Dicionário das Crianças · Episódio 17
Empreendedorismo Infantil — Miguel Muñoz Duarte
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O que é, afinal, o empreendedorismo — e faz sentido falar dele quando pensamos em crianças? Neste episódio do Dicionário das Crianças, Nuno Simões conversa com Miguel Muñoz Duarte, professor de Empreendedorismo na Nova SBE, empreendedor experiente, mentor e co-criador do Lemonade Festival, o festival de empreendedorismo infantil. A resposta do Miguel começa por desmontar um equívoco comum: empreender não é montar empresas, é ter iniciativa e mexer no status quo — algo que uma criança pode treinar dentro de casa, sem precisar de nenhum negócio.
Ao longo da conversa, o Miguel defende que o empreendedorismo é uma disciplina que se aprende, mas não se ensina de cima para baixo: o adulto é um facilitador que cria contextos seguros onde a criança pode experimentar, errar e reflectir. E propõe pilares concretos para esse treino: desaprender a obediência cega à resposta certa, explorar problemas que valham a pena resolver antes de correr atrás de ideias, pôr a criatividade ao serviço desses problemas, validar com pequenas experiências e, finalmente, executar com resiliência — fechando ciclos em vez de saltar de brinquedo em brinquedo.
Há também espaço para conversas menos óbvias: será o empreendedor mais feliz do que os outros? Nasce-se empreendedor ou faz-se? O Miguel desmonta mitos com humor e exemplos que vão de Detroit aos países emergentes, lembrando que até os Steve Jobs e Jeff Bezos deste mundo coleccionaram fracassos rotundos — e que mal-sucedido, no fundo, é quem nunca tenta.
Pai de três filhos, o Miguel partilha uma visão serena da parentalidade que contrasta com a ansiedade optimizadora de muitos pais de hoje: mais do que notas ou escolas de topo, preocupam-no os valores, os métodos de trabalho e a resiliência emocional. O caminho, diz, é dos filhos — aos pais cabe criar o espaço para eles emergirem.
A fechar, os dois recordam o Lemonade Festival, nascido de um esboço num guardanapo, e discutem como levar as competências empreendedoras — responsabilidade, comunicação, empatia — à escola e à sociedade. Quatro anos depois, num tempo em que se fala tanto de preparar as crianças para um futuro incerto, esta conversa continua a ser um mapa generoso para pais e educadores que querem formar crianças com iniciativa, e não apenas com respostas certas.
Neste episódio
- 00:58 Empreendedorismo vs. empresarialismo: iniciativa como palavra-chave
- 07:23 Desaprender: o primeiro pilar para empreender
- 12:56 "A ideia não vale nada": procurar problemas antes de soluções
- 15:18 Validar e experimentar para reduzir o risco
- 20:01 O empreendedor é feliz? Altos e baixos de qualquer caminho
- 26:40 Empreendedores "metralhadora": a importância de fechar ciclos
- 35:04 Vontade, necessidade e oportunidade: porque se empreende
- 43:18 Pai de três filhos: valores e métodos em vez de ansiedade
- 48:22 O Lemonade Festival: do guardanapo ao festival de empreendedorismo infantil
- 1:05:59 Accountability: educar crianças responsáveis pelos seus actos
A Brincar, A Brincar
O essencial do brincar com intenção, do nascimento aos seis anos.
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0:00 Bom dia. Como estás? Está tudo impecável. Rapaz, é um enorme privilégio ter-te aqui. Nós hoje vamos fazer uma coisa um bocadinho diferente. Vamos falar sobre empreendedorismo, que é o teu superpoder. E para quem nos está a ouvir, eu queria apresentar o Miguel como ele é professor de empreendedorismo da Nova SBE, é um empreendedor já muito experiente, co-promotor do Lemonade Festival, vamos falar sobre todas estas coisas um bocadinho, e para simplificar, quem tem seguido o podcast tem visto que eu já convidei pediatras, psicólogos, professores, pais e mães, portanto tudo relacionado com a infância, e o Miguel é estas coisas todas para as empresas, é o pediatra, é o psicólogo, é a mãe e o pai de algumas delas e é definitivamente professor de muitas destas empresas.
0:50 E a nível pessoal é um mentor de empreendedorismo já há alguns anos e portanto muito me honra ter-te aqui. Obrigado. Miguel, agora é essa. O que é para ti, na tua definição, como é que definirias o empreendedorismo? O que é para ti, na tua definição, como é que definirias o empreendedorismo? Como é que eu definiria o empreendedorismo? É uma pergunta estrutural e complexa. Há muitas definições aí pela internet de fora, na academia, em tudo mais.
1:46 Portanto, eu quase que a tentar definir agora eu próprio seria sempre, quer dizer, minimizar todo o conhecimento que existe. Mas, ainda assim, eu posso dar algumas notas daquilo que para mim é o empreendedorismo, sendo que eu dividiria o que é empreendedorismo do que é empresarialismo. Eu acho que muitas vezes é confundido. Há muitas pessoas que pensam que o empreendedorismo é montar uma empresa e não é necessariamente montar uma empresa.
1:49 Há muitas pessoas que acham que o empreendedorismo é, portanto, toda a jornada de uma pessoa que faz uma carreira por si própria, que monta as suas próprias negócios e que faz toda essa jornada. Eu acho que não é bem assim, porque, na verdade, quer dizer, uma pessoa pode ser empreendedora em diferentes contextos. Uma pessoa pode ser empreendedora num contexto empresarial, em que monta o seu próprio negócio, mas também pode ser num contexto social, em que faz, monta algum tipo de ONG ou projeto que tem como objetivo melhorar alguma coisa, resolver alguma coisa na sociedade, nas comunidades.
2:29 Pode ser empreendedor num contexto empresarial, ou seja, corporativo, vamos chamar-lhe assim. Dentro de uma empresa grande, a pessoa começa uma nova área de negócio, lança produtos, tem uma série de iniciativas, lança projetos, e portanto isso também é ser empreendedor. Portanto, para mim, empreendedor ou empreendedorismo tem a ver com iniciativa, tem a ver com procurar fazer mexer o status quo, eu diria que esse é resumidamente. fazer mexer o status quo eu diria que esse é resumidamente a iniciativa até dentro de casa, não é? Estamos aqui num contexto mais de educação claramente empreendedora pode ser em casa fazer alguma coisa que não é uma criança pode ser empreendedora sem montar uma empresa, não é?
3:21 Claro Essa é a definição de empreendedorismo. Não tem necessariamente que ver com o que se fala nas notícias, com o mundo das startups e com todo este buzz que às vezes é criado à volta de um palavrão que fica bem em qualquer discurso político, em qualquer intervenção que faças em qualquer conferência, não é? Até já se fala da Igreja Universal, do reino do empreendedorismo, não é? Como o Ricardo Araújo Pereira brincou com o facto.
3:55 Mas eu acho que não é por aí. Acho que o empreendedorismo, para mim, é mais um skill e uma competência e é mais uma mentalidade, algo que tu tens no teu ADN ou que trabalhas para ser mais, mas para ter iniciativa. A palavra-chave, se calhar, é iniciativa. Muito bem. Para a atividade, talvez, para a atividade também, outra palavra para me expor aqui. Muito bem. E em termos de pilares ou de principais conceitos, o que é que achas que é importante nutrir para se conseguir empreender?
