origem aos sensores anti-abandono que hoje alertam a família quando um bebé fica no automóvel.

O coração do episódio é o co-sleeping. João Barroso explica porque é que a proximidade da mãe nos primeiros seis meses é crucial para a segurança emocional do bebé e como um berço encostado à cama facilita a amamentação nocturna. Apresenta ainda o Next2Me Forever, um três-em-um que passa de berço de co-sleeping a cama de grades e, por fim, a cama de chão ao estilo Montessori, acompanhando a criança até aos quatro anos.

Entre dicas de limpeza com óleo seco de silicone, o apelo insistente à leitura das instruções e conselhos sobre rotação de brinquedos e respeito pelas idades recomendadas, esta é uma conversa que continua actual para qualquer família que queira comprar menos, comprar melhor e, acima de tudo, comprar seguro. No final, fica o lema de vida do convidado: segue o teu instinto.

Neste episódio

Guia prático

Relaxamento e Calma Infantil

Rotinas de calma para o sono, a ansiedade e os dias difíceis.

Ver o guia

Transcrição completa

0:00 Olá, bom dia, Nuno. Como está? Tudo bem? Tudo bem, obrigado. Muito obrigado por este bocadinho, é precioso este tempo seu, que eu sei que é uma pessoa ocupada, para esclarecermos aqui um bocadinho a nossa audiência sobre um conjunto de temas que eu acho que são interessantes para as famílias portuguesas. Vou só apresentar muito brevemente o João. Nós conhecemos-nos numa reunião na Chicco, que é uma parceira nossa, e fomos discutir um temazinho assim e acabámos por ficar três horas a falar de um montão de temas e eu acho que sabe que essa nossa reunião que precede este podcast foi até um bocadinho um precursor deste podcast, eu pensei estas conversas têm de começar a ficar gravadas porque há aqui coisas tão preciosas que são tão úteis às famílias e aos profissionais de saúde e educação infantil que nós temos de começar a colecionar este tipo de conversas.

0:47 O João estava super ocupado, tinha aí uma coleção a sair, entretanto só conseguimos agora juntar-nos em fevereiro, mas aqui estamos finalmente. Pronto, para quem não conhece, o João estudou Marketing e Publicidade e é Marketing Manager da Puericultura Pesada da Chicco, é isso que estou a dizer bem? Chicco e Recaro, das marcas Chicco e Recaro também Muito bem, a sua opinião sobre a sua profissão, o que é que acha de trabalhar com estas coisas, o que é que gosta mais?

1:13 Olha eu entrei na ainda Artsana Portugal antes de ser Artsana Portugal a Artsana era uma empresa uma sociedade entre um sócio português e o senhor Pietro Catelli, dono da Artsana Itália e, portanto, que tem a marca Chicco. Era uma sociedade, depois passou a ser 100% capital italiano, como agora e mudou de nome. Portanto, entrei há mais de 20 anos e logo desde o início entrei para trabalhar 4 linhas de produto entre as quais a puericultura pesada.

1:48 Foi uma paixão imediata e foi a que ficou até agora, portanto, entretanto a empresa desenvolveu-se, criaram-se mais especializações na parte do marketing, entraram outras pessoas para poderem gerir as linhas de produto em separado e portanto eu fiquei sempre com a agricultura pesada porque é desde sempre uma paixão antes disso trabalhava brinquedos e portanto também entrei a trabalhar brinquedos na na farsana como disse mas a pesada realmente foi uma paixão e continua a ser Muito bem é os brinquedos é todo um novo episódio e eu sei que o João ainda por cima veio da Concentra, de quem representava a Concentra na altura portanto têm sido brinquedos a vida toda Desculpe, a Concentra é que representava marcas, a Concentra Desculpe O rigor, muito bem Ok, oh João entrando aqui se calhar na curiosidade das nossas famílias, desta coisa da puericultura pesada, eu vou citar aqui um conjunto de produtos são quase incontornáveis para um casal jovem, moderno nesta altura é óbvio que se calhar há 100 anos atrás não se falava de nenhuma destas coisas, seguramente que há 200 anos isto não havia, nada disto havia, pronto neste momento isto tudo há e parece indispensável e causa até grande stress nas famílias o que é que eu compro primeiro e onde é que eu compro e como é que eu escolho e como é que eu monto e como é que eu limpo e portanto a primeira pergunta que eu lhe ia colocar, tem aqui uma pequena introdução passava um bocadinho pelo qual é o percurso de aquisições mais provável de artigos por cultura pesada, que estão no seu catálogo.

3:28 E depois a pergunta vem a seguir a isto. E portanto, qual é que é o percurso típico? Tipicamente as cadeirinhas, o ovo, os pais têm que levar a criança da maternidade para casa, vão precisar de um carrinho de passeio, vão precisar de um berço e de uma cama, uma cama de viagem banheiras, muda-fraldas, as preguiçadeiras as cadeiras de papo e alimentação aquelas bolsas para levar as fraldas para todo lado e depois os porta-bebés ou marsupios eventualmente pode ser opcional se bem que eu tenho para aí umas três aqui da Chica em casa porque além da que eu comprei foram-me oferecendo sempre que temos bebés é uma coisa que se oferece e portanto estas coisas não só interessam aos pais que as vão comprar fica em casa, porque além daquilo que eu comprei foram-me oferecendo, sempre que temos bebés é uma coisa que se oferece.

4:12 E portanto, estas coisas não só interessam aos pais que as vão comprar, como interessam aos familiares desses pais que muitas vezes as querem oferecer. E a minha pergunta era por aqui, dicas de aquisição deste tipo de produtos, porque a informação online realmente é muito abundante, alguma delas é contraditória. Na prática, se o João estivesse a aconselhar o seu filho a comprar estas coisas, por onde é que ele devia começar?

4:29 Vamos imaginar que ele quer fazer algum estudo prévio, por onde começar e quais são se calhar os pontos mais importantes, quais são os pilares destas compras? É a segurança? É o preço? É a qualidade? É a marca? Na sua ótica, o que é que vale mais pesar nesta escolha? Ora bem, bom, antes de mais vou só falar de pesada, não é? Porque há outras linhas também essenciais, com produtos essenciais para serem adquiridos, mas no que diz respeito apenas isso à puericultura pesada, eu começaria pela cadeira alta, o tal ovinho, como as pessoas dizem, não é?

5:06 Porque efetivamente é a primeira coisa que se vai utilizar desta linha de produtos, precisamente para sair da maternidade. E portanto, a cadeira-auto terá que ser escolhida em função, portanto, o bebê será um recém-nascido, como é óbvio, e terá que ser uma cadeira alta ou adequada para um recém-nascido. A oferta é múltipla, obviamente, inclusivamente dentro de cada marca existem mais do que uma opção para responder a esta necessidade. ler aprofundadamente a informação que puderem e devem sempre pensar no tipo de utilização que vão dar aos produtos.

5:50 Em relação à cadeira alta, por exemplo, o que podemos dizer é que a instalação no cargo deve ser o mais fácil possível, deve ser feita o mais rápida e facilmente possível e isso pode implicar, por exemplo, a existência de uma base que se pré-instala no automóvel e depois chega-se para a cadeira e encaixa-se diretamente na base sem precisar por exemplo da instalação do cinto de segurança. Agora, tudo isto se combina também com o orçamento, não é? E portanto depende muito daquilo que as pessoas podem despender ou investir nos produtos. Portanto, obviamente que soluções mais sofisticadas irão certamente honorar a conta final, a despesa final, mas por outro lado também oferecem muito maior facilidade de uso. Portanto, passo número um, a cadeira alta.

