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Dicionário das Crianças · Episódio 12

Produtividade e Gestão de Tempo — Sofia Quaresma

9 de fevereiro de 2021 · 54 min · com Sofia Quaresma

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Todos temos o mesmo orçamento diário: 24 horas que não se compram nem se vendem. É a partir desta evidência que Nuno Simões conversa com Sofia Quaresma, licenciada em Gestão pelo ISCTE, com pós-graduação em Marketing Digital, que há 15 anos trocou uma carreira de sucesso na Siemens e na BSH por uma vida de empreendedora — primeiro como Master Franchiser da Helen Doron English em Portugal, depois como Directora na Mary Kay, e hoje como formadora em Produtividade e Gestão de Tempo.

A história começa com uma gravidez de risco que a obrigou a repouso absoluto — e foi na cama que desenhou o negócio que viria a crescer durante dez anos, ao mesmo ritmo que a filha crescia. Sofia não romantiza o percurso: fala dos casamentos que viu o franchising destruir, do dia em que a filha lhe disse que a mãe não tinha tempo para ela, e do pilar da gestão que mais lhe doeu — os recursos humanos, muito mais do que o dinheiro.

O coração do episódio é o método. Sofia defende que tudo começa na clareza — saber quem queremos ser daqui a 20 anos — e resume a produtividade numa fórmula simples: foco mais autodisciplina. Na prática, isso traduz-se numa agenda em papel organizada por blocos de cores, em que a primeira cor é o eu, a segunda a família e só depois o trabalho; duas ou três tarefas importantes por dia; prazos realistas por tarefa; o telemóvel na divisão mais distante da casa.

Há também um lado profundamente humano nesta conversa, gravada em pleno confinamento. A perda recente do pai, vítima de um glioblastoma, ensinou a Sofia que a vida é demasiado curta para a desperdiçarmos em scroll infinito — e que a meditação, a gratidão e o exercício não são disparates, mas as raízes da árvore que nos sustenta.

Para pais de hoje, divididos entre trabalho, casa e filhos, este episódio continua actual: a disciplina não tira liberdade, dá-a. Como diz Sofia no seu cartaz imaginário, "conquista a tua vida poderosa" — porque a vida é aqui e agora, e o futuro é já amanhã.

Neste episódio

Guia prático

A Brincar, A Brincar

O essencial do brincar com intenção, do nascimento aos seis anos.

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Transcrição completa

0:00 O Diário das Crianças com Nuno Simões, do Gymboree Play & Music Portugal. Uma conversa semanal com especialistas sobre o dia-a-dia da parentalidade e do desenvolvimento da primeira infância. Para pais, avós e educadores de crianças do gero aos 5 anos. O conteúdo deste programa é meramente informativo. Independentemente das opiniões expressas pelos nossos convidados, deverá sempre consultar o seu médico, terapeuta ou pediatra. Olá Sofia. Alô, boa tarde. Como estás? Bem disposta, sempre. Muito bem, obrigado por estares aqui connosco hoje. Eu é que agradeço, não antes que mais, grata pela oportunidade. Já estava há algumas semanas para te convidar e tenho estado a acompanhar um bocadinho aqui o teu trabalho e as tuas alterações de carreira e achei ótimo podermos falar aqui um bocadinho sobre não só aqui os teus superpoderes e estes cursos que tens estado a vender como a parte do empreendedorismo particularmente o empreendedorismo feminino no qual tens feito um trabalho ótimo e se calhar começávamos era por te apresentar tu és licenciado em gestão tu estás no ISCT há uns anos atrás numa outra vida se calhar já consideras que foi há uns anos e começaste com uma carreira corporativa e de um dia para o outro decidiste, não, eu quero trabalhar por conta própria, vou mandar isto tudo à vida e mais tarde ainda foste estudar e bem antes do tempo marketing digital, o que eu achei muito curioso como é que foi feito esse shift?

1:30 eu se calhar agora perguntava-te expressamente porque é que lembraste-te de estudar marketing digital há 5 anos atrás, quando ainda não estava quente e se pretendias trabalhar nisso diretamente ou se foi só para te ajudar nos teus projetos da altura? Olha, eu acho que nada acontece por acaso todo o meu percurso tem sido nos teus projetos da altura? Olha, eu acho que nada acontece por acaso, não é?

1:46 Todo o meu percurso tem sido peças do puzzle que se vão encaixando que não conseguimos compreender muito bem porque no início, mas tudo faz sentido o marketing digital há 5 anos atrás, veio por uma necessidade e foi uma teimosia porque eu não sabia trabalhar em SEO era só por causa disso. E eu tirei uma pós-graduação em Marketing Digital, que aconselho para quem queira saber muito de teoria, foi fantástico, mas mais uma vez foi a prova provada que não é daqui que nós aprendemos grande coisa, não é?

2:21 E só passado uns anos, eu já mexia com a ferramenta, com o Master Franchiser