4:37 Nós temos aqui um entendimento muito parecido de que o empreendedorismo pode ser considerado uma disciplina e, portanto, podemos ensiná-lo. o empreendedorismo pode ser considerado uma disciplina e portanto podemos ensiná-lo. Mas temos que o simplificar, temos que encontrar aqui capítulos que simplifiquem se calhar o bolo que é o empreendedorismo. Do teu ponto de vista, como é que achas que podemos subdividir o empreendedorismo, o que é que são os conceitos principais ou as subdisciplinas do empreendedorismo?
5:01 É, eu acho que que um, por pontos que tu disseste, claramente eu julgo que mais do que se ensinar que eu acho que é uma palavra perigosa, eu acho que se pode aprender e que é diferente ensinar parte de um pressuposto que alguém superiormente vai passar algum conhecimento. E eu, como sabes, não defendo muito essa teoria do ensinar, do iluminado que vai mostrar o caminho aos fiéis.
5:38 Acho que é possível aprender, sim. Acho que é possível treinar, sim. E acho, no limite, o que é possível treinar, sim, e acho que no limite o que nós chamamos de o professor, neste caso seria mais um facilitador desse contexto de aprendizagem. E, portanto, eu acredito muito em que é possível criar um espaço, criar um contexto onde estas competências, estas iniciativas, estas metodologias para empreender podem ser treinadas e aprendidas.
6:15 Essa seria a minha definição daquilo que é mais do que ensinar, top-down, eu acredito mais nesta criação deste espaço deste contexto para que de facto estas novas ferramentas, estas novas mentalidades vão emergindo e vão-se treinando agora é preciso fazê-lo num contexto mais seguro num contexto protegido num contexto mais seguro, num contexto protegido, num contexto reflexivo, que muitas vezes também não é uma das coisas que mais fazemos na educação, mas se tu tiveres a oportunidade de ir experimentando, ir pensando e refletindo sobre o que estás a fazer, tu vais incorporando essas mesmas características e ferramentas dentro da tua bagagem normal.
7:10 Portanto, este para mim seria uma nota importante, que não se ensina, eu acho que se aprende e se facilita. Dito isto, o que é que eu acho que são os pilares para isso acontecer? Eu acho que há um pilar importante que é desaprender. Ok? Porque eu acho que isso seria o primeiro onde eu começaria. que desde muito cedo são, somos pela educação, quer em casa, quer social, quer formal, que nós já vamos tendo aqui mais ou menos na nossa matriz, não é?
7:59 Usar uns exemplos? Claro que sim, claro que sim. E estou a falar isto, não estou a falar só em Portugal, eu acho que esta educação neste aspecto, acho que é muito comum, salvo algumas exceções que há muito e boas, mas a educação tradicional, tipicamente, e até em casa, treina-nos não para ter iniciativa, mas para obedecer, mas para cumprir, mas para seguir. E, portanto, quer dizer, desde cedo, e para cumprir, mas para seguir.
8:26 E portanto, quer dizer, desde cedo, e vamos, atenção, e estou longe, disclaimer, estou longe de também eu próprio não cometer estas mesmas falácias dentro da minha própria casa. Mas, é pá, desde cedo tu dizes, é assim que se faz, não é assim, não é? Tu dizes, isto podes, isto não podes. Tu dizes é para a direita, não é para a esquerda. Isto te cai em casa, não é? Depois vais às escolas, não é? E nas escolas dizes, olha, resposta certa e resposta errada. Maneira certa de fazer as coisas, maneira errada. Vais seguir aqui esta agenda, vais fazer este planeamento, vais fazer estas coisas. Portanto, nós claramente estamos aqui a fazer, a formatar as pessoas para um determinado tipo de pensamento e de ação.
9:21 exemplo, no meu contexto que é mais fácil também incorporar, não é? Uma universidade de gestão onde se ensina a gerir realidades empresariais, se quiseres, mas também de outros contextos, mas sobretudo a gestão. E na gestão há muito esta coisa de, ok, um planeamento e análise de uma determinada realidade, um conjunto de definição de estratégias, de objetivos, de planos de ação, e depois a execução, monitorização e medição, e depois voltamos à caça de partida e isto é o ciclo da gestão. O ciclo da gestão que pode ser anual e tem outros ciclos mais pequenos eventualmente durante qualquer um ciclo de operação.
10:12 Ora bem, quando chega-se ao empreendedorismo, se não desaprendes claramente, desaprendes não estou a dizer apagar completamente o teu cérebro, mas se não percebes a diferença entre esse tipo de sistema de ação versus o que tu precisas de fazer numa realidade diferente que é o empreendedorismo, se não percebes estas diferenças, dificilmente tu conseguirás explorar o máximo do potencial do empreendedorismo e porquê? porque estas este ferramental e este mindset que estamos aqui a falar esta forma de pensar e de fazer da gestão aplica-se a realidades que são conhecidas a mercados que são conhecidos, a empresas que têm tipicamente já a sua modus operandi, os seus modelos de negócio, as suas formas de operar muito definidas, não é?
11:23 E está certo, não é? Vamos lá, otimizar, maximizar, afinar a máquina que já está em movimento. No empreendedorismo não é assim. Não há máquina, não há movimento. Pelo contrário, há inércia. E pá, a realidade, os carris não existem, não estão à tua frente. E portanto, mais do que uma locomotiva em andamento que tu vais afinando aqui como maquinista ou como passageiro, ou como contribuinte desta máquina, tu aqui tens, não tens carruagem sequer, não tens carrijo, não tens nada, não é?
11:53 Tens uma tábua, tens um conjunto de intenções, tens energia, e pouco mais. E, portanto, tu tens que desaprender um bocadinho do maquinismo, tens de desaprender do comboio, não é? Para dizer assim, agora vamos lá criar aqui o novo meio de transporte, o levar de A a B e vamos ter que explorar. Vamos ter que... O primeiro pilar para mim seria... Desaprendizagem. E esse aqui, num podcast de educação, fica sempre bem.
12:22 num podcast de educação, fica sempre bem Seguir, eu diria que as pessoas muitas vezes, tendência natural e pá, eu vejo isto muito na faculdade malta inteligente, não é? Que tem todo este maquinismo dos comboios já bem absorvido o que querem é então quer ter uma ideia, ok? Já percebi? Então agora vou focar-me na ideia Ah, tive uma ideia A ideia que é importante, não é? Eu acho que é preciso reconhecer que a ideia não vale nada A ideia vale muito pouco A ideia repara, uma ideia com uma má equipa ou com a equipa errada, não, vale zero, ou próximo zero, ou até vale negativo.