6:41 Logo a seguir, um bocado ligado à cadeira alta, vem o carrinho de passeio, porque muitas vezes o que acontece é que as pessoas querem a possibilidade de encaixar a cadeira alta no carrinho de passeio depois para poderem passear e portanto isso é mais fácil transportar também o bebê até o automóvel e por aí fora. De modo que eu penso que esta dupla de produtos, os chamados duos têm realmente toda a pertinência é o primeiro passo.

7:16 Mas eu gostava de não esquecer um outro elemento que eu penso que é importante também para integrar aqui neste primeiro passo que é a alcoofa. E porquê a alcoofa? Porque, efetivamente, para um recém-nascido e nos primeiros 5, 6 meses de vida, a alcoofa será certamente o sítio mais confortável e mais seguro para o bebê estar e poder passear. E poder, portanto, os pais poderem sair à rua e passear com o bebê.

7:42 O que é também um aspecto muito importante e bastante saudável, portanto, poder passear o bebê ao ar livre, não digo na primeira semana, mas se calhar a partir da segunda, terceira semana e também dependendo, obviamente, da saúde do bebê. Se tudo estiver bem e se o tempo também não estiver demasiado agreste, portanto, é recomendável e fazer. Depois, depois de resolvido esta questão do exterior, não é, do passeio, o chamado outdoor, então aí começam a entrar outras necessidades mais ligadas ao indoor, ou dentro de casa, não é, e aí vamos ter necessariamente um sítio onde o bebé deverá dormir, portanto ele vai precisar de um berço, um berço ou uma cama, dependendo obviamente também das opções, mas o berço aqui tem várias vantagens, em primeiro lugar é mais pequeno, em segundo lugar deveria e deverá estar junto à cama dos pais, porque essa proximidade do bebê com os pais nos primeiros seis meses também é muito importante para a sua estabilidade emocional e para reforçar a ligação entre o bebê e os pais.

8:56 Portanto, o berço é uma peça também crucial. essa é essencial também. É uma banheira, porque o bebê terá que tomar banho, e, portanto, uma banheira e de preferência com o vestidor, portanto, com uma superfície onde seja possível mudar a fralda, vestir o bebê, portanto, limpá-lo, vesti-lo, mudar-lhe a fralda e tudo isso. Portanto, esse tipo de produto também existe, é perfeitamente conhecido. Portanto, banheira com vestidor. E depois, a partir daí, haverá outros produtos que poderão ou não estar imediatamente nesse primeiro momento do recém-nascido.

9:34 Por exemplo, a cadeira de papa, que só vai ser utilizada como cadeira de papa a cerca dos 5, 6 meses, portanto, quando o bebê fizer o desmame, não é? Passar a ter as comidinhas sólidas. Inclusive, já poder também, já se fizer o desmame, passar a ter as comidinhas sólidas, inclusive já poder também, já se aguentar sozinho, sentado, porque é a partir desse momento em que poderá ir para a cadeira de papa, mas a verdade é que as cadeiras de papa, nomeadamente as da marca Chicco, permita-me também agora referir isso, têm uma função que permite, que faz sentido, portanto, fazer a compra logo após o nascimento do bebê.

10:06 Porque elas, graças ao facto do encosto se reclinar completamente, elas acabam por adquirir uma função despreguiçadeira, ou seja, um sítio onde o bebê poderá, por exemplo, ficar um bocadinho, em vez de estar logo para o berço, quando o bebê adormece, em vez de ir logo para o berço e estar constantemente a utilizar o berço, até porque o berço precisa dar jar e, portanto, também convém dar descanso, entre aspas, ao berço, deverá haver outro sítio confortável onde o bebê possa, por exemplo, dormir uma pequena cesta.

10:35 E isso é uma função que está incluída, por exemplo, em algumas cadeiras de papa, como é o caso das nossas. Temos mais do que o modelo que faz essa função. é o caso das nossas, temos mais do que o modelo que faz essa função. Portanto, desta forma, criando essa função na cadeia de papa, antecipámos a compra também para o momento do nascimento, em vez de ficar só, portanto, após os 5, 6 meses de vida do bebê, quando ele depois, realmente quando se introduzirem, quando se introduzir a alimentação sólida.

11:01 realmente quando se introduzirem quando se introduzirem à alimentação sólida. Pois é, continuam a haver outros produtos, lá está, depende muito do estilo de vida dos pais, da dimensão da casa, se tem uma casa grande, obviamente podem ter muitos produtos e produtos especializados na sua própria função, não é? Ou então terem produtos multifunções que num produto conseguem-se fazer duas ou três funções. Claro. Isto, se a casa for pequena, se calhar uma opção dessas será uma ótima solução.

11:32 Diga, diga-nos. Eu acho que isso liga muito bem com a minha próxima pergunta, que era, estas coisas todas juntas, isto custa uma pequena fortuna, não é, João? Portanto, quando começamos a comprar, se não tivemos nenhum filho antes e não tivemos aquele material... E não herdáá-los os produtos do primeiro e essa é um bocadinho a pergunta, existe obviamente essa cultura de passar os equipamentos de uns filhos para os outros e existe a cultura de emprestar a amigos ou existe a cultura de comprar usado e portanto eu tinha aqui um bocadinho esta pergunta, porque é que é importante comprar estas coisas em primeira mão ou algumas destas coisas em primeira mão porque obviamente que imagino que tem a ver com a segurança, não é?

12:06 Sim, sim. Eu diria que depende do tipo de produtos. Por exemplo, há uma categoria de produtos para a qual eu desaconselho vivamente a compra em segunda mão, que são as cadeiras altas. E porquê? É muito simples, porque quando se compra uma cadeira alta em segunda mão, não se sabe o histórico da cadeira. Não se sabe se ela preventa um acidente, ou até por situações não necessariamente acidentes, mas por situações de stress, do ponto de vista dinâmico, de travagens bruscas, ou térmico, o mesmo térmico, não é?

12:36 Exatamente, ou até porque ficou guardada num sítio em que ficou exposta ao sol, ou a umidade, enfim, até porque como tudo na vida, não é? Os materiais têm um ciclo de vida e, portanto, até lhe posso dizer que isso ainda não acontece na Europa, mas desconfio que muito em breve irá acontecer uma coisa que já acontece, por exemplo, nos Estados Unidos, em que as cadeiras alto têm um prazo de validade.

13:02 E, portanto, após ultrapassar daquele prazo, acabou o produto, não pode mais ser utilizado. Porquê? Porque os materiais têm realmente um tempo de vida. E como estamos a falar de um dispositivo de segurança, todo o rigor na sua manutenção e utilização deve ser extremo e não podemos facilitar. Muito menos realmente naquilo que diz respeito à segurança do bebê. Não há espaço para facilitar. Muitas vezes também essas cadeiras-auto nem sequer vêm acompanhadas o livro de instruções.

13:34 Enfim, portanto, podem ter danos não visíveis a olho nu que comprometem o seu desempenho. Eu costumo dizer que as cadeiras-auto, há marcas que dizem que conseguem, se quiser que nós verifiquemos se a cadeira auto está, digamos, idónea do ponto de vista do seu desempenho ou não, portanto, entregue-nos a cadeira que nós fazemos uma análise e damos uma resposta. Eu tenho muitas dúvidas do que é que se pode aferir numa análise de um produto desses, porque, repare, a forma de nós termos a certeza de que o produto está em condições é testá-lo. Testá-lo é destruí-lo, é sujeitá-lo a um crash test e simplesmente destruí-lo. Ou seja, isto é como nos ovos. Nós só depois de partirmos o ovo é que sabemos se ele está bom ou se está podre, não é? Portanto, é exatamente o que acontece com as cadeiras de alto. Nunca poderemos ter a certeza, mesmo com uma verificação mais profunda, nunca se poderá ter a certeza se efetivamente todos os requisitos de segurança naquele produto estão completamente intactos, não é? Para que o desempenho possa acontecer a 100%, não é?

