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Dicionário das Crianças · Episódio 18

Jornalismo e Literacia — Paula Barroso, Visão Júnior

19 de março de 2021 · 41 min · com Paula Barroso

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Como é que se explica a uma criança de seis anos o que é uma variante de um vírus, ou a diferença entre uma emoção e um sentimento? Neste episódio do Dicionário das Crianças, Nuno Simões conversa com Paula Barroso, editora da Visão Júnior, a única revista portuguesa de informação escrita especificamente para crianças, com mais de 16 anos de bancas.

Paula Barroso é jornalista de formação e de carreira. Passou pela televisão e pelo entretenimento, fez revistas infantis no início do percurso e chegou à Visão Júnior com uma convicção clara: escrever para crianças é simplificar de forma intelectualmente honesta, nunca ficar pela rama. É essa a lógica do "descomplicómetro", a secção que traduz os temas dos adultos — vacinas, variantes, eleições — para leitores dos 6 aos 15 anos.

A conversa revela os bastidores de uma redacção pouco comum: um grupo de cerca de 60 crianças consultoras espalhadas pelo país (e além-fronteiras) que criticam, sugerem e ajudam a escolher temas; capas que falam de puns e ranho para ensinar biologia; e a história improvável de uma revista que nasceu como projecto de Verão e sobreviveu graças a centenas de cartas de leitores.

O momento alto é o projecto "Miúdos a Votos: quais são os livros mais fixes?", organizado com a Rede de Bibliotecas Escolares. Os alunos escolhem livros candidatos, fazem campanhas eleitorais com cartazes, debates e tempos de antena, e votam em urnas escrutinadas pela Comissão Nacional de Eleições — houve anos com mais de 78 mil votantes. Leitura e cidadania a crescer juntas, sem imposições de professores.

Na recta final, a conversa muda de palco: Paula é mãe de um rapaz que estuda dança no Conservatório Nacional, e partilha o que significa para uma família inteira acompanhar um jovem bailarino — horários longos, aulas de balé por Zoom durante a pandemia e uma paixão que começou no infantário.

Para pais que querem crianças leitoras, curiosas e informadas num mundo de ecrãs, esta conversa gravada em 2021 continua a ser um guia honesto: não há fórmulas mágicas, mas há envolvimento, exemplo em casa e temas que falam a língua dos miúdos.

Neste episódio

Guia prático

A Brincar, A Brincar

O essencial do brincar com intenção, do nascimento aos seis anos.

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Transcrição completa

0:00 Dicionário das Crianças com Nuno Simões do Gymboree Play & Music Portugal Uma conversa semanal com especialistas sobre o dia-a-dia da parentalidade e do desenvolvimento da primeira infância Para pais, avós e educadores de crianças do género aos 5 anos O conteúdo deste programa é meramente informativo Independentemente das opiniões expressas pelos nossos convidados Deverá sempre consultar o seu médico, terapeuta ou pediatra. Alô! Olá Nuno! Tudo bem Paula? Tudo bem, e tu também? Também, tivemos aqui um soluço no nosso arranque. Parece que sim. Como estás? Eu estou bem e tu também? Ótimo, muito obrigado por este tempinho que tu me vais ceder. Nada, o prazer é meu, obrigada pelo convite. Ora é essa. E antes de mais, queria-te apresentar aqui à nossa audiência, com a tua ajuda.

1:14 Tu és jornalista, mesmo, vens do iniciozinho, a tua formação é nesta base, é isso? Sim. A minha formação é jornalismo mesmo. Sou licenciada em jornalismo, comunicação social, vertente de jornalismo e, portanto, sempre trabalhei nesta área. E tu estás cá em embaixo ou lá no Porto? Eu sei que tu és uma... Sou tripeira. Uma imigrante. Sou tripeira. Se há aqui, se houver aqui fãs dos Gatos Fedorentos, posso dizer que sou de Ermesinde.

1:38 Pode ser que isto soa alguma coisa a alguém. Mas estudei no Porto, fiz lá o secundário, depois vim fazer a faculdade aqui a Lisboa, no ISCSP. E pronto, depois fiquei por aqui a trabalhar, até hoje. E tu desde há muito tempo trabalhas em jornalismo assim mais infantil, não é? Não, não, não. Não, não, não. Eu trabalho, bom, antes de mais deixa-me dizer-te que eu sou jornalista, trabalho na Visão Júnior, sou a editora da Visão Júnior, que é a única revista port tem já 16 anos nas bancas, mas eu só cá estou há dois anos e qualquer coisa.

2:28 Portanto, eu ainda sou uma criança na Visão Júnior. Antes disso, trabalhava numa área completamente diferente, televisão, entretenimento, mas pronto, mas a vida dá-se em alguma... Mas antes disso ainda já tinha estado na parte da edição mais infantil, mas já outras revistas, a Barbie? Sim, sim. No início eu fiz o meu estágio na Visão há 20 anos e depois fui trabalhar para o departamento das revistas infantis. Sim, tinha a revista da Barbie e muitas outras.