13:10 Uma ideia no contexto errado, vale muito pouco. Uma ideia sem sorte, não é, sem ter um bocadinho de pingo de sorte, vale nada. Uma ideia sem de alguma maneira sem sem excursão sem fazermos alguma coisa para implementarmos também não vale nada. Portanto, eu costumo dizer que o cemitério está cheio de boas ideias e, portanto, mais do que depois olharmos para as ideias que é outro fator que também temos que travar um pouco acho que vale muito mais a pena olhar para problemas, não é vamos tentar encontrar aqui problemas que se valham a pena resolver e praticamente eu gostava gosto muito mais de fazer uma de mais do que a ideação eu posto na exploração tantos aprendizagem depois exploração a exploração mais do que depois por o the Builder, o chapéu do Bob the Builder, mais vale a pena pôr o chapéu do Jacques Cousteau, do Indiana Jones à procura da Arca Perdida, porque é aí que nós temos que focar o segundo esforço.
14:18 Depois, a partir daí, quando encontrarmos realmente um problema que vale a pena resolver, num setor específico, uma coisa muito concreta, se tipicamente é preferível ser específico do que ser genérico, aí sim depois vamos ter que pôr a nossa criatividade ao serviço desse problema que encontramos para o resolver, criar uma solução. E este seria o meu terceiro pilarilar a criatividade e o engenho se quisermos o nosso famoso desenjenho português desenrasca aí, é muito útil mas se não for estrategicamente ancorado destes dois outros pilares não funciona nada e depois para mim a seguir a isso também vai uma parte essencial que é a execução, muitas pessoas pensam, ok já ok, já encontrei o problema, já tive uma ideia dos diabos como uma solução, então agora vou implementar, fazer um plano de negócios e implementar. Antes disso, vem outro pilar essencial e que é a validação, a experimentação onde vamos ter que, porque não temos os recursos infinitos e porque não conhecemos o suficiente sobre aquela realidade, nós vamos ter que tentar mitigar o risco, diminuir esse risco, experimentando, tentando fazer algumas experiências que nos permitam ir buscar dados e evidências ao mercado. Portanto, conseguimos, de alguma maneira, diminuir o risco e aumentar as hipóteses de termos sucesso com isso mesmo.
15:51 Portanto, eu diria que são esses os pilares. E não sei se realmente, se não são demais, mas na verdade eles são quase também cronologicamente progressivos e, portanto, acabam por funcionar por funcionar bem Ok sabes que pronto, vai sempre haver gente que acha que isto é uma questão inata, não é? esta pessoa nasceu para ser empreendedor, olha para ele lá vai ele, com o seu enésimo negócio corre muito bem nasceu com preservança tem uma grande capacidade de trabalho tem um perfil de risco muito favorável consegue arriscar é muito dinâmico, é muito criativo é muito inovador, tem muita autoconfiança tem muito sentido de oportunidade e pronto, eu percebo, realmente eu também me consigo inspirar com pessoas assim, parece que pronto, não vai ali do estudo mas depois há outras, pronto, eu olho aí para trás de ti, vejo aí um monte de livros, é óbvio que está aí muita coisa que ajuda, não é?
16:48 Portanto, eu queria, era um bocadinho... Fona? Oh não, pronto, alguns são ruído, mas pronto, eu queria reforçar um bocadinho que realmente há muito conhecimento escrito e sistematizado e há boas fontes de inspiração, pronto. Há umas mais científicas, umas que ainda são um bocadinho mais emocionais. Sim, mas deixa-me só contradizer já isso. É verdade, pode, claro, mas se fosse assim, tu irias para uma aldeia remota em África, ou perdido na Ásia, e dirias aqui não há empreendedores. E tu dizes para famílias menos privilegiadas, não é, como dizem os americanos, underserved, não é, e dirias que underserved communities não têm hipótese de serem empreendedores e eu não acredito nisso e portanto eu acho que de facto pode-te ajudar a ter mais ferramentas menos ferramentas mas não acho que nasça com não acho que seja proporcional a conhecimento pelo contrário tipicamente onde há muito conhecimento até há mais menos se quiseres a parte empresarial do empreendedorismo, de montar empresas, mas as universidades nem sempre são os sítios também onde os próprios, a própria academia é relativamente aversa à mudança do status quo, mas não acho que seja assim acho que há outras matrizes importantes, isso já foi estudado e debatido anos e anos, mas eu não não vejo assim não vejo que seja inato, não vejo que seja também adquirido por depois um um SB, tipo a dizer download de conhecimento acho sim que mais os contextoscimento há sim mais os contextos de ação os contextos em que disseres as oportunidades que tu tens para realmente treinares e praticares isso e a necessidade que tens também de o fazer porque num contexto que te obriga ou que te permite treinar isso, normalmente imersos naturalmente do ser humano, não é? Desde o tempo das cavernas, não é? Como é que se caça? Com calhaus não estamos a conseguir caçar o mamute. Então, isso vamos afinando, vamos conseguindo, não é? E, portanto, essa inventividade humana já está, essa sim é inata, portanto eu acredito mais na criação de ambientes e contextos pró-iniciativa, não é, do que a administração de doses mágicas de empreendedorismo.
19:46 Não há vacinas, meu caro, para isto. Para a pandemia do status quo não há vacinas. Portanto, acho que há mais ginásios. Concordo. Olha, pela tua experiência, achas que o empreendedor é feliz? Eu sei que esta é dura. Não, acho que o empreendedor é um ser humano, portanto, acho que sim. Acho que é feliz, alguns. Há outros que não são. Acho que passa felizes, como diria o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, o poeta, Bernal da Fonseca, felizes são os estúpidos. Portanto, felizes são os estúpidos porque a felicidade não é um objetivo, nem é um estado ad eternum.
20:33 E, portanto, um empreendedor como outros, como outros seres humanos, procura sempre a sua felicidade. Mas não é um estado que agora já sou feliz. Não, não é assim que funciona e, portanto, é para assim, há momentos muito não me está a ajudar e eu vou ser infeliz com isso, sempre que eu tenho uma ideia corto a minha ideia, sempre que eu quero fazer alguma iniciativa a minha comunidade rejeita e diz mal e até tem ali alguns tipos que vão estragar, tu vais ter sempre momentos altos e bons. Agora, pensemos em um não empreendedor, uma pessoa de estabilidade, não é?
21:30 Uma pessoa de estabilidade também passa por altos momentos e baixos momentos, não é? Uma pessoa está na empresa e diz, é pá, estou aqui tecnicamente há 20 anos e não me reconhecem. Também não é feliz? não é feliz? Epá, estava muito bem, mas agora mudaram aqui, mudou a chefia, e eu agora, de repente, já estou a ser questionado, e querem mudar tudo. Já não sou feliz. Tinha emprego e estava feliz, mas agora, de repente, já não tenho emprego porque temos uma crise brutal, porque a empresa foi, não é, apareceu alguma coisa no mercado que estragou completamente o meu contexto tinha aqui o meu táxi, estava feliz ninguém me chateava e agora apareceu o Uber a estragar isto tudo, não é?
22:15 altos e baixos em todos os contextos, em todo tipo de escolhas que fazemos na vida portanto o empreendedor não é exceção eu acho que é igual, não acredite naquela coisa, vai para o empreendedor não é exceção eu acho que é igual, não acredita naquela coisa, vai para empreendedor para seres mais feliz vai para uma carreira mais tradicional para seres mais feliz vai trabalhar para o Estado para seres mais feliz não trabalhos para seres mais feliz mesmo não trabalhando mesmo estando na tua praia a beber suco de de frutas tropicais pá, tu vais ter alto e baixo tu espetas uma coisa no pé, não é?