14:46 A 100% do ponto de vista daquilo que é suposto. Aquilo que o produto... Claro. E não podemos esquecer que os carros vão à inspeção por uma razão, não é? Portanto, a cadeira tem, obviamente, se calhar, eu acho que devia ser equiparado, não é? Devia ser... Exatamente, exatamente. Devíamos ter a segurança de que aquilo está a funcionar, da mesma maneira que eles testam os nossos cintos de segurança, a cadeira, se está ajozante do cinto de segurança, tem que ser ajustada também, não é? E depois há uma coisa que muitas pessoas não sabem, eu por acaso sei, porque tenho um mundo motociclista no passado, tanto os capacetes como as cadeiras são artigos descartáveis, quer dizer, em termos de acidente só aguentam um acidente portanto se batemos com o nosso capacete ou o seu capacete cair de um metro de altura ele está desenhado para se destruir nesse impacto exatamente para a cabeça não ter que amortecer nenhum do choque é a própria estrutura do capacete que vai absorver esse impacto para evitar chegar à cabeça e as pessoas não sabem que ele não é elástico, ele não repõe a sua forma inicial, ele efetivamente, o trabalho dele é destruir-se para não se destruir a nossa cabeça, tal como a estrutura da cadeira, que pronto, tem exatamente o mesmo...

15:55 É exatamente isso, não é? É exatamente isso. Hoje, outra coisa que me deixa curioso, portanto, vocês todos os anos, quase, ou às vezes até mais, soltam, ou às vezes até mais, soltam, com mais frequência, soltam cadeiras novas. Como é que está o estado da tecnologia neste momento? O que é que vocês vão atualizando de um ano para o outro? Não é seguramente só estética, não é? Portanto, há seguramente... Não, não, não. É uma área de constante desenvolvimento e de pesquisa, portanto, para se encontrarem soluções mais sofisticadas e, portanto, oferecer um maior desempenho, lá está.

16:30 Houve uma coisa que veio trazer outra… obrigou a criar-se uma nova geração de produtos, que foi a alteração da norma. Neste momento existem duas normas em vigor, o que é um bocadinho confuso para as pessoas, quer dizer, se uma norma já era um bocadinho confusa, duas normas em vigor torna-se ainda mais confuso. Mas a verdade é que, pronto, a norma mais antiga, portanto, que ainda vigora, como eu disse, mas tenderá a desaparecer nos próximos anos, ainda não está, enfim, anunciado, mas mais tarde ou mais cedo vai acabar por desaparecer e ficará a nova norma.

17:05 Esta nova norma, muito conhecida por norma I-Size, veio introduzir critérios de maior rigor na homologação dos produtos, ou seja, do lado da produção do produto, a norma inclui quer requisitos para os construtores de cadeiras altas, como requisitos para os utilizadores das cadeiras altas. Portanto, a norma tem estes dois sentidos de... Influência, não é? Está-me a faltar a palavra. A norma abrange, da abrangência era o que eu queria. Abrange não só tudo aquilo que diz respeito à utilização, como também à produção do produto e depois há uma série de testes que terão que ser ultrapassados para dentro do sistema de homologação, que tornou tudo mais rigoroso.

18:14 Posso lhe dizer, por exemplo, que passou-se a fazer um teste de colisão lateral que não era obrigatório na norma antiga, os dummies, que são aqueles manequins que são utilizados portanto a simularem o bebê, passaram a ser de uma geração mais sofisticada com mais sensores, portanto, dão mais informação, torna tudo mais rigoroso. Por outro lado, a norma deu uma prevalência também muito grande ao sistema de fixação da cadeira, de instalação da cadeira no carro, o ISOFIX, que é um sistema obviamente mais seguro e menos sujeito ao erro humano da instalação, porque quando a instalação é feita com o cinto do carro, muitas vezes a instalação não fica bem feita, ou porque o cinto ficou frouxo, ou porque não está a passar nos sítios corretos, enfim.

18:59 E portanto, no caso do Isofix, a instalação é muito mais simples, muito mais óbvia e praticamente elimina a possibilidade de erro e, portanto, isso tem, obviamente, enormes vantagens. Depois, outro aspecto também muito importante que a norma vai introduzir é que até aos 15 meses de idade é obrigatório o transporte no sentido inverso à marcha. O bebê tem que, portanto, viajar virado para trás. Enquanto que na norma antiga, isso do ponto de vista de norma, não é? Portanto, era possível colocar um bebê no sentido da marcha a partir dos 9 kg, ou seja, 9 kg equivale mais ou menos a 9 meses e é claramente cedo demais para um bebê viajar no sentido da marcha. Portanto, esta norma vai introduzir aqui uma outra fronteira obrigatória para os 15 meses de idade.

19:50 Portanto, até aos 15 meses, pelo menos, é obrigatório viajar no sentido inverso à marcha. E aconselha-se a que se continue a viajar no sentido inverso à marcha até o mais tarde possível, por causa dos impactos fronteiros, que são muito violentos e que podem provocar lesões gravíssimas se o bebê for num sentido da marcha. E portanto, esta foi a grande, o grande virar de página que obrigou obviamente todos os fabricantes também a criarem produtos que pudessem responder a todos estes requisitos mais exigentes, não é?

20:21 Que a norma vem para tudo. Claro. E pelo que eu percebo, vocês agora incluem imensa redundância nas fixentes, não é? Que é a norma bem importante. Claro. E pelo que eu percebo, vocês agora incluem imensa redundância nas fixações, não é? O Isofix básico, não é? Aqueles dois dentes onigal de base. Os crocodilos, parecem os crocodilos. Depois ainda têm fitas, alguns modelos têm fitas superiores, que ancoram lá atrás, e depois ainda têm trancas à frente, quer dizer, não é que não vai ser doido Basicamente o Isofix tem duas duas versões tem uma versão com a chamada perna de suporte que vai ao chão do carro ou seja, além dos dois pontos de ancoragem feitos entre o encosto e o assento do automóvel, que são os tais crocodilizinhos que vão morder as argolas metálicas que existem no carro, não é?

21:10 Portanto, entre o assento e o encosto, ficam ali ancorados. Depois há o tal terceiro ponto, que pode ser a tal perna de suporte, que vai ao chão do carro, ou uma correia que passa por cima do banco onde está a ser instalada a cadeira, do encosto do banco, e que vai ancorar-se num ponto específico para isso, portanto, para essa ancoragem, não pode ser uma argola para cargas e bagagens, tem que ser um ponto metálico especificamente identificado para esse fim, para a ancoragem do top-tailer, e pronto, coloca-se lá, portanto faz-se também uma ancoragem nesse ponto, estica-se essa correia e para quê? Qual é o objetivo destas duas possibilidades de terceiro ponto? Precisamente para evitar que em caso de impacto a cadeira possa afundar sobre o acolchoado do assento do automóvel. Portanto, é evitar essa rotação frontal.