3:01 É verdade, já nem me lembrava disso. E depois trabalhei nessas revistas infantis fazia uma, fiz várias, sim sim, trabalhei em revistas infantis, mas já lá vai muito tempo Muito bem, olha eu tenho aqui uma lista de perguntas sobre o que é que é isto, escrever para para crianças ou para um público mais juvenil e gostava imenso de conhecer melhor este mundo porque por azar da vida também tenho que escrever de vez em quando algum copy para os anúncios do Jimboree, ou um post num blog, ou desenhar um guião para um vídeo, e já é difícil o suficiente um adulto estar a escrever para adultos, mas deve ser muito mais difícil um adulto escrever para crianças.

3:42 Eu se calhar começava por te perguntar o que é que te dá mais gozo escrever neste campo? Se tens, assim, uns temas preferidos, se preferes assuntos mais sérios, assuntos mais ligeiros, como é que funciona contigo? Olha, por acaso fazem essa pergunta muitas vezes, inclusive às crianças. Mas eu já te explico quando é que elas nos fazem essas perguntas. Olha, eu gosto de escrever sobre tudo e isso tem sido o mais interessante desde a minha entrada na Visão Júnior, como disse, há pouco mais de dois anos.

4:14 Foi o facto de, é o facto de eu poder escrever sobre qualquer tema, porque todos os meses nós decidimos que assuntos é que vamos tratar, que artigos é que vamos fazer, qual será o tema de capa. decidimos que assuntos é que vamos tratar que artigos é que vamos fazer, qual será o tema de capa e temos sempre duas preocupações, ou seja temos que ter temas que agradem ou que possam agradar aos nossos leitores que vão desde os 6, a partir do momento em que começam a ler até aos 14, 15. Isso só por si já é uma dificuldade, ou é um desafio, não é uma dificuldade, mas é um desafio porque são faixas, são idades muito diferentes, aquilo que um miúdo de 14 anos interessa-se por assuntos que um de 6 está longe sequer de pensar ainda. E, portanto, quando escrevemos temos de ter isso em atenção, Que é uma faixa de dados muito alargada. Depois, também nos saúde, nós tentamos ter um conteúdo variado.

5:35 Há temas que são mais complicados do que outros de tratar, não é? Muitas vezes, quase sempre, contamos com a ajuda de especialistas, por exemplo, posso dizer que aqui há uns meses tivemos uma capa que nós achamos que era importante, porque tudo isto que nós estamos a passar, crianças e adultos, que era as emoções. O que são as emoções, não é? Obviamente que para escrever sobre emoções já é complicado, para adultos, para crianças ainda mais, não é? Porque há conceitos que nós, para nós são tão óbvios, e como explicar isso às crianças?

6:08 E tive a ajuda de uma psicóloga, e depois foi descomplicar aquilo, porque li várias coisas, e por exemplo, lembro-me de ter ouvido uma entrevista, uma curta entrevista do António Damásio, em que ele falava da diferença entre o que eram sentimentos e emoções. Sim, sentimentos e emoções. Nós próprios adultos confundimos, não é? Portanto, como explicar o que era um sentimento e uma emoção a uma criança? São desafios, são desafios.

6:43 Mas, às vezes, têm alguma dificuldade. T desafios, são desafios. Mas às vezes tem alguma dificuldade, temos todos, não é? Quem escreve para crianças sente isso, uns mais que outros, não é? Eu tenho por exemplo um colega meu, um jornalista que é Luís Almeida Martins, um jornalista um excelente jornalista com mais anos de carreira do que eu de vida e é incrível a maneira como as coisas lhe saem, como é que uma pessoa de setenta e poucos anos consegue entrar na cabeça de miúdos de cinco e seis, sete e ele entra com uma facilidade, quem me dera não é? Mas é mais fácil para uns do que para outros Sentes quando estás a escrever que tens que descafeinar o teu vocabulário para chegar a esses clientes?

7:25 Sim. Ok. Sim. Onde é que isso nasceu dentro de ti? A experiência? Porque é super complicado, não é? Ou ficas mesmo ali pela rama? Ou não sei. Não, a ideia não é ficar pela rama nunca. A ideia é simplificar, mas de uma maneira honesta, intelectualmente honesta. Não vamos ficar pela rama, as coisas têm que ser ditas, têm que ser explicadas aquilo que são. Por exemplo, posso dizer que na revista nós temos uma secção que se chama descomplicómetro.

8:08 Não aparece em todas as edições, mas de vez em quando nós temos o descomplicómetro e tentamos descomplicar temas que a partir são os temas dos adultos, né? É que os miúdos ouvem nas notícias, na televisão ou na rádio, quando vão no carro com os pais e ouvem falar sobre o vírus e ouvem falar notícias, na televisão ou na rádio, quando vão no carro com os pais, e ouvem falar sobre o vírus, e ouvem falar sobre as vacinas e não sabem o que é uma vacina, não percebem o que é uma variante de um vírus, mesmo nós, às vezes temos que andar a pesquisar no Google, então posso dizer que, por exemplo, deste mês, na revista que está nas bancas, o descomplicómetro é o que é uma variante do vírus.