22:54 estás na praia, espetas um ouriço no pé e dizes, porra, não podia ser eu não consigo ser feliz, ficou com uma infecção brutal tens que ir para o hospital, já não és feliz de repente naquele paraíso, não é? Sabes que estava a perguntar também no contexto, nós conhecemos isto à nossa volta, até muito próximos, sendo o empreendedorismo um músculo que se desenvolve, às vezes ele fica hiperdesenvolvido e tu, quando começas a ter algum sucesso ou quando começas até a aprender melhor o algoritmo, não é, do empreendedorismo, depois as ideias brotam e a tua capacidade de as implementar não desaparece, portanto, tu tens novas ideias e sabes como implementá-las, mas não tens é tempo, ou não tens a paciência e depois aquilo causa-te ansiedades, deixei cair aquela coisa, ou gostava de ajudar aquela, isto é um projeto tão giro e eu não posso e cria-te ali uma espécie de uma responsabilidade se calhar tão complexa de super-homem tem aqueles super-poderes que podiam ajudar tanta gente, mas não pode estar em dois sítios ao mesmo tempo. Não sentes isso?
23:56 Epá, mais ou menos mais ou menos se por um lado podemos dizer que sim a pessoa gostava sempre de fazer mais mas por outro lado também temos que ser autocríticos e dizer que se calhar não estamos a fazer bem porque só gostamos de uma parte da iniciativa vamos pensar aqui no contexto de educação e temos o contexto em casa para os miúdos terem iniciativas e não é? Vamos pensar aqui no contexto de educação. Temos o contexto em casa para os miúdos terem iniciativas e não sei quê. Depois começam a ter uma iniciativa, mas não acabam.
24:33 Não fecham ciclos. Nunca chegam realmente a ver se aquilo funciona ou não funciona. Fazem só pequenas um, têm só a ideia, não é? E disparam uma pequena iniciativa mas depois cansam-se e como sabes isto, com a tecnologia com todos os estímulos, as crianças estão cada vez mais de uma atenção uma atenção muito mais reduzida agora quer fazer isto, boa, boa, vamos embora então vamos lá e depois, ah já estou cansado, começou a ficar difícil swipe, como dizem, não é? Como dizem na linguagem.
25:08 Epá, está aí, claramente, ele tem muitas ideias, ele tem muita iniciativa, mas não as fecha, não as executa, não, será que isso é realmente ser empreendedor ou é ser apenas um idiota? No sentido que tem muitas ideias e tem muita, eu acho que esse é um ponto, claramente, no sentido que tem muitas ideias e tem muita… Eu acho que esse é um ponto claramente onde temos também melhorar.
25:30 Há pouco falávamos naqueles quatro pilares, ou cinco pilares, já não me recordo bem quanto é que falávamos há pouco, mas, epá, o outro pilar final depois é a capacidade de execução e a resiliência para levar até ao fim. Para levar até ao fim. E eu costumo dizer, levar até ao fim não tem que dizer até ao sucesso. Pode ser até ao limite, até ao limite da tentativa.
25:57 Para dizer, não funciona, mas eu fiz tudo o que estava no meu alcance, eu fui até ao limite e não consigo mesmo. E saber desistir quando duas coisas não funcionam também é um... fiz tudo o que estava no alcance eu fui até ao limite e não consigo mesmo e saber desistir quando as coisas não funcionam também é um mérito e portanto para mim eu diria já claramente que é preciso também treinar esse músculo o músculo de foco e fechar ciclos porque nós depois claramente muitas vezes o que fazemos é não fechamos os ciclos e já queres abrir outro mas porquê?
26:31 estás à procura de outro brinquedo e não brincaste com este e o empreendedor muitas vezes também é assim mas eu diria que esses são os empreendedores metralhadora não os empreendedores bazooka, não é? Agora está na moda falar muito bazooka embora na educação falar de armas não é a coisa melhor mas eu acho que temos que deixar de ser de fazer cócegas em muitos instrumentos e fechar, fecha ciclo e depois sim tu reparas que a gente depois eu ouço sempre as comparações, é pá está bem mas o Jeff Bezos e a Amazon têm milhares de negócios, têm mas cada um deles tem tem a densidade e a dimensão suficiente para serem considerados um negócio e para além disso ele não os fez logo todos ao mesmo tempo ele foi fazendo e foi criando a máquina e a estrutura para os conseguir fazer. Ah pá, mas a Nestlé tem muitas marcas, a Procter & Gamble tem muitas marcas, eles também começaram com um certo? Mas é só depois de terem um negócio, de terem a andar, eles dizem assim, agora podemos tentar agora aqui testar e abrir outro, não é? Porque senão abres muitos, não fechas nenhum, dispersas e pelo contrário, quer dizer, um que podias fazer não o fazes porque estás disperso e portanto atenção, e estou aqui assumindo-me como um idiota destes, ou seja, como uma pessoa que abre muitos projetos e muitas oportunidades e que depois, pronto, padece desse mal, como muitos, digo eu, mesmo os países mais a norte também da Europa, tu vês o contrário, tu vês um hiperfoco muito grande tu vês que perdem mais tempo no início, na exploração para encontrar realmente a avenida que querem seguir e depois a partir daí um hiperfoco muito muito dedicado e portanto acho que temos que aprender com isto também Claro, olha lá, exemplos para ti de empreendedores bem-sucedidos três ou quatro que te inspirem acho que é um Sim é interessante porque não sei se vou dizer nomes mas Porque, não sei se vou dizer nomes, mas vou seguramente tentar ser contra intuitivo.
29:22 para cima. Vamos olhar para os Silicon Valley, vamos olhar para as oportunidades, aquilo que se vê, que se aspira, as aspirações, o lado aspiracional da coisa. E o que interessa-me mais e acho mais interessante olharmos para baixo, quase, olharmos para o lado. E aí é onde eu acho que é interessante tu encontrares bons exemplos. E estou-te a dizer isto porque me inspira mais num num país ou numa comunidade como há pouco falávamos menos com menos condições menos sofisticada sofisticada se quiseres ou emergente para dar-lhe um nome assim mais sofisticada sofisticada se quiser emergente e tu dizes assim como é que esta malta conseguiu fazer este caminho como é que aqui se está a fazer tanto impacto tão significativo na vida humana acho isto mais interessante há o que lhe chamame reverse innovation, não é?
30:25 Que é ver os países emergentes, o que é que está acontecendo nos países emergentes e depois até, porque antigamente, não é? Era dos países sofisticados e desenvolvidos e depois fazias o drill down, não é? Levavas importação dessa inovação para os países emergentes, não é? E o que estamos agora a assistir também muito é que há muitas inovações que vêm dos países emergentes e que depois podem ser aplicadas nas comunidades também e nas sociedades mais sofisticadas. inspirado muitas vezes por coisas que se descobrem na Índia, na Ásia, na África, no Brasil, na América Latina, ou que os nossos pares ao lado estão a fazer coisas realmente diferentes e impactantes.