22:05 É tentar que a cadeira, em caso de acidente, fique o mais estática possível. O mais estática possível para evitar todas essas movimentações que acabam depois por provocar a transmissão de impacto ao corpo. Muito bem. Vocês agora ainda têm mais uma coisa, que eu acho que é recente, que é um sensor de presença do bebê no carro, não é? Sim, sim, sim isso é de facto posso-lhe dizer que a origem é a origem desse dispositivo, no nosso caso eu não sei se já existiam antes de nós se já existiam dispositivos desses, mas posso-lhe dizer que no nosso caso, isso deve ser seguinte. Em Itália houve um caso de morte de-se do fim do automóvel, mas já aconteceu variadíssimas vezes por todo o mundo, por todo o mundo ninguém pode dizer, ai nós os portugueses não temos casos, não já aconteceu os esquecimentos, em Portugal não sei se houve mortes mas esquecimentos já houve vários e penso que também, penso que também já houve mortes, e acontece porque o ser humano é absolutamente falível mesmo em coisas que jamais nós poderíamos pôr a hipót é absolutamente falível, mesmo em coisas que jamais nós poderíamos pôr a hipótese de falhar, mas falhamos. E, portanto, o que aconteceu com este pai italiano foi que, portanto, falhou, falhou, efetivamente aconteceu, e ele ficou de tal forma chocado consigo próprio, mas também penso que terá tido uma compreensão necessária para um momento destes, de dizer assim, eu não sou nenhum monstro, eu não sou nenhum, não sou um monstro de insensibilidade ou de falta de, não, eu sou um pai extremoso a quem aconteceu uma coisa e de onda, mas que aconteceu.

24:02 pai extremoso a quem aconteceu uma coisa de onda, mas que aconteceu. E isto pode acontecer a qualquer pessoa. A prova de que pode acontecer aconteceu-me a mim, pode acontecer a qualquer pessoa. E então, a partir daí, esse pai empenhou-se numa campanha para tentar conseguir que conseguir que fosse introduzida na legislação italiana a obrigatoriedade de um sistema que evitasse que isto pudesse voltar a acontecer. E durante anos isto prolongou-se, eu não sei exatamente quanto tempo, mas foram anos e anos e anos desta luta deste pai a tentar introduzir na legislação italiana a obrigatoriedade de um sistema que evitasse casos destes pudessem voltar a acontecer. E conseguiu. E conseguiu. A tecnologia, entretanto, hoje em dia, os recursos tecn também temos, não só, em alguns casos, inserido dentro da própria estrutura da cadeira, em outros casos um dispositivo portátil que se pode adaptar, portanto, a qualquer cadeira alta.

25:15 Portanto, é um dispositivo que, o que é que faz? Está ligado ao telemóvel de quem conduz o automóvel e quando essa pessoa se afasta a uma determinada distância e durante um período, um determinado período de tempo, o dispositivo ativa uma mensagem para o telemóvel, uma mensagem, portanto, com som e vibração, a dizer que, atenção, que o bebê está no automóvel, ficou no automóvel. O pai ou a mãe poderão desativar a mensagem desligar o alarme ficarão cientes até podem não estar esquecidos ainda mas portanto desativam mas também podem não reparar ou até podem ter deixado o telemóvel no automóvel e aí o telemóvel toca mas ninguém o vai ouvir nesse caso existe um alarme de segundo nível que vai ser ativado para até 5 números de telemóveis que foram pré-definidos, não é?

26:11 Quando se cria a conta para este sistema, não é? Portanto, e vai disparar mensagens para esses até 5, pode ser 1, 2, 3 ou 4 ou 5 dispara uma mensagem de alarme e envia também a geolocalização do telemóvel. Uau, muito bom. De maneira que as pessoas possam, portanto, perceber-se que alguma coisa de errado está a passar. Pronto, é uma forma de realmente, enfim, evitar que aquilo que aparentemente se pensa que é impossível de acontecer, mas que acontece, evitar em absoluto que possa...

26:49 Em absoluto quer dizer, há falhas, ainda assim o sistema não é perfeito, nem dá garantias de nada. Claro, mas é um passo, não é? É, digamos, um auxiliar, é uma forma de dar algum contributo para, e um contributo grande, para que um caso desses, dessa gravidade, nunca venha a acontecer. Ok. João, voltando então àqueles equipamentos pesados, outra questão muito frequente é como é que isto se lava, como é que isto se mantém, onde é que eu posso lubrificar e depois como é que eu guardo isto no longo prazo?

27:18 Pronto, tenho um filho, vou ter outro daqui a um ano ou dois. Dicas sobre o bom uso, a boa manutenção e a boa limpeza destes equipamentos, o que é que nos pode dizer? Olha, antes de mais, primeira instrução, ler as instruções do produto. Normalmente, 70% ou 80% das dúvidas que nos colocam através da nossa linha verde ou através do nosso e-mail, as respostas estariam dadas no livro de inscrições se as pessoas tivessem lido e portanto já não teriam que ter recorrido a nós para saberem a resposta.

27:57 Mas tudo bem, podem recorrer à vontade, não há qualquer problema nisso e nós até agradecemos. Quando há dúvidas, perguntem. Antes de fazer a geneira ou antes de fazer alguma coisa que não devem fazer, há que perguntar, há que saber o que se deve fazer. Portanto, ler o livro das instruções dos produtos é crucial. Às vezes os livros são gordinhos, mas depois as páginas em português são duas ou três.

28:18 Portanto, não é nada de assustador. E lá está. Toda a manutenção necessária ao produto está lá indicada o que é que se deve fazer mas assim muito sucintamente eu diria que no caso de produtos que têm mecanismos e quando esses mecanismos e depois lá está, depende dos produtos se são produtos dentro de casa não estão sujeitos a sujar com poeiras e com terra inclusivamente ou alguma coisa dessas.

28:45 Portanto, basicamente estes produtos não vão necessitar de grande manutenção, a não ser a higienização das partes textas, não é? Mas no que diz respeito a mecanismos, por exemplo, um carrinho de passeio precisa de ser limpo, de facto. As rodas, muitas vezes é possível desmontar as rodas, poderá limpar-se aqueles eixos e aquelas coisas todas das poeiras. E tudo se deve fazer com uma coisa chamada óleo seco de silicone.

29:11 Porquê? Porque é um óleo muito líquido, portanto pouco gorduroso, pouco espesso. Ideal para este tipo de lubrificação. Inclusive há pressão? Recomenda há pressão? Sim, pode ser. Há uns sprayzinhos até com uma canilhazinha para poder ir a determinados pontos e poder injetar, digamos assim, o óleo dentro de pontos menos acessíveis. E, portanto, a lubrificação com esse óleo é a mais indica. Atenção, nunca lubrificar nada relacionado com as cadeiras altas.

29:42 As cadeiras altas não devem ser, os mecanismos das cadeiras auto não devem ser nunca lubrificados. Eu penso que isso também está nas instruções, mas fica já aqui essa informação. Ou mesmo esta nova cadeira mágica que vocês têm, que falam, dão-lhe um toque e ela desmonta-se toda, não precisa de óleo nas dobradiças? Ah, isso é um carrinho de passeio, é o Goodie. É o Goodie que se fecha sozinho.

30:06 Depois pode precisar, lá está, também depende de se tem uma utilização mais urbana, portanto, mais de cidade, portanto, não está tão sujeito a sujidades, não é? Agora se vai para o campo, para pisos em terra abatida ou coisas desse género, é natural que fique mais sujo e que tenha que ser limpo. Não mexer nisso, porque é óbvio que os óleos degradam os plásticos, etc. É preciso saber o que se está a fazer.

30:27 Por isso é que eu falava do óleo seco de silicone porque o óleo seco de silicone é muito é um óleo não sei até que ponto, mas muito pouco eu não sei se é tóxico mas sei que é bastante pacífico, digamos assim, não ataca obviamente os plásticos, antes pelo contrário, é o óleo que se deve utilizar em sistemas, em mecanismos plásticos, precisamente para os lubrificar, e daí portanto a recomendação deste óleo.