8:46 Há dois meses foi como funcionam as vacinas. Ou seja, não ficamos pela rama. Explicamos de uma forma simples, mas com honestidade, não é? E com seriedade. Com seriedade. Pode explicar como é que é o processo de seleção de temas para escrever no próximo tema? Como é que vocês fazem? Vocês reúnem-se? Tens um milhão de ideias que vais roubando todos os dias? Pedem muita ajuda? Seguem as tendências? Como é que se escolhe?

9:18 Sendo nós uma revista de informação, estamos sempre atentos à atualidade e se há algum tema de atualidade que se destaca, nós fazemos por tê-lo na revista. Este caso que eu te dei das vacinas e das variantes do vírus é um exemplo, não é? Tentamos também, para além da atualidade, pensar, como disse há pouco, em assuntos que possam ser, que nos pareçam ser de interesse das crianças. Temos um milheiro de ideias, temos, o ideal era termos um milheiro cheio de ideias, nem sempre acontece, não é?

9:56 Mas o dia-a-dia, o facto de todos os dias lermos notícias e vermos o que é que está a acontecer no mundo, de estarmos atentos ao que as crianças à nossa volta dizem, não é? Eu sou mãe de um miúdo de 11 anos, portanto também consigo perceber o que é que ecoa lá dentro, o que é que pode ser interessante para ele, pergunto aos meus amigos que têm filhos, sei lá, tudo é uma fonte de ideias.

10:28 E depois temos uma outra fonte de ideias fantástica, que é, nós temos um grupo de consultores da Visão Júnior, que são cerca de 60 consultores e são crianças de todo o país. E algumas não vivem sequer em Portugal. Vivem em França. Acho que este ano, nós temos consultores em França. Todos os anos nós lançamos o desafio aos nossos leitores, quem é que quer ser consultor da Visão Júnior.

10:59 E o que é que acontece? Durante um ano, eles têm um canal direto connosco. Eles enviam-nos as suas críticas, as suas sugestões e críticas boas e más. Não há cá problema nenhum em dizer-nos o que está mal. E nós, por exemplo, no mês passado, salvo erro, tivemos três ou quatro conversas por Zoom, com todos eles. Tivemos que dividir em várias, porque eram muitos, com todos eles. E para tomar o pulso às coisas, para saber o que é que eles achavam da revista, o que é que estava bem, o que é que estava mal, o que é que gostavam de ler, que temas é que gostavam de encontrar na revista e não encontram. Tudo o que nós nos lem lembramos nós quisemos saber o que é que eles pensam e daí recolhemos muitas, muitas ideias, boas ideias e eles próprios podem participar também com textos e com ideias deles. Portanto, há aqui um canal aberto e este nosso ninho de consultores é muito bom, é muito importante.

12:07 Olha, como é que se faz uma revista destas? Eu imagino que tenha uma equipa por trás fixa e variável, grande, tens de trabalhar com fotógrafos, tens de trabalhar com gráficos, fontes, sei lá, isso tem que ir a imprimir a um lado qualquer, imagino que seja uma logística complexa, vocês estão sempre a queimar as horas, tem que estar sempre aquela pica da véspera e da ante nem numa revista semanal, não é? Somos uma revista mensal, por isso dá para fazer as coisas com tempo.

12:48 Não temos, no entanto, só a revista em papel. Temos também um site, temos redes sociais. Nós fazemos parte da visão, não é? A Visão Júnior faz parte da visão, faz parte da redação da visão. Portanto, toda a redação da visão é nossa, a redação da Visão, portanto toda a redação da Visão é nossa, se precisarmos da colaboração de algum dos nossos colegas temos lá. uma colega de designer gráfica que trabalha connosco da visão e que faz todos os meses a visão júnior a nossa estrutura temos a Cláudia Lobo que é a diretora eu sou a editora e depois temos colaboradores temos ilustradores que fazem um trabalho fantástico que dão imensa cor e vida à nossa revista temos colaboradores fixos como o fantástico Luís Almeida Martins de que eu estava a falar há pouco que é o responsável pela rubrica de história de Portugal, que conta histórias fantásticas de uma maneira fabulosa, tem fãs fãs que escrevem a pedir opinião sobre o Luís Almeida Martins a dizer o que gostaram de ler fãs portanto, não temos essa pica a equipa fixa é pequena mas como digo, estamos integrados numa redação grande os fotógrafos são os fotógrafos da visão os fotógrafos da visão os fotógrafos da visão são quem trabalha connosco, os nossos colegas e de resto é o habitual Olha, opa, eu já te ouvi dizer a ti, mas também já ouvi outros jornalistas te dizerem que vão desgravar uma entrevista se eu desgravasse uma entrevista que tivesse gravado ficava horrorizado porque ia perder o meu trabalho todo mas não é isso que vocês querem dizer, não? Não, desgravar uma entrevista. Se eu desgravasse uma entrevista que tivesse gravado, ficava horrorizado porque ia perder o meu trabalho todo.