31:22 diferentes e impactantes. Portanto, sou mais sensível a este tipo de referências, do caso referências ditas clichê das notícias, quer dos Silicon Valley, quer das Europas sofisticadas, quer mesmo aqui do nosso burgo, Portugal e Brasil, que nós tendemos sempre a ver estes exemplos que estão nas notícias como os exemplos, mas eu acho que faríamos um serviço público em descobrir os pequenos empreendedores que fazem as... ligeiramente diferente, não é?
32:10 Para fazer, ligeramente, impactos que duram. E se eu te perguntasse exemplos de empreendedores mal-sucedidos? Eu diria que todo bom empreendedor foi mal sucedido no seu percurso, portanto eu diria que de todos eles, quer dizer, a gente fala hoje só para dar o exemplo agora mais conhecido, Steve Jobs é um deus na terra, não sei Steve Jobs teve muitos e rotundos e caros fracassos agora falamos do Jeff Bezos o Jeff Bezos lançou N iniciativas dentro do seu ecossistema grupo Amazon que não foram a lado nenhum e que gastaram muito dinheiro e o Jeff Bezos até há pouco tempo era uma espécie de perdedor porque a Amazon continuava a perder dinheiro sem parar. não é uma lógica, mas claramente houve muitos outros também que fizeram que fizeram esse caminho e que não foram bem sucedidos, mas o próprio Jeff Bezos que foi sucedido nesse noutros não é mal sucedido eu acho que mal sucedido é não tentar, sabes?
33:37 e para mim esse é o ponto se tu tentaste e fizeste tudo o que conseguiste e aprendeste com isso, para mim és bem sucedido. Portanto, eu acho que há mais o retorno da aprendizagem do que o retorno do sucesso, ou do dinheiro, ou da fama, como fama, fortuna e não sei o quê. com fama, fortuna e não sei o que porque de facto na vida não é o que é sucesso uma pessoa de sucesso é o mesmo conceito tens sucesso porque tens dinheiro no banco será?
34:17 vais para o cemitério e pronto é a mesma, não é? pegas uma caixa melhor e depois ficam os teus descendentes a discutir, todos, não é? como sabes uma caixa melhor. E depois ficam os teus descendentes a discutir, todos, não é? Como sabes que as partilhas são sempre uma... Isso aí é igual em qualquer país, não é? Dos mais ricos aos mais pobres. Partilhas é sempre uma desgraça.
34:37 Não sei se isso realmente é ser bem sucedido. Olha... Sou fundamentalista. Muito bem. Porquê é que achas que alguém se torna empreendedor? sucedido. Olha, sou fundamentalista. Muito bem. Porquê que achas que alguém se torna empreendedor? Já deves ter feito esta pergunta muitas vezes, cada vez até nos teus questionários nas aulas. Quais são os porquês das pessoas escolherem este caminho? Tipicamente, quais são? Está a estudar isso também, não é? Há anos de estudos sobre as razões para empreender.
35:06 Obviamente que há muitas que são muito ligadas à vontade, quero fazer. Há muitas outras ligadas à necessidade. Fiquei sem chão, preciso de fazer, não é? Há pouco falávamos, é das comunidades menos bem servidas, não é? Não há empregos aqui, não é? Portanto, temos que fazer pelo devido. E não estou só a dizer, a falar dos países emergentes. Se for, por exemplo, há um excelente case study de empreendedorismo em Detroit, quando as fábricas de automóveis e todo o ecossistema da cadeia de valor do automóvel começou a fechar, começaram a surgir iniciativas novas, porque as pessoas não tinham emprego, tinham que procurar claramente emprego. Há também nos Estados Unidos, por exemplo, também há muito esta, e em Israel, não é? Os veteranos da guerra ou os ex-militares depois vão montar o seu próprio negócio. Portanto, só para dizer que não é só nos países, a necessidade não existe só nos países com menos com menos com menos digamos condições vontade necessidade e eu diria que a terceira é a oportunidade que a oportunidade é é também muito importante que quando alguém identifica uma oportunidade, mesmo não sendo ela própria digamos que um empreendedor nato, pode dizer assim, epá, espera aí que há aqui uma oportunidade interessante, um caminho alternativo e também se dedicar a isso. Para mim seriam essas três grandes razões para empreender.
37:01 Há um quarto, há um quarto, mas eu não gosto de falar dele, não é? Que é vaidade que é vaidade, porque tem a ver um bocadinho com dinheiro, status e razões menos positivas mas são as más razões para se empreender acho que as boas razões são estas, não é? vontade de criar impacto, acrescentar valor de mudar alguma coisa tenho necessidade de criar valor para capturar valor, não é? Ou tenho uma oportunidade para criar valor e realmente acrescentar aqui alguma coisa. Para mim está muito mais na criação de valor do que nas razões menos positivas.
37:43 Olha, esta pergunta é um bocadinho mais longa e eu basicamente desafiava-te a pegar na parte ou nas partes que te interessarem mais, porque realmente são muitos temas e nós precisávamos de dias para debater isto. Mas que passam um bocadinho pelos mitos associados ao empreendedorismo, um empreendedor trabalha muitas horas por dia, há muitas vezes a pergunta como é que é o teu dia normal enquanto empreendedor, depois há todas as coisas mais práticas, que é como é que se conjuga com a vida familiar, o que é que te motiva, como é que tu geras novas ideias, como é que tu geras o medo ou a falta dele, os obstáculos, e depois no fundo quais são os teus ideais enquanto empreendedor.
38:21 Portanto, destas coisas todas, seguramente que alguma te abriu o apetite para cair. Sim, se calhar estou a perguntar um pouco como é que isto te encaixa na tua vida normal, não é? Ser empreendedor ou não ser empreendedor e como é que isso também eventualmente se treina, se educa para estarmos mais prontos para isso no futuro, não é? Eu, mais uma vez, sou uma pessoa pouco sofisticada. Os teus convidados têm teorias um pouco mais profundas sobre o tema e eu sou mais básico.
38:56 Eu não sei muito bem, não é? Eu acho que há coisas que são importantes mas são importantes não é por ser empreendedor, são importantes na vida no geral. Se tens uma família que não te apoia, ou que não entende, ou que não gosta do que seja que tu fazes, tu vais ter, obviamente, uma vida mais difícil. Tu vais ter mais dificuldades a encaixar as coisas, não é?
39:23 Se tu queres jogar futebol e a família quer que tu sejas médico, tu vais ter mais dificuldades em encaixar as coisas se tu queres jogar futebol e a família quer que tu sejas médico tu vais ter mais dificuldades não há aqui dúvida se tu queres montar alguma coisa se tu queres ter iniciativa para criar uma organização social no teu bairro ou queres montar um negócio na tua garagem e a tua família diz nem pensar e filho estuda, não sejas, e não sejas, por muito que digas, precisas de ir lá agora à noite, ou vais um fim de semana fazer, a família não vai entender. Isto é válido enquanto pais, educadores, não é? Mas também é válido enquanto casal, não é? E, portanto, o pilar da família tem que ser um pilar importante, quer carreira mais tradicional, quer carreiras menos convencionais, como o empreended para mim, esse é um pilar fundamental para tu conseguires conciliar tudo. Tfas, não é? E aí é como qualquer projeto. Como é que tu geres? Tens muito mais, muito mais, as cozinhas muito mais.
41:08 Eu vou dizer, eu como sabes tenho uma carreira que tem três grandes blocos, não é? Eu trabalhei como executivo nas multinacionais de grande consumo, nas multinacionais etc, Portugal e fora, e portanto tive uma carreira mais tradicional. Eu desde 2004, em que regressei a Portugal para casar com a minha mulher portuguesa, e que desde então sou empreendedor, e em 2005 comecei a dar aulas e que também tenho na academia.
41:33 Tenho academia, tenho empreendedor e tenho carreira mais tradicional e corporativa. Bem, vou-te dizer que em todas elas eu tenho os mesmos desafios. Tenho falta de tempo, tenho coisas a mais para fazer, tenho as dificuldades que tu gostavas de mencionar se não tiver outro pilar fundamental, que é a minha própria saúde física, emocional e psíquica, bem fundamentada, quer dizer, eu vou andar sempre em desequilíbrio. Para mim essa é a condição para tudo, mas é válida, como te disse, nos três cenários, nos três contextos em que eu vivi, foi válido.
42:27 Porque o início da minha carreira corporativa, eu fazia noitadas, não é? O meu primeiro trabalho, cheguei a fazer duas e três noitadas por semana, não é? E, portanto, tinha aí, tinha aí, e quando não estavam bem as coisas, na altura não tinha a minha família também ainda constituída posso dizer que até tinha mais liberdade no sentido, mas era pior porque eu não estava tão completo como agora estou e portanto isso acaba por desequilibrar muito mais agora muito mais equilibrado muito mais fácil de gerir isso, porque tem, felizmente, uns pilares familiares muito sólidos.
43:14 Isso é a ponte certa para a minha próxima pergunta. Tu és pai de três filhos, dois rapazes e uma menina. Como pai, que ansiedades é que tu identificas e que ambições é que tu tens para os teus filhos, dois rapazes e uma menina. Como pai, que ansiedades é que tu identificas e que ambições é que tu tens para os teus filhos? E tu tens uma resposta ótima que eu já conheço, mas que eu quero tornar universal.
43:35 Pá, eu não tenho muitas ansiedades. Eu, ao contrário do... Não sei se era isso que tu estavas à espera que eu respondesse, não é? Mas eu quero que eles façam o caminho deles e que aprendam e que sejam felizes, sobretudo. Mas, de resto, eu não estou na… não sou o pai otimizador, não é? O pai que quer que sejam os melhores do bairro, os melhores do mundo.
44:12 Se eles quiserem ser os melhores do mundo, eles que lutem por isso. Se eles quiserem ser os melhores do bairro, eles que treinem. Eles que ponham esse objetivo e que façam. Eu, nesse aspecto, sou um bocadinho mais, menos estressado, nesse aspecto. Preocupam-me mais valores, os valores, esses sim, são uma coisa que me preocupa mais, acho que o mundo já está cheio de bandidagem quando fui tendo, comando as decisões de ter mais filhos até no meu círculo de amigos sou capaz de ser dos que têm mais filhos é, como é que é possível, o mundo está não sei o quê, está mal, e disse, é pá, por isso mesmo vou pôr pessoas do bem, do lado certo da força, com o coração do lado certo para tentarem mudar um bocadinho mais este mundo e portanto essa é uma preocupação que eu tenho dos valores e depois algumas coisas mais simples e básicas que podem ajudar e que têm a ver não com conhecimento não têm a ver não com competência A ou B mas têm a ver com métodos de trabalho, métodos de tentar quase que organizar as próprias vidas deles, não é? Para conseguirem atingir qualquer objetivo que queiram. Se eles não tiverem método de trabalho, vai ser mais difícil.
45:43 Vão ter que fazer o seu caminho, mas vai ser mais difícil. Se eles não tiverem método de trabalho vai ser mais difícil vão ter que fazer o seu caminho, mas vai ser mais difícil. Se eles não tiverem valores vai ser menos positivo e portanto são essas duas coisas que eu acho mais importantes é pá, educação, valores métodos de trabalho disciplina e essa resiliência para aguentar os empatos que aí vem emocional, sobretudo, mas etc. E o resto, não me interessa nada.
46:14 Outra coisa que também me interessa, não te preocupa, não deixas nada para os teus filhos. Não me preocupa nada. O dinheiro que está a ganhar sou eu, não são eles. Gosto imenso de um.... Não fizeram nada para merecer isto. Há um comediante que é o C.K. Lewis, que se pesquisarem no Google, depois podes pôr aí nas notas e ele diz isso claramente, não é? Quem faz os shows sou eu eles não ganharam nada, pá são os filhos da mãe que estão aqui só bebem biberon, pá com humor, eu acho que é um pouco isso não tem grandes ansiedades o caminho é deles, a vida é deles, eles que se amanhem não é? Um pouco assim claro que estou a dizer isto, mas tentarei sempre criar mais o contexto têm grandes ansiedades, o caminho é deles, a vida é deles, eles que se amanhem, não é? Um pouco assim. Claro que estou a dizer isto, mas tentarei sempre criar mais o contexto e o espaço para que eles possam emergir.
47:12 E esse, para mim, seria o ponto principal. E não estou com isto a dizer que sou totalmente hípico, não sei o quê. Não, não. É simplicidade e naturalidade. Não tenho que estar nas melhores escolas. Não. Para quê? Para serem felizes eles têm que ter uma escola que seja que seja um bom espaço para eles irem acrescentando os seus legos à sua vida não têm que ter todo o tempo ocupado a estudar e a fazer coisas, pá, porquê?
47:39 porque também é importante desenvolver outras, a brincar e terem tempo ocioso e terem paciência para, muitas vezes, para para o que seja, não é? E, portanto, não sou estressado, zero nesse aspecto. Estressam essas duas coisas. Outra ponto excelente para... A minha pergunta seguinte era até como é que nós podemos melhorar a escola, mas também tenho aqui um ponto e eu sei que esta é difícil, mas eu também queria falar do Lemonade e portanto se calhar casamos estas duas perguntas porque são ótimas nós fizemos, trabalhámos juntos num projeto chamado Lemonade Festival do qual tu és o pai e a mãe eu sou tipo um tio afastado e não me esqueço daquela reunião onde tu desenhaste num guardanapo a estrutura do Lemonade e pronto, eu fiquei a tremer de citação e de inspiração.
48:31 E o Lemonade, portanto, depois evoluiu muito porque a tua equipa também contribuiu muito para o assunto, depois tivemos muitos parceiros e muitos convidados que acabaram por enriquecer muito a ideia, mas, portanto, o objetivo do Lemonade era sensibilizar a sociedade para a importância de se ensinarem competências mais soft e competências empreendedoras às crianças, desde pequeninas, e, portanto, de certa forma também formatar a escola ou a educação para focarmos um bocadinho mais, calhar na responsabilidade, na comunicação, na empatia, em alguns outros princípios fundadores do empreendedorismo.
49:15 O que é que foi para ti o lemonade? Cada um de nós tirou se calhar a sua parte. De onde é que aquilo veio? Aquilo estava-te a queimar na mente? Porquê aquilo saiu tão naturalmente? Não sei, fala-me um bocadinho sobre isso Não, eu continuo a me queimar, acho que aliás como hoje estamos aqui a conversar, essas coisas são também são coisas que estão na minha pelo menos no meu radar ou na minha lista de preocupações e intenções.
49:47 E, portanto, eu continuo a acreditar na missão e continuo a achar que o projeto tem um espaço para isso. Acho que não fomos consequentes, e há pouco falávamos disso, desempreendidos, devíamos ter continuado. Aliás, estamos agora com essa conversa também para recuperar isso, como tu já também tão bem disseste e acho que não fomos totalmente bem sucedidos, embora o evento em si tenha sido um sucesso no contexto de giro acho que foi ótimo e foi uma primeira semente que para mim funcionou como uma experiência na validação do que fizemos.
50:29 No entanto, sendo autocríticos, eu acho que ficámos a uma fração daquilo que poderíamos fazer. A missão continua lá, a necessidade e a oportunidade continuam lá, continuam lá, necessidade e oportunidade continuam lá, acho que temos que trabalhar mais e melhor para fazer disso uma coisa realmente com mais impacto e com mais tração no mercado. porque obviamente tem um fim, sobretudo de criação de agenda, não é? Como tu estavas a dizer.
51:23 Portanto, para mim, a importância do que está ali desenhado como missão é, de facto, nós curarmos e estruturarmos iniciativas que estão perdidas, formas diferentes de passar, de facto, uma nova forma de aprender, mais do que educar ou ensinar, de aprender e treinar estas competências, esta forma mais empreendedora das pessoas, viva, porque continua a ser necessário. A forma de implementarmos essa missão, acho que está apenas a começar.
52:12 Acho que o festival é uma coisa, não é? Mas acho que tem muita coisa para ser feita ainda, com muito potencial para ser feito. E acho que esse é o desafio do grupo empreendedor que está por trás disto, que é dar corpo criar um veículo que permita realmente chegar a atingir essa missão e escalar essa missão até onde pode ir, mas para mim foi um orgulho, foi espetacular, foi uma validação de que existe, de facto, iniciativas, pessoas, formas de criar aprendizagem em competências não standard suficientes existe matéria suficiente para nós levarmos isto para um novo patamar em termos de generalização. No entanto mais uma vez, não sei se o veículo foi suficiente não sei se a abrangência foi a suficiência a cobertículo foi o suficiente, não sei se a abrangência foi a suficiência e a cobertura foi a suficiente e, portanto, o desafio para mim é como é que a gente vai fazer realmente esta escala de impacto?
53:34 Como é que a gente vai transformar isto num num num rolo compressor e não apenas só num fogacho. E acho que esse é o desafio também do empreendedor, o último pilar que eu falava. Nós fizemos a parte exploratória, nós fizemos a parte criativa, nós fizemos a parte de validação com a primeira edição da iniciativa, mas agora acho que temos que começar a criar a parte da execução, a parte da, digamos que da expansão desse impacto e desse valor criado.
54:13 Portanto, para mim, a missão mantém-se, para mim, a frustração por não termos ainda feito essa continuidade mantém-sese para mim a esperança ou a vontade de o fazer e de regressar as mangas quanto antes mantém-se, só que é como tudo, temos que fechar ciclos outros ciclos para abrir um ciclo totalmente consciente e dedicado para fazer acontecer, porque senão é apenas para pôr mais uma coisa no todo list, no carro e depois só nos gera ansiedade, portanto tem que ser bem consciente e bem pensado.
55:01 Sim, pá, totalmente, só antes de voltar a esse assunto que eu ainda queria fazer aqui, repescar uma pergunta dizer que pronto, nós tivemos com a autoria também a da Marta Gonzaga que eu não falei há bocado porque estava lançado na pergunta que foi também autora do TEDx Kids e portanto ajudou imenso na parte também da escolha dos convidados e na ideação do projeto. Na segunda edição que iniciámos, mas depois não terminámos, tínhamos a ideia de tornar aquilo um projeto, se calhar, mais distribuído no tempo e com outras iniciativas.
55:54 Tu achas que esta coisa vale mais por essa parte dos eventos? Porque nós conseguimos canalizar muito mais atenção e muito mais pessoas e mais comunicação social quando a gente diz, pronto, há ali um ponto no tempo onde vai acontecer esta coisa e nós podemos sensibilizar as coisas, é um bocadinho como o dia da criança ou o Natal, pronto. Vamos ser família no Natal, uma vez por ano e, portanto, conseguimos canalizar para ali toda a nossa paciência e esforço.
56:19 Ou é uma coisa que a gente tem que colocar na escola ou na web, temos que ter conteúdos semanais ou diários sobre o assunto. Como é que achas, o que é que achas que tem mais impacto ou mais eficácia? Cássio, para perguntar, fazemos aqui agora rapidamente aqui uma discussão sobre o que é que pode ser o futuro dessa missão, a forma de fazer eu acho que pode ser tudo isso que acabaste de dizer hoje em dia eu diria porque o festival aconteceu há três anos três anos três anos eu acho que hoje em dia existem outras e mais iniciativas com missões parecidas e com, pelo menos com o potencial de nós olharmos para a forma como estão a fazer impacto em missões parecidas. Sei lá, se olhares para dar um exemplo, se olhares para o que está a ser feito na parte de competências digitais, acho que há muitos bons exemplos de inovação na educação, ou para criar agenda, ou para criar contextos de aprendizagem, ou para escalar e levar esse impacto a mais pessoas e mais comunidades e portanto e eu diria que tem sido anos muito intensos na área da inovação da educação. Acho que estamos apenas no começo, porque cada vez mais eu acho que a sociedade está consciente para isso.
58:11 E, portanto, eu acho que, claramente, hoje em dia, olhando para aquilo que é esta oportunidade, chamar-lhe assim, desta missão de levar outro tipo de competências e perceber o que é que se faz e o que é que as boas práticas de treino e de aprendizagem de outro tipo de competências, acho que é assim que eu sumarizava esta missão. se olhar para isto eu diria que podes claramente evoluir muito num track de notoriedade de pôr na agenda acho que tem muita coisa para ser feita acho que tens muita coisa para fazer na área de curadoria, de escolher as melhores práticas e também disponibilizá-la quase como um open source para quem quiser agarrar e levar. para ser feita, também para escalar o impacto. Eu vejo estes três grandes pilares como avenidas de desenvolvimento da próxima fase desta missão.
59:34 Claro que já tenho, para cada uma delas, eu consigo ver estratégias e ações possíveis, mas acho que é precipitado falarmos sem aqui ao vivo e a cores sem discutir isto e sobretudo sem ver depois a parte que me interessa que é a consequência ser consequente uma coisa é desenharmos um guardanapo outra coisa depois é implementarmos e para não ser um fogacho fogaz e pouco consequente eu acho que temos que ter essa seriedade e criar algo que seja repetível escalável e obviamente sustentável também em termos de modelo porque senão acaba por não ajudar eu acho que isso é essencial.
1:00:27 Se quiseres, o que te estou a definir, ou que te estou aqui a dar a minha opinião sobre isto, acontece com as iniciativas voluntariosas. Não estou a falar de voluntariado, estou a falar de voluntariosas. Vol? Não estou a falar de voluntariado, estou a falar de voluntariosas. Voluntariosas são quase como... Há aqui um problema no bairro, vamos montar alguma coisa para resolver o problema no bairro. Neste momento estamos todos muito entusiasmados com isso. Neste momento estamos todos a por aqui umas horas extra, etc. Mas depois de fazermos alguma coisa, não é? Muitas delas depois morrem logo aí pelas discussões, não é?
1:01:07 Passam logo aí a remoer e a coisa parece uma reunião de condomínio e a coisa perde-se. Depois outras que não aguentam porque há ali realmente vontades e as vontades unem-se, cria-se uma espécie de movimento ou alguma coisa algum projeto, mas depois tu vês que faz um bocadinho, mas não faz tudo, ou faz uma vez, mas não faz mais. E eu acho que isto acontece muito no empreendedorismo mais social, não é?
1:01:42 Isto acontece muito no empreendedorismo, não é? Uns amigos que se juntam, que trabalham à noite, etc. Fazem um bocadinho, não é? Isto acontece muito no empreendedorismo, não é? Os amigos que se juntam, que trabalham à noite, etc., fazem um bocadinho, não é? Ou mesmo assim, quando montam e fazem, fazem um primeiro ciclo, etc., mas depois, a travessia do deserto, não é? Cada um destes três momentos tem aqui uns abismos terríveis.
1:02:13 E ultrapassar abismos, eu acho que é o grande segredo da sustentabilidade e da continuidade do que é do empreendedorismo, que é de um projeto qualquer, não é? E eu acho que precisamos precisamente também de ultrapassar o abismo. Eu acho que nós, nesta missão, só fizemos uma parte e não continuámos, não ultrapassámos o abismo que tínhamos, outro abismo que tínhamos à frente. E, portanto, para mim, um dos segredos também do empreendedorismo é ultrapassar os abismos, não é?
1:02:37 E há quem ultrapasse a voar por cima, outros fazem uma ponte, outros vão lá abaixo e depois escalam para cima outra vez, com sangue nas mãos e tudo mais. Outros conseguem fazer, não é voar, eles vão à lua rapidamente, depois já ficam na estratosfera e conseguem fazer. Agora, esses abismos existem. E nós temos um abismo. Nós também, nesta missão, temos um abismo da dificuldade da implementação e, portanto, cabe-nos a nós ultrapassá-lo ou não.
1:03:18 Fizemos uma avaliação, um contributo foi fugaz e foi como diz o outro, e foi bom enquanto... Efetuto, foi fugaz e foi, como diz o outro, e foi bom enquanto... Efetivamente foi glorioso, foi um prazer absolutamente enorme e as memórias ficarão para sempre. Portanto, se fosse só aquilo, eu vou dizer, não queres estragar nada. Devias pôr o vídeo para as pessoas verem. E vou pôr depois o link, como vou pôr uma série de links dos teus projetos que estão vivos foi glorioso e valeu por si próprio portanto nunca me esquecerei das memórias e das aprendizagens e dos contactos o que está por fazer eu acho que será feito, nós somos novos e temos tudo a nosso alcance, eu acho que esse abismo eu acho que esse abismo temos, temos, eu acho que esse abismo nós fomos novos e temos tudo a nosso alcance. Eu acho que esse abismo... Eu não sei, não.
1:04:06 Temos, temos. Eu acho que esse abismo que tu identificas muito bem, deve ser nós tínhamos o prato cheio com outras coisas e não podíamos deixá-las cair, portanto, nós fomos encurtar outros abismos. Mas o mérito foi ultrapassarmos outros abismos. Ah, temos muita vontade, mas não fazemos nada. Abismo ultrapassado, fizemos. Claro. Ah, faz muita vontade mas não fazemos nada. Abismo ultrapassado fizemos. Ah, fazemos alguma coisa mas não lançamos.
1:04:30 Ultrapassámos esse abismo, lançámos. Ah, fizemos um bocadinho agora podíamos fazer outros e mais e corrigir o que não funcionou e essa é que falta-nos fazer. É uma questão de ordenar prioridades e voltar a pôr isso lá no topo e, portanto, será feito quando tivermos prontos para esse passo. Eu estou a tentar ser gentil connosco próprios porque nós podemos nos culpabilizar aqui até ao infinito e realmente eu também considero que é um objetivo urgente.
1:05:02 Aí normalmente também somos diferentes, não é? eu sou mais autopunitivo eu gosto de dizer assim, não, não foi bem feito, que é para seduer, então agora vamos fazer bem feito tu és um pouco mais gentil e pá, não não foi, ainda vai ser e acho que no meio estará a vir tudo como sempre, não é? Nem ser autofustigar de uma maneira, de facto, que nos inibe e que nos deixa imobilizados, nem passar panos quentes que nos desculpabiliza e que não nos faz ser accountable. Mas eu acho que os americanos, bom, agora não é um bom exemplo, porque até não estão a conseguir levar isso a termos com esta coisa do Donald Trump, mas os americanos são muito bons neste lado de, para eles uma palavra muito forte é accountability, se quisermos, responsabilidade.
1:06:05 Eles, quer dizer, no contexto empresarial, eu sei, trabalho muito nos Estados Unidos, no contexto empresarial, no contexto da escola, no contexto pessoal, tu tens que ser held accountable, como eles dizem, que é ser responsabilizado. E eu acho que isso também, no contexto do empreendedorismo, é essencial, que é nós assumirmos as coisas também como nossas. Eu não estou a dizer com isto que seja imobilizador, estou a dizer com isto que seja consciente e também no contexto da educação, não é?
1:06:40 Quer dizer, eu lembro-me que partiam candeeiros em minha casa, não é? O meu pai dizia, quem é que partiu candeeiro? E nós dizíamos, partiu-se. Estragou-se. Como é que aconteceu isto? Partiu-se, estragou-se, não fui eu, não é? Claro. darem também uma nota importante que é ser empreendedor também é isto, é nós também próprios sermos accountable, sermos responsáveis pelas coisas boas e más. Vou chamar a mim essa responsabilidade agora quando acabar aqui o confinamento, vou marcar um encontro contigo e vou levar um monte de guardanapos para escrevermos os nossos próximos projetos. Vamos embora, quando quiseres e eu acho que para melhorar este lado do empreendedorismo, não empresarialismo, mas do empreendedorismo, eu acho que há muito muito godoeiro, há muita vontade, porque sabemos que isso é um contributo que nós podemos dar para um mundo melhor, portanto, para mim já sabes que contas comigo.
1:07:48 Estamos alinhados. Mestre, muito obrigado, um grande abraço e até breve. Obrigado. Obrigado eu. Um abraço e para toda a gente que nos está a ouvir, muito obrigado também por estarem aí e por continuarem a acreditar numa melhor educação. Eu agradeço em nome de todos. Um grande abraço. Até breve. Obrigado.