30:57 No caso, por exemplo, dos tecidos, aí é seguir escrupulosamente as indicações dadas nas etiquetas. Há sempre uma etiqueta com a composição e com as instruções de lavagem daquela peça de têxtil. E, portanto, deve-se seguir escrupulosamente essas indicações. Se diz que é para lavar à mão, portanto, não se deve nunca colocar na máquina, porque isso pode degradar logo na primeira lavagem essa peça. Porque, muitas vezes, não é propriamente o tecido da superfície, é por exemplo os acolchoados, as espumas que se usam para tornar, portanto para criar os acolchoados mais fofos, não é? Mais confortáveis. E muitas vezes é mais isso que se degrada na máquina e não propriamente o próprio tecido. Ok. Em relação à montagem destas coisas e no bom uso disto, eu sei que obviamente que as instruções costumam ser muito claras, eu não tenho nada contra instruções mas eu acho que há um viés anti-instruções a maior parte das pessoas compra a televisão com sorte vai ver o guia rápido mas a maior parte das pessoas o que faz é carrega no botão e começa a tentar explorar por si próprio e pronto a mesma coisa com as cadeiras, pronto, eu já montei 10 cadeiras de carro, esta aqui já te soube, já te sei igual, e às vezes não é, e atenção, eu já dei por mim a fazer a geneira, e... Sim, também, ninguém está livre disso, ninguém é perfeito, ninguém... Eu tento ler algumas, depende dos produtos, eu interrompi-o só para dizer uma coisa que é assim, quando são produtos da...

32:24 Como é que eu ia dizer uma máquina fotográfica que é um objeto que eu adoro e que gosto de explorar a 100% leio aquilo de fio a pavio porque lá está, porque é uma leitura que me interessa e eu quero saber todas as possibilidades que tenho e que posso dispor um telemóvel praticamente faço o mesmo, porque também lá está, o telemóvel hoje em dia há telemóvel praticamente faz o mesmo porque também lá está o telemóvel hoje em dia é há telemóveis mais potentes que computadores não é?

32:49 é um verdadeiro é uma máquina impressionante e que se mete no bolso não é? e portanto tem um vastíssimo campo de utilizações e também gosto de saber tudo aquilo que posso fazer com o meu telemóvel agora nem todas as pessoas são iguais, não é? Se eu comprar, se calhar, uma máquina de lavar roupa ou aloíça, se calhar, lá está, já não ligo com a mesma paixão. Tendo de saber como é que funciona, como é óbvio, e tendo de perceber, lá está, porque é nas instruções que se percebe também como se devem fazer as coisas corretamente e isso vai traduzir-se na durabilidade dos produtos.

33:26 Sabendo como é que se deve tratar os produtos, eles vão durar mais. Durar mais, funcionar melhor e, no fundo, também prestando um serviço mais eficaz, que é aquilo que nós pretendemos dele. E se a compra for online? Eu acho que não há outra opção. Mas se a compra for na loja, conseguem nos ajudar lá? Se nós perguntarmos, podem dar aqui umas luzes como é que isto se monta, eles estão equipados para esse tipo de informação?

33:49 Olha, eu posso falar em particular das lojas Chicco, nós temos 34 lojas espalhadas pelo nosso país, incluindo as ilhas, e as pessoas das nossas lojas têm informação, têm informação, como devem imaginar não é fácil, porque a Chicco é uma marca de 360 graus, portanto tem desde brinquedos, linha base, pericultura pesada, calçado, roupa, portanto é uma marca bastante abrangente e, portanto, os produtos são milhares, são milhares de produtos.

34:25 E é difícil dar formação, manter, portanto, as pessoas das lojas absolutamente update em todas as áreas, mas tentamos, tentamos, portanto, transmitir-lhes esse conhecimento para que qualquer funcionário nosso nas lojas consiga responder adequadamente às perguntas que os clientes fazem sobre este ou aquele produto. Portanto, tentamos que esse nível de conhecimento seja o mais elevado possível e também nos nossos clientes. Aliás, posso lhe dizer que estamos neste momento a preparar todo um programa para implementar juntamente, junto dos nossos clientes, nesse sentido, para dar formação não só às equipas, portanto, que funcionam dentro das lojas, dos clientes, portanto, aos seus funcionários, mas também dar alguma formação em, digamos, em sessões destinadas aos próprios pais, porque os pais também acabam por ser não é?

35:28 Aliás, como é óbvio têm muitas dúvidas e precisam de informação, precisam de saber aliás um bocadinho o que nós estamos hoje aqui a fazer também a tirar algumas, a dar aqui algumas algumas dicas, algumas luzes sobre certos aspectos deste universo todo que girava o produto de escritura Muito bem coisas não é as peças deste universo todo que girava tudo muito bem hoje eu gostava de falar um bocadinho sobre o next to me este mais recente que vem aí o Forever que é que já está fascinante já está disponível mas calhar começava pela pergunta do que é que é isto que o sleeping quais são as vantagens até quando é que se fazer, porque eu imagino que tenha nascido assim, obviamente, a ideia do next to me originalmente, não é?

36:10 Olha, a Chicco foi pioneira numa coisa, não foi pioneira no chamado co-sleeping, ou seja, o dormir lado a lado. Nós só usamos a expressão estrangeirismo porque é difícil numa palavra… Lá está, a tradução de co-sleeping para português é o bebê dormir lado a lado com os pais. E, portanto, é mais prático dizer co-sleeping e se permite usar um bocado essa expressão. Portanto, não fomos nós que inventámos o co-sleeping.

36:42 Ele já existia nas camas de madeira. Não fomos nós que inventámos o co-sleeping, ele já existia nas camas de madeira, era possível abater uma das barreiras, um dos lados, e juntar a cama à cama dos pais, penso que também fixada, devidamente fixada para não criar intervalos, que poderiam ser obviamente perigosos, o bebê pode cair se não houver uma fixação, e port, já existia. O que a Chicco fez, que foi completamente inovador, foi transformar, foi transpor esse conceito para o universo da puericultura pesada, ou seja, para um produto construído em metal e por peças que pudesse, inclusivamente, ser desmontado, transportado numa bolsa e montado facilmente, por exemplo, na casa de férias, ou em viagem, ou na casa dos avós.

37:28 Portanto, foi essa a nossa inovação. Criámos o Prima Next to Me, que é o tal berço que o bordo abre. A partir daí, portanto, fomos desenvolvendo este conceito e hoje em dia chegámos à primeira cama portanto que faz com o sleeping sem qualquer limite de tempo porque o que acontece é o seguinte vamos agora aqui fazer um bocadinho também a explicação do porquê da importância do co-sleeping Ora, nos primeiros seis meses os bebésanto, depois dos nove meses de estação uterina, não é?

38:13 Vêm para um mundo um bocadinho hostil, ou seja, um mundo que tem frio, tem calor, tem ruídos, tem, enfim. E, portanto, são seres muito vulneráveis e muito sensíveis a tudo aquilo que é exterior. E, portanto, são seres muito vulneráveis e muito sensíveis a tudo aquilo que é exterior. Portanto, a presença da mãe é essencial, da mãe sobretudo, não quer dizer que o pai também não tenha o seu papel, mas o facto é que a natureza encarregou-se de dar às mães essa fantástica aventura de terem elas a gerar os seres humanos. E portanto elas têm sempre uma ligação superior aos pais.

38:49 É inevitável. E portanto essa ligação entre o bebê e a mãe durante os primeiros seis meses é crucial. Acaba por transmitir ao bebê toda a segurança que ele necessita. Portanto a presença da mãe, ele sentir que a mãe está próxima e cada vez que chora poder ter uma resposta imediata da mãe é essencial. É essencial. Mas também ouvi-la, não é? Ouvir a sua respiração, sentir o seu corpo.

39:13 Exatamente. Todo esse mundo de outras coisas que nós não conseguimos, lá está, que funcionam a nível mais instintivo, não é? Nós somos seres animais e, portanto, tudo isso funciona. Portanto, o odor, a audição, todos os sentidos, não é? Todos eles funcionam de uma forma, se calhar, menos consciente, mas todos eles estão presentes. E, portanto, esses primeiros seis meses, a presença da mãe junto do bebê são essenciais, A presença da mãe junto do bebê são essenciais, sobretudo quando no escuro, no momento do sono, em que no início estamos a tentar que o bebê compreenda essa dictomia do dia-noite, não é? E que possa começar a aprender a dormir mais tempo durante a noite. portanto o Cuslipim vem responder a isto, a todas estas necessidades e de uma forma incrível porque ao aproximar um berço encostar um berço à cama dos pais da maneira como estes berços permitem, o que acontece é que não há qualquer barreira entre a mãe e o bebê, a mãe se esticar o braço, toca no bebê tem o bebê ali à sua mão digamos, à distância de uma mão, o que, sem dúvida nenhuma, acaba por facilitar o acordar frequente do bebê durante a noite para mamar e, portanto, inclusivamente até há mães que se adaptam depois a amamentar o bebê deitadas, numa posição deitada, que é possível e que, portanto, que acaba também por lhes poupar ainda algum esforço nessa amamentação.

40:57 Enfim, há todas estas vantagens que vêm da proximidade e da facilidade depois de poder assistir o bebê em todas as suas necessidades. Ora, portanto, este é todo o envolvimento que justifica a importância dos beijos que fazem com o sleeping, e agora chegamos à cama, à cama com o sleeping. Na verdade, o que é que nós fizemos? Quisemos prolongar o co- dos 6 meses, porque também há parceiros de pediatras que acham que o sleeping é importante para além dos 6 meses, que claro que não será necessariamente importante até aos 4 anos, porque a cama vai permitir depois a utilização até aos 4 anos, mas se calhar é importante até aos 8, 10, 12 meses, provavelmente enquanto o bebê mamar, enquanto tiver a amamentação da mãe.

41:52 Porque lá está, tem essa vantagem, se acorda durante a noite, a mãe está presente, está ao lado, pelo menos durante esse período. E, portanto, a nova cama, que se chama Next to Me Forever, depois dessa fase de co-sleeping, poderá ser usada, portanto, com o bordo subido, como uma cama normal, colocada já no quarto do bebê, eventualmente, portanto, ele deixará o quarto dos pais, irá para o seu próprio quartinho, e a cama Forever funciona como uma cama de grades, não é?

42:24 Que era aquilo que, tradicionalmente, as pessoas compravam antigamente e que agora podem comprar portanto uma cama que faz a fase de berço e que se prolonga até aos 4 anos. Isso é espetacular, não é? Porque uma cama de co-sleeping, quer dizer, para 6 meses de vida é realmente um investimento pesado e algumas pessoas se calhar acabam por evitá-lo por essa razão. Vocês agora, ao prolongar a vida do período, se me permite aqui a opinião, é um grande argumento de...

42:48 É, digamos, é um dois em um, não é? Mas eu ainda gostava de dizer mais uma coisa, Nuno, se me permite. Na verdade, é um três em um, porque acaba ainda a ter uma função muito interessante, que é a chamada cama de chão. Ou seja, a partir de uma certa altura em que a criança já tem a sua autonomia, a sua locomoção motora e já tem alguma autonomia, o que é que podemos fazer?

43:11 Desmontamos os pés da Next Me Forever e a cama fica ao nível do chão. Desmontamos o bordo, portanto, que se abre, que é uma porta de cortiça, portanto, desmonta-se e a cama fica, portanto, acessível para a criança entrar e sair quando quiser, o que promove o conceito Montessori. Exatamente. Como sabe, a filosofia da senhora Montessori era, apontava no sentido de dar às crianças os instrumentos necessários para elas aprenderem por si próprias e para ganharem a sua autonomia e a sua autoconfiança e portanto a cama tem também esta função que eu acho maravilhosa que é de poder permitir a utilização pela criança autonomamente, ela entra e sai quando quer portanto sempre a lateral aberta Espetacular Espetacular e eu vou quer comprar um mato, tenho uma bebé aqui em casa e... O Nuno, eu sei que o Nuno é um bom cliente, tem aí vocês deviam ter um busto meu à porta da Artsana porque aqui a Chicco é muito abundante mas bom, pronto isto foi ótimo, sabe que eu acho que uma outra coisa que as pessoas têm interesse é conhecer a Chicco mais a fundo a Chicco é de longe a marca mais conhecida aqui na área da puericultura em Portugal.

44:29 Vocês têm milhões de seguidores. E pronto, já criaram, obviamente, o vosso rapor com a população. Mas eu acho que as pessoas, às vezes, gostariam de... Se calhar não o perguntam, mas teriam interesse em saber esta informação. Quais são, tipicamenteicamente os valores da Chicco? O que é que vos move? O que é que nos orienta? Sim, se achar oportuno. Eu vou tentar ser, não ser maçudo. Nós temos realmente, e normalmente até incluímos esse tipo de, a nossa forma de estar, a nossa visão, a incluímos normalmente nos catálogos que fazemos, das várias linhas de produto, mas basicamente, e numa versão atual, digamos que temos quatro pilares.

45:14 O primeiro pilar é a parentalidade. A parentalidade, na verdade, é cuidarmos dos nossos, não é? Cuidarmos dos nossos filhos, para cima e para baixo, ou seja, para baixo para os filhos, para cima para os pais, para os avós. A parentalidade é tudo isso, é os laços familiares que se criam. E a Chicco tem com todos os bebés do mundo, ou tenta ter, portanto é esse o objetivo do conceito deste pilar de parentalidade, é nós termos com qualquer bebê um laço de familiaridade, como se fôssemos também família desse bebê.

45:54 E portanto termos o mesmo amor e carinho e dedicação e tentarmos cuidar desse bebê o melhor possível, como se fôssemos os pais ou os avós. E portanto, esse é um dos pilares. Depois, outro pilar é necessariamente o nosso know-how, a nossa experiência. Nós somos uma marca com 60 anos, portanto, que ao longo de todo este percurso sempre desenvolveu produtos para bebês e sempre procurou uma outra coisa que é outro pilar, que é a inovação, ou seja, tentarmos estar, olhar para o futuro e tentar perceber o que é que vai ser necessário, o que é que se poderá fazer de melhor em relação a todas estas áreas que envolvem, para as quais a nossa marca está envolvida, lá está, como nós somos uma marca de 360 graus que tem todo o tipo de ramificações possíveis de produtos para bebês, menos alimentação, nós tentamos em cada uma dessas áreas responder sempre com soluções mais inovadoras, mais práticas e que ajudem os pais a cuidarem dos seus bebês.

47:08 Por último, um pilar que seria incontornável de não ter, portanto, não temos, obviamente, penso que hoje em dia qualquer marca terá que pensar e que fazer por este pilar, que é o pilar da sustentabilidade. terá que pensar e que fazer por este pilar, que é o pilar da sustentabilidade. Como sabe, está na ordem das urgências do dia, não é do dia, é nas urgências do dia, pensarmos no futuro do planeta e em tudo aquilo que lhes estamos a fazer de mal.

47:37 E, portanto, cabe, todos temos um papel a desempenhar nisso, nós como consumidores ou como funcionários de empresas ou como, enfim, em todos os nossos papéis temos deveres e devemos fazer a nossa parte e as empresas têm um enorme espaço também de responsabilidade para tentar cada vez mais caminhar no sentido de criar produtos biodegradáveis que não agridam a natureza e promover algum tipo de reutilização ou pelo menos de não desperdício, não é?

48:18 E, portanto, este é o quarto pilar que seguramente será aquele também onde certamente muitas novidades virão aí nos próximos tempos. Boa. João, sobre este último pilar, eu ia meter aqui uma cunha para não abandonarem as vossas caixas de cartão à volta dos brinquedos, porque os meus filhos acabam por brincar tanto tempo com a caixa como com o brinquedo em si. Portanto, se isso acabar, acho que se vai esvaziar aqui um bocadinho da função do brinquedo mas acabou de tocar num ponto muito interessante porque efetivamente não é?

48:51 a embalagem dos produtos e isso acontece com inúmeras coisas, não é? muitas vezes pode ser, lá está, pode ser reutilizada e o Nuno deu aí um exemplo ótimo uma simples caixa de cartão para nós, eventualmente poderá ou não, se não precisarmos arrumar nada naquele momento vai para o lixo, não é? Vai para o lixo separado em princípio, para o cartão mas mesmo assim, quer dizer, se ela puder ter um bocadinho mais de vida porque alguém em casa, dentro de casa lhe acha mais piada do que nós e consegue até torná-la numa espécie de brinquedo, opa, isso é uma ótima, é um ótimo destino para a nossa caixa.

49:32 Sim, por acaso já pedia-se a favor às nossas professoras aqui para darem dicas às famílias sobre como usar as caixas e dar uma vida mais longa a uma coisa que parece aparentemente lixo, mas que não, que se calhar é um brinquedo, ou é um objeto de face de conta que pode ter uma vida mais longa a uma coisa que parece aparentemente lixo, mas que não, que se calhar é um brinquedo ou é um objeto de faixa de conta que pode ter uma vida mais longa.

49:50 João, sobre aqueles assuntos que temos estado a falar, há alguma forma das pessoas, eu acredito que a Chicco tenha imensos recursos escritos sobre este assunto, onde é que as pessoas podem procurar este tipo de informação ou se há alguma linha de apoio que se possa contactar, é gratuito, como é que isso funciona? Nós temos o nosso site, a marca, www.chico.pt, depois temos redes sociais também, Facebook e Instagram, e temos uma linha verde, cujo número posso dizer?

50:21 Força, força 800 820 1977, é uma linha gratuita que funciona dentro de um horário mais ou menos normal eu penso que é das 9h à 1h e das 2h ou 2h30 às 5h30, penso que é assim exatamente num horário laboral digamos assim, todos os dias portanto, e que tem permanentemente pessoas que atendem e que ou respondem na hora, quando é possível, dar a resposta na hora, portanto, solucionar aquela questão que nos colocam, ou então recorrer às pessoas internamente para depois se preparar uma resposta e ser enviada eventualmente por e-mail ou novamente por telefone.

51:07 Portanto, desta forma pensamos estar sempre disponíveis e de porta aberta para todas as dúvidas que nos queiram colocar. Ok. João, tenho aqui umas perguntas pessoais para si agora. Do ponto de vista de, é um pai que trabalhou com artigos para crianças a vida toda e eu identifico-me com isso, porque pronto, também já faço Jimboree há 14 anos, tenho 4 filhos, todos eles viveram no meio do Jimboree, de brinquedos e de...

51:32 O Nuno tem o mestrado, pá. Já esses 4 filhos já dá mestrado. Como é que terá sido? O João tem um filho, não é? Tenho um filho, que neste momento tem 15 anos. Continuamos a ser duas crianças a brincar juntos agora. Agora brincamos juntos. Aliás, desde que ele nasceu que brincamos juntos. Como é que foi para ele viver com um pai que lhe podia trazer caminhões de brinquedos para casa todos os dias, se fosse necessário? Enjoou ou não enjoou? Como é que é a sua arrecadação? Como é que fez?

52:01 Como é que é a sua arrecadação? Como é que fez? Olha, posso lhe dizer que foi realmente a experiência mais maravilhosa da minha vida, ter o meu filho. Foi muito divertido sempre e muito interessante, porque eu finalmente podia testar variedíssimas coisas com as quais trabalhava há anos, não é? Mas tentei ter algum bom senso, tentei não ficar por exagero, porque a tentação é grande. Porque, sabe, eu também tenho a paixão dos brinquedos, portanto, como já tinha referido, eu venho de, antes da Chicco e da Artsana, venho de uma empresa onde trabalhei brinquedos do grupo Feist, Artsana, venho de uma empresa onde trabalhei brinquedos do grupo Feist trabalhei, sei lá, Barbie trabalhei a Nikon que eram os carrinhos radiocontrolados Micro Machines, não sei se tem a Linda Men, não é?

52:56 que eram umas miniaturas minúsculas colecionáveis trabalhei um bocadinho da Nintendo ainda, antes de sair a Nintendo também que é uma marca de videojogos também fazia parte das marcas representadas pelo grupo Faze enfim e portanto eu também tenho essa paixão portanto há a ver isto junta-se o a fome com a vontade de comer ora, o meu filho tinha obviamente brinquedos da Chicco, tinha aqueles que eu achava que eram adequados, e atenção, aproveito para passar mais uma mensagem, o segredo de dar, portanto, brinquedos úteis às crianças é respeitar a idade adequada. Há brinquedos que são para dos 0 aos 6 meses, depois outros dos 6 aos 12 meses, e depois outros dos 12 aos 18 ou aos 24, e portanto, estes escalões que estão bem visivelmente anunciados nas caixas dos produtos, sobretudo dos brinquedos pré-escolares, são absolutamente cruciais e devem ser seguidas.

54:05 Não se deve dar um brinquedo para 18 meses a uma criança que tem 6 meses, porque provavelmente ela não está ainda, não reúne as aptidões necessárias para poder explorar o brinquedo dessa forma e até lhe pode criar algum tipo de frustração, não conseguir desempenhar certas funções. Exatamente, e desinteresse. Portanto, esse é um dos aspectos mais importantes também relacionados com as brinquedas, é respeitar a idade adequada para as quais os brinquedos estão pensados.

54:34 Depois, por exemplo, a partir dos três anos em diante em que os brinquedos ultrapassaram aquela barreira mais rigorosa dessas faixas etárias, é desgraça total. Desde os colecionismos, não é? É desgraça total. E depois eu também sou um bocadinho colecionista, ainda compro carrinhos de vez em quando, quando há espiada alguns carrinhos, mas compro com um critério não de coleção exaustiva, não quero ter critérios exaustivos, está a ver Nuno?

55:03 Arranjo aqui uns critérios mais difíceis para não comprar tantos e só comprando de vez em quando, o género. Olha, este é giro, este é... Por exemplo, comprar alguns carros do Batman, coisas desse género. E o meu filho é igual. É igual, claro. Tem um pai assim, acaba por espelhar-se um bocadinho na minha maneira de ser também. Mas foi muito giro. Foi muito giro. O meu filho tem uma grande paixão e eu vou confessá-lo, vou dar aqui uma grande boleia a uma marca concorrente, mas que merece, merece porque de facto tem um conceito absolutamente universal e espetacular que é a Lego.

55:38 Eu sempre gostei de Lego e o meu filho tem uma adoração por Lego. Ainda hoje, ainda hoje continua a ter a ter a ter brinquedos Lego que pede, não é? Agora já do Star Wars, porque, portanto, já cola com outro universo que também lhe é querido, não é? E, portanto, pronto, tem esta maneira. E no outro dia fui à casa de um amigo meu, olha, que me tinha encomendado uns produtos, por acaso, fui-lhe lá entregar os produtos.

56:05 E, de repente, entre na sala, portanto, ajudei-o a carregar as coisas, entro na sala e vejo uma estante cheia de, umas peças grandes, está a ver? Da Lego. Legos da Star Wars. Portanto, a partir daí, começámos a trocar fotografias. Não, eu, eu, eu, isso é do meu filho, essa pedida do Leg Star Wars é dele. Eu gosto mais de... Hoje em dia já não ligo tanto, em miúdo é que adorei o Leg e brinquei muito. Hojeico. A linha técnica. E então fiz um carrinho da linha técnica, que me deu um gozo imenso construir.

56:49 Enfim. Agora, em relação... Pronto, basicamente, em relação ao meu filho, para além de outros prazeres que temos, realmente acho que esta dimensão lúdica sempre foi uma componente muito importante na nossa vida. Eu vou deixar uma dica para outras famílias que tenham muitos brinquedos é irem fazendo uma rotação dos brinquedos, portanto não deixar todos à disposição porque realmente pode causar algum fastio às crianças. Se vocês tiverem, sei lá, 5, 6 brinquedos todos à mão, há brinquedos ali que nunca vão ser usados e podem ser brinquedos giros e que a criança pode vir gostar, se tiverem a oportunidade de os escolher. Se tiverem no fundo do cesto, nunca os vão ver. Se tiverem só 2 cestos e os brinquedos forem rodando de cima para baixo e depois trocam-se, 2 em 2 meses trocam-se os cestos, eu acho que é uma boa dica para dar alguma frescura aos brinquedos e pronto, e haver a mesma abundância.

57:46 Se houver muitos, a dispersão será garantida, não é? Portanto, dispersam-se. E não se concentram em explorar a fundo um a um, não é? Que é aquilo, no fundo, que acaba por ser muito mais vantajoso também para a criança. É ela poder explorar a fundo cada um dos brinquedos que tem. Porque os brinquedos realmente são essenciais na educação e na formação das crianças, são absolutamente cruciais. E a montante dos brinquedos, o brincar, não é?

58:13 O brincar, claro, a atividade lúdica de brincar. Mas eu diria que os brinquedos deviam ser entendidos como um bem essencial para o ser humano. Portanto, neste caso, para as crianças, obviamente. Claro. Diga, diga, diga. São ferramentas de brincar e a verdade é que elas, se não tiverem um brinquedo dedicado, elas inventam um brinquedo onde o encontrarem, não é? Podem ser perigosos. Porque para uma criança que não tenha nenhum brinquedo, uma faca é um brinquedo, percebe?

58:38 Ah, claro, claro. Elas deitam mão a tudo e há aquela fase oral, não é? Em que põem tudo na boca. Portanto, extremamente perigoso determinado tipo de… lá está, mais uma vez, respeitar as indicações. Não se pode nunca dar à criança determinados objetos. Olha, por exemplo, eu fico um bocadinho, enfim, um bocadinho irritado, internamente irritado quando vejo telemóveis em mãos de crianças pequeninas, porque acho que tudo tem o seu tempo.

59:08 E, portanto, as crianças não podem galgar etapas, não é? Não se podem queimar etapas e uma criança com um ano não deve ter um telemóvel nas mãos. Tem outras coisas muito mais importantes e muito mais adequadas para a sua fase de desenvolvimento para a qual a sua atenção se deve focar e não para um telemóvel. Aquelas que sempre têm atraídas por um objeto que passam a vida a ver os adultos a manipular, não é?

59:34 Claro. As crianças, há o efeito de imitação, não é? E, portanto, elas olham para os adultos constantemente com o telemóvel na mão, elas querem o telemóvel. Claro. Mas há que tentar, lá está, há que tentar retardar também estas... Respeitar as etapas e não queimar etapas. Respeitar cada uma das etapas até se chegar mais... Posso lhe dizer que o meu filho também a certa altura sentia-se atraído por jogos de vídeo e nós tentámos que a coisa não fosse imediata.

1:00:04 Portanto, que ele também sentisse que espera, isto não é estalar os dedos e está aqui, não é? Por um lado, não lhe passar essa ideia de facilidade tudo o que eu quero eu tenho e por outro lado também porque achávamos que ainda era cedo demais para ele porque sabemos a força a força lúdica que realmente essas coisas têm, e atenção, eu não tenho nada contra os jogos de vídeo, quando lá está, quando utilizados com contrapeso e medida, com bom senso.

1:00:37 Não tenho nada contra, antes pelo contrário, acho que também desenvolvem imensas faculdades e competências, digamos assim, das crianças. Agora, tudo tem que ser com contrapeso e medida. O bom senso, a resposta está na palavra bom senso. Claro que sim. João, tenho aqui uma última pergunta para si. Se pudesse ocupar um cartaz gigante para toda a gente ver, o que é que escolhia lá colocar? Isso não é uma pergunta que se faça assim, sem mais nem menos, ou não? Não, não é. Isso não é uma resposta facilitar faça assim, sem mais nem menos, ou não? Não, não é uma pergunta...

1:01:05 Isso não é uma resposta a facilitar. Olha, bom senso, podia ser uma palavra clara. Lá poderia constar. Olha, há uma frase que me tem acompanhado ao longo da minha vida e que eu um dia li, ainda trabalhava no grupo FAST e também via marcas de esportes e a certa altura o grupo conseguiu a representação de uma marca de surf, foi a primeira marca de surf que entrou no grupo, que era a marca O'Neill.

1:01:41 Que é super conhecida. Sim, sim, sim. Pelo menos dos surfistas. Esses conhecem-na muito bem. E é uma marca muito engraçada, porque tem uma lenda por trás, tem uma figura, que é o Jack O'Neill, que era um velho ancião de barba, de pala no olho, com uma figura bastante marcante, que fazia surf, e que acabou por dar origem à marca, à marca de pranchas, e depois de roupa, e depois de tudo aquilo que se possa imaginar de artigos para o surf.

1:02:13 E o Jack O'Neill tinha, nas literaturas que eu li na altura também, até para traduzir para português, apareceu-me uma frase que era uma frase dele, era uma coisa que ele, quase uma espécie do lema da sua vida, dele, Jack O'Neill. E ficou. E que eu acabei por adotar um bocadinho também como o meu lema de vida. E a frase é, segue o teu instinto. E se calhar era isso que eu punha num cartaz, porque eu acho que quando se pensa em instinto, aquele conhecimento que não se aprendeu, que não se adquiriu em lado nenhum, que é vende dentro, que não se sabe muito bem explicar, mas que nos ajuda a tomar as decisões, porque permanentemente temos que tomar na vida, estamos sempre a decidir, todos os dias, a toda hora, temos que tomar variedíssimas decisões, se vamos para aqui, se vamos para lá, se fazemos assim, se fazemos assim, sabe?

1:03:04 agora temos de tomar variedíssimas decisões, se vamos para aqui, se vamos para cá, se fazemos assim, se fazemos assim, sabe? O instinto que nos ajuda nisto tudo está cá dentro de nós, não é? E acaba por ser às vezes bastante, bastante, lá está, sensato, dessas decisões intuitivas que acabamos por tomar. Portanto, eu acho que as pessoas devem seguir o seu instinto. E acho muito adequado, e já agora, João, vou informá-lo que já tivemos outros convidados que colocaram no cartaz variações dessa frase, portanto, é seguramente um bom conselho e muito sábio.

1:03:36 João, chegámos ao fim, muito obrigado pela sua ajuda e pelo seu tempo. De nada. Estamos em contacto, eu depois vou deixar na descrição alguns links e o telefone eventualmente algum e-mail geral para para salvar tiver alguma pergunta de follow-up para lhe fazer chegar ao caiu aqui eu é que agradeço não é oportunidade desta conversa que foi bastante prazerente. Muito obrigado. Um grande abraço. Até breve. Igualmente. Obrigado. Um abraço. Obrigado.