14:45 Mas não é isso que vocês querem dizer, não? Não. Desgravar uma entrevista é quando gravas a entrevista, o som, quando tens o som, depois chegas a casa e tens que passar para o papel. Sim, mas eu queria dizer que isso não quer dizer desgravar uma entrevista. Eu queria deixar aqui um réptil para vocês mudarem esse termo. Que baralha muitas pessoas à vossa volta. Não desgravem uma entrevista. Eu queria deixar aqui um repto para vocês mudarem esse termo.

15:08 Baralha muitas pessoas à vossa volta. Não desgravem as entrevistas. Baralha as pessoas. Eu nunca vi ninguém baralhado com isso. Quando eu ouço isso, fico horrorizado. Não desgravem a entrevista. Ficava ótimo na vossa revista. Olha, se talvez seja mais descansado, eu desgravo por causa das entrevistas porque eu sou uma jornalista velha. das velhas então a maior parte das vezes eu escrevo, tiro apontamentos muitos apontamentos à mão numa letra que eu depois não consigo ler mas pronto, mas tiro muitos apontamentos para não desgravar as entrevistas porque realmente é uma seca mas sabes que há muitos anos, há muitos anos ainda eu não era jornalista, nem pensava ser jornalista nas redações havia pessoas que tinham essa função, os jornalistas chegavam com os seus sons e depois passavam às pessoas que desgravavam as entrevistas para papel era um tempo em que as redações eram diferentes e havia muita gente a trabalhar e os jornalistas tinham mais tempo a fazer o seu trabalho assim, puro e duro.

16:09 Muito bem. Olha, como é que tu achas que a visão júnior chega às crianças? Achas que é por iniciativa dos pais? Achas que são as crianças, são as escolas, são as bibliotecas? Onde é que está a semente de que vai chegar a vossa revista aos vossos leitores finais? Eu posso ir um bocadinho atrás, não é não porque eu tenha lá estado, mas isto pronto porque a diretora da revista Cláudia Lobo, minha colega estava lá e foi uma das pessoas que criou este projeto e que me contou que a Visão Júnior surgiu como eu te digo há 16 anos no verão em que se achou que a visão júnior surgiu, como eu te digo, há 16 anos, no verão.

16:46 Em que se achou que se devia fazer uma revista para os miúdos. Para no verão eles também terem... Os pais tinham a visão e os miúdos tinham a visão júnior. E eu salvo erro, não era semanal como a visão, mas era quinzenal. E eles pensaram fazer, quando se lembraram de fazer uma visão júnior para esse verão, era para isso mesmo, era para o verão, era um projeto de verão.

17:12 Só que, quando terminou o verão e terminou a visão júnior, chegaram à redação, não mails, mas cartas, naquela altura, nem, muitas cartas, centenas e centenas de cartas a pedir para a Visão Júnior continuar. Porque os miúdos tinham gostado mesmo do projeto. E assim foi. E a partir daí a Visão Júnior continuou, mas num formato mensal, já não quinzenal, mas mensal. A Visão Júnior chega muito às crianças através das escolas, através dos professores.

17:52 Nós temos, por exemplo, campanhas de assinaturas para escolas, para as bibliotecas escolares. Eles em muitas bibliotecas escolares, de escolas do país todo, têm a visão júnior na sua biblioteca. Pois também é curioso porque nos chegam muitos pedidos de editoras de manuais escolares a pedir-nos para publicarem excertos de artigos nossos, portanto, muitas vezes nos manuais e nos testes de português, e não só, estão lá pequeninos excertos de textos da Visão Júnior.

18:22 Também já tivemos esse feedback de miúdos que conheceram a visão júnior porque liam os textos no manual da escola e depois achavam piada e perguntaram aos pais o que era aquilo e pediram aos pais para comprar a visão júnior também acontece de facto leitores da visão, pais comprarem aos seus filhos e comprarem na banca ou torná-los assinantes. Portanto, a visão chega de várias formas. Mas eu acho que o papel das escolas e dos pais leitores é grande.

19:00 Olha, vocês têm algumas iniciativas interativas com as crianças, colocam em votação certos temas, qual é o livro mais fixe, certos detalhes de cidadania. Podes-me falar um bocadinho sobre esse projeto e que tração é que está a ter? Sim, temos um projeto muito fixe que se chama Miúdos a Votos, qual o livro mais fixe? É uma iniciativa da Visão Júnior que é organizado com a rede de bibliotecas escolares.

19:28 É uma iniciativa que já tem cinco anos. Este ano estamos na nossa quinta edição. E o que é isto dos miúdos avós para o livro Mais Fiche? É um projeto que tem como objetivo conciliar duas vertentes da leitura e da cidadania. Todos os anos, as escolas que quiserem, os alunos e as escolas que quiserem participar nesta iniciativa, nos Miúdos a Votos, têm que se recensear junto de nós.

20:00 E depois têm que escolher qual é o livro que vão defender. E todo o processo, o processo dura quase o ano letivo todo. Eu não quero estar a dizer disparados, mas acho que vai de novembro até abril este ano as eleições. das escolas, depois há a escolha do livro candidato, e o livro candidato pode ser um aluno de uma turma só a defender o seu livro, a propor o seu livro como livro candidato, pode ser um grupo de colegas, pode ser uma turma inteira, e propõem o seu livro candidato ao livro mais fixe.

20:39 Sim, e é uma iniciativa que vai do primeiro ano até o décimo segundo portanto todos os níveis de escolaridade e depois de escolherem o seu candidato passam por todas as falas de umas eleições políticas, têm a campanha eleitoral, fazem uma campanha eleitoral junto da escola e podem fazer cartazes, manifestações organizar debates e olha que fazem isto tudo, podcast, que depois são transmitidos na Rádio Miúdos, vídeos, todo o tipo de suporte.

21:14 Podem fazer campanha através de todo o tipo de suporte. Tenho aqui alguns números. Só para teres uma ideia, este ano, e este ano é um ano atípico, não é? Este ano é um ano atípico. Temos 600 escolas inscritas. 600 escolas inscritas, isto são milhares. Só na primeira fase, na fase em que escolheram, em que propuseram os seus livros candidatos, tivemos mais de 23 mil alunos a participar nesta iniciativa. E, como digo, nós temos o apoio da Comissão de Eleições, que são eles que contam os votos, porque há urnas, há uma data das eleições, que este ano é dia 5, 27 de abril.

21:58 27 de abril são as eleições. Há urnas nas escolas, todo o processo é como uma campanha, umas eleições políticas, o escrutínio dos votos é feito pela Comissão Nacional de Eleições e depois há os resultados. E uma coisa muito importante é que isto não só lhes dá a conhecer e a possibilidade de participar numa campanha eleitoral, numas eleições, saber como é que tudo se processa, quando os pais vão votar o que é que é aquilo, o que é que são os tempos de antena porque eles também fazem tempos de antena, que passam na rádio miúdos, fazem tudo eles conseguem perceber o que é que são umas eleições, quais são os vários processos e depois é esta vertente da leitura, não é?

22:44 E aqui há dois aspectos que considero muito importantes que é o primeiro eles podem propor o livro que quiserem não tem que ser o livro que os professores dão na aula faz parte do currículo não pode ser um livro qualquer mesmo que os pais professores achem a não tem interesse não interessa para eles têm interesse para eles é o livro mais fixe e portanto querem lê-lo e querem que os outros o leiam, isto já é por si fantástico portanto quando os professores fazem uma força para os levar para ali, eu diria não façam a ideia é eles escolherem o livro mais fixe e não o livro que os professores acham que é o mais fixe ou que eles deviam ler, não é?

23:26 e por outro lado, isto faz com que livro que os professores acham que é o mais fixe, o que eles deviam ler, não é? E por outro lado isto faz com que com que os miúdos que estão no projeto e que estão a apresentar o seu livro candidato e a fazer campanha por ele, entusiasmem os colegas a ler esses livros, não é? E pronto, eu acho que isto é muito importante e é um orgulho para mim sinceramente, fazer parte disto tudo, porque acho que é uma iniciativa ímpar e mesmo muito importante. Vou botar só aqui um número. Há dois anos, eu apontei isto para o caso, isto virá a atuar o assunto, há dois anos votaram 78 mil, mais de 78 mil alunos nas eleições nacionais.

24:06 Isto quer dizer que este número de votos dava para eleger dois deputados para a Assembleia da República pelo círculo Portalegre. Portanto, eles estão a brincar, não é? Estão a brincar. Olha, achei muito fixe quando contaste e queria te dar os parabéns. Obviamente que isto promove a literacia, promove a cidadania. Sou muito fã de pôr-nos as crianças a lerem quanto mais cedo melhor, porque, pronto, fica o gosto e é uma semente que cresce forte.

24:38 Em relação, por exemplo, à questão das notícias, tu achas que a gente pode promover, acho que é favorável promover o gosto pelas notícias e vocês têm esse objetivo e eu acho que casava isto com a minha próxima pergunta, como é que isto se faz num contexto destes estímulos todos da internet, dos jogos, do YouTube, a pressão dos pares, não é? Que muitos deles não estão realmente a ler e acabam por nos puxar para outro tipo de entretenimento.

25:04 Eu acredito que isto seja uma coisa que vos preocupe e que tenham debatido a fundo, já chegaram a alguma conclusão? Eu acho que essa é a pergunta do milhão de dólares, não é? E não é só para nós, é para toda a gente. É para todas as pessoas que, para todas as revistas, todos os sites que se dirigem a crianças, é para todos os pais, não é?

25:23 Há aqui uma grande fatia do tempo dos miúdos e da atenção que é canalizada para os ecrãs, para os telemóveis, para os videojogos, não é? Mas eu também acho que é injusto falar dos miúdos e da dificuldade dos miúdos na leitura das notícias porque os próprios pais também estão muito, também uma grande fatia do tempo dos pais é passada em frente a ecrãs. E não é só num ecrã, muitas vezes os pais estão no sofá, a ver televisão e com o telemóvel na mão.

25:50 Portanto, quem somos nós para estar a dizer aos miúdos para deixar o telemóvel, não é? Por outro lado, os jornais e as revistas vendem menos, quer dizer que há menos pessoas a comprar jornais e revistas e a lê-los. Portanto, se há menos adultos a lê-los, também é natural que haja menos crianças a comprar jornais e revistas e a lê-los, portanto se há menos adultos a lê-los também é natural que haja menos crianças a ler, não é?

26:07 Porque isto de ler também é um bocadinho um hábito que se vai ganhando, não é? Não é matemático, obviamente eu adoro ler e meu filho não gosta nada de ler para ele é um tormento ler e eu adoro ler me encosta-me imenso que isto aconteça mas pronto, somos todos diferentes. Sim, isso é complicado, como é que nós os cativamos, não é? É difícil, é uma pergunta difícil, não sei, não tenho uma resposta, quem me der a mim ter uma, quem me der a mim ter uma resposta Quem me der a mim ter a resposta para isso, quem nos der a todos, não é?

26:49 Sabes de algumas boas práticas noutros países ou com sei lá, com outros canais. E se vocês acabaram de... Se tu acabaste de me explicar das eleições, é uma forma de gamificação da leitura, que resulta como tudo. Se tu fores olhar para essa tendência da gamificação, tem transformado todos os mercados. O Airbnb, o Uber, o Tinder, tudo é uma forma de transformar um jogo, uma coisa que, pronto, tem algum interesse no mercado, mas transformado num jogo, o interesse explode.

27:23 Portanto, vocês com as eleições gamificaram um bocadinho a questão da seleção de um livro, motivar as crianças à volta desse tema. Eu não diria gamificar, não usaria essa palavra. Não gostas dela, mas não quer dizer que não esteja a acontecer um bocadinho aí. Pois, não sei. Aqui acho que não estamos de acordo. Mas não tem que ser, repara, não tem sentido pejorativo. Eu sei que não, eu sei que não estamos de acordo mas não tem sentido pejorativo a cada parte eu sei que não, eu sei que não tem sentido pejorativo mas acho que não é a palavra que explica melhor todo o processo há aqui sim uma uma preocupação em envolvê-los envolvê-los num processo que não é necessariamente de gamificação, mas é envolvê-los num processo, eles não são só espectadores, eles fazem tudo aquilo ninguém está a dizer qual é os livros que têm de ler, que têm de votar, que têm de fazer são eles que fazem isso e e fazer, são eles que fazem isso. E eu não gosto da palavra missão, muitas vezes é associada ao jornalismo, eu não gosto nada dessa palavra, mas isso é uma questão pessoal. Mas um dos objetivos da visão júnior é trocar o mundo por miúdos, é um slogan, mas é trocar o mundo por miúdos. É explicar aos miúdos o que é que se passa no mundo.

28:49 Não sei se conseguimos sempre, todos nós que estamos a fazer isto nos vários revistas e jornais do mundo e nos sites de informação para miúdos estamos a conseguir, mas é um esforço que vamos fazendo, não é? Sempre, sempre. Claro que vamos tentando cativar com temas divertidos. Posso, por exemplo, mostrar a capa, não funciona muito bem porque a capa fica ao contrário, mas a capa que está nas bancas deste mês o título é peraí está ótima per o título é peraí está ótimo peraí, peraí que nojento pronto, que nojento líquidos repugnantes gases mal cheirosos substâncias viscosas que o teu corpo produz e que te mantém saudável portanto, fui eu que escrevi este artigo e eu falo de puns, arrotos, ranho, vómitos, bolhas nos pés, chulé. Pronto.

29:54 Por máximo. Sim. Mas pronto, é um artigo sobre o corpo humano, sobre biologia, o que é que isto nos faz. Portanto, há várias maneiras de pegar nos temas, não é? E estamos a falar e estamos a dar informação é sobre, é corpo humano é biologia, como é que tu funcionas mas claro que se pudermos falar destas usarmos estas palavras proibidas que fazem toda a gente rir um bocadinho de punos e arroz e vómitos portanto, cantamos dessa maneira também, não é?

30:23 Eles adoram. Muito bem. Paula, eu tinha aqui uma segunda parte da nossa conversa que eu queria fazer e que não tem muito a ver com jornalismo, mas tem a ver com uma coisa muito gira que se passa com a tua vida e tu tens um filho que está a estudar dança. Sim. E isso é todo um mundo que eu acho que muita gente não está consciente das dificuldades do que é educar um bailarino, mas ainda na idade do teu filho, que tem apenas 11 anos e que eu implico imagino que tem imensas dificuldades logísticas que eu te convidava a partilhar connosco a questão de a vida de um bailarino, a vida profissional não é muito longa, portanto eles têm um tempo de balado de pico e depois têm que escolher outra coisa para fazer, imagino que isso te preocupe também como mãe Ainda não cheguei ainda não cheguei a essa preocupação uma preocupação de cada vez Mas como é que tudo começou?

31:16 Começou por um interesse extremo dele, tu tiveste, vocês deram um empurrãozinho Não, não, nunca dei nenhum empurrãozinho, nem pensei nunca em escrever o meu filho no balé, no infantário, foi onde ele começou, no infantário sabes que há o karaté, há o balé pronto, não é? Há o jimboree Há o jimboree no infantário dele não havia o jimboree nem havia aqui o jimboree onde nós vivíamos mas nos infantários e nas creches há sempre estas atividades extracurriculares, não é?

31:45 E havia o Karaté, e havia o balé, e havia mais não sei o quê. E o Guilherme tinha 4 anos, quis ir para o balé, claro, que foi o único rapaz, não é? Daqueles 2 anos que esteve ali, até ir para a primária, foi o único rapaz no balé. Era sempre a estrela da companhia. Portanto, não foi nenhum empurrão nem não me passou pela cabeça quando ele disse que iria para o balé achei o máximo porque eu gosto imenso de dança e depois quando foi para a primária aí já não aí foi para uma escola foi para uma escola da escola de dança Ana Mangericão e passou a ter aulas numa escola que é uma boa escola uma escola com tradição alguns professores lá da escola são professores também do Conservatório Nacional onde ele está agora e fez esses 4 anos da primária lá na escola da Ana Mangericão e quando terminou o primeiro ciclo nós quisemos saber o que é que ele pretendia ou matricularmos numa escola normal ou ele ia para o conservatório e ele disse que gostava de experimentar o conservatório, de fazer audições para o conservatório em Lisboa é muito difícil para entrar nós achávamos que seria mais fácil pelo facto de ele ser rapaz porque como imaginas há muito poucos rapazes. A porcentagem de rapazes é muito pequena no ballet.

33:10 E então eu pensei que poderia ser mais fácil para ele. Mas não era assim tão matemático. Eles eram poucos rapazes a tentar entrar e mesmo assim não entraram todos. Ele entrou,ou claro ficou contente nós também pois há toda uma logística como é que são os horários do Guilherme ele deve ter que passar imenso tempo em trânsito ou ele aprende tudo lá no conservatório as outras disciplinas académicas sim sim conseguem conjugar olha jornada?

33:42 Olha, ele tem o horário dele, ele tem as aulas, tem as académicas e tem as aulas de dança. Portanto, tem lá tudo na mesma escola, no conservatório, que fica ali no bairro Alto, em Lisboa. E as aulas de dança são misturadas com as aulas académicas. Ele pode ter português e a seguir ter TDC, que é técnicas de dança clássica, e a seguir tem cidadania, como os outros miúdos.

34:09 Como tem estas aulas de dança, tem a dança clássica, tem as danças tradicionais, tem a preparação física, tem a expressão criativa, portanto a carga horária destes miúdos é muito maior. Ele está no sexto ano. Normalmente ele entra às oito e um quarto e normalmente sai entre as quatro e as cinco. Eles têm talvez mais oito ou dez horas por semana do que os miúdos na escola normal. Penso eu que será isso.

34:38 Pelo que me dizem, a partir do sétimo ano isto vai ser ainda mais complicado. Começam a ter mais disciplinas e os horários ficam ainda mais apertados e pronto vamos ver como é que fica No inverno deve ser uma violência, não é? Porque ir para casa e por cima não moram perto do conservatório, portanto são ali umas horas valentes de transporte onde ele tem que estar realmente dedicado àquilo, não é?

35:00 Sabes que há muitos miúdos, as turmas são muito pequeninas no conservatório a turma dele no ano passado tinha nove alunos, este ano são dez mas há miúdos de vários não são todos de Lisboa, não é? tem colegas que vêm do Barreiro todos os dias tem colegas que vêm de Via Longa tem colegas que vêm ali da zona de Cascais uns vêm de carrinha contratada como era o nosso carro, outros vão de transportes.

35:28 O que eu te posso dizer é, por estes dois anos que ainda não terminaram no conservatório, quando um miúdo entra para o conservatório de dança, a família toda entra para o conservatório de dança. E este ano que passou não houve o espetáculo final, portanto também não houve os workshops de verão, também não houve os ensaios e tudo mais mas quando há quando é um ano normal e não é esta normalidade que nós estamos a viver as famílias vivem e deixam de ter os sábados e os domingos livres e os fins de tarde porque levar o miúdo para o ensaio levar o miúdo para o espetáculo para aqui e para ali, tem que ser é um esforço da família toda.

36:06 Ele está a conseguir ter aproveitamento nas disciplinas todas? Eles não deixam ficar para trás nessa parte? Não, não, não. Porque pode haver realmente um miúdo que nasceu para dançar e que tudo o resto deve ser um tédio para ele, não é? Quer dizer, português, geografia, história. Eu gosto até de dançar, não é? Eu consigo perfeitamente imaginar-me resistir a todo o conhecimento que me quisessem empurrar pela boca abaixo, mas pronto, claramente que tens isso resolvido.

36:35 Como é que é a dieta do Guilherme? Ele deve comer imenso, não é? Quer dizer, toda essa atividade física, não, é um piscozinho. É um pisco. É um pisco, isso é um problema que as pessoas estão sempre a dizer, o Guilherme não tem músculo o Guilherme precisa se fortalecer, o Guilherme não sei o que o Guilherme é muito magro o Guilherme é um pisco para comer e ainda não deu aquele pulo que os miúdos vão dar, portanto ainda tem umas perninhas da alfinete como a mãe é tudo ele, coitadinho enfim tentar imaginar o que será o bailarino dali ainda é um esforço, é um exercício de imaginação mas não eles a partir de uma certa idade a partir daquela certa idade dos rapazes, aquilo pronto adolescência, testosterona, vai criar muito músculo muito, comem muito e aí eles não têm o problema das miúdas, não é?

37:26 As miúdas é mais complicado, têm que manter aquele peso e aquele corpo, aquelas estruturas. Rapazes não, se tiverem muito músculo e forem uns matulões, quanto mais matulões, melhor, não é? Sim, vai arrebentar aí com a tua... Com a minha dispensa. Pois. Eu tenho uns rapagões agora, eles não são bailarinos, mas fazem desporto atualmente. Nas minhas semanas eles viram aqui, viram a despensa e o frigorífico e o congelador e deixam-me aqui.

37:54 Parece que houve uma guerra e fomos espilhados. Olha, e há tempo para brincar e para descomprimir? Ele consegue distrair-se com algumas coisas? Ou é só dança? tem que praticar em casa está super focado, como é que funciona? Eu não queria muito estar a falar sobre o Guilherme, não é? Porque ele tem direito à sua privacidade, eu não queria estar aqui a expor-lo demasiado nesse aspecto Ok Mas assim, de uma forma geral da vida de um aluno do conservatório é muito intenso é muito intenso são muitas horas na escola e fora da escola convém que eles trabalhem também e nem todos fazem isso só os mais empenhados os mais empenhados e os que têm uma paixão louca por isso terão mais facilidade e os outros verão nisso uma dificuldade, não é?

38:49 Porque realmente a dança é mesmo muito exigente e ser aluno no conservatório é mesmo muito exigente. E o Guilherme, neste caso o Guilherme, que teve este contratempo, como todos os miúdos do mundo, no primeiro ano do conservatório, terminarem as aulas por causa da pandemia, portanto, o terceiro período foi todo as aulas de dança feitas em casa. Posso dizer que às vezes estava a trabalhar em casa e ao meu lado estava ele a dançar folclore do Minho, a dançar uma música de rancho do Minho, do Douro Litoral e aos saltos, coitadinho, todo vestidinho com o sofotinho, ali toda aprimadinha a dançar rancho ou então a ter aulas de balé agarrada a uma cadeira e a professora dizer, não pode ser porque essa cadeira está sempre de um lado para o outro e tu não estás estável e depois a sala não é grande o suficiente para a professora ver da cabeça aos pés.

39:48 Ter aulas de balé em casa foi mal. Este ano a mesma coisa, não é? Eu tenho tido aulas de balé em casa e é mal para todos os miúdos, não é? Para todos os miúdos que têm estas aulas, os de música também sentirão a mesma dificuldade. É complicado. para todos os miúdos que têm estas aulas os de música também sentirão a mesma dificuldade é complicado mas pronto, isto agora vai abrir, vai abrir se tudo correr bem e portanto o terceiro período vai ser na escola e eles estão cheios de vontade de voltar aos estudos de dança e terem as aulas acompanhadas pelo seu professor acompanhador ao piano e isso dá-lhes logo um ânimo diferente Muito bem Paula, desejar super sorte e odiar-me na sua aventura. Obrigada Prometer que vou comprar a tua revista dos pons porque estou muito curioso com esse teu artigo Não te vou pedir o PDF pelo Telegram nem pelo Whatsapp Eu não dou É um fenómeno horrível aí de piratear o vosso trabalho.

40:49 Mas pronto, vou à banca, vou comprar. Apesar de eu ter um espiãozinho lá na tua redação que podia, em teoria, roubar uma revista qualquer, eu vou pagar ali uns euros, mas pronto, eu vou comprar. Está bem? Acho que fazes muito bem. Podes comprar através de casa. Podes ir à loja online da Tini e comprar mesmo a bolsa uma edição, só esta edição, por exemplo. E entregam aqui em casa?

41:10 E entregam aí em casa, em poucos dias, dois ou três dias. Está feito. Fechado? É. Ok. Olha, obrigado por tudo. Um beijinho. Obrigada, Nuno. É que agradeço o convite. Foi um prazer falar contigo. Eu também. E vou-te ligar em breve porque tu estás quase a fazer anos é verdade vá, um beijinho grande tchau, um beijinho um beijinho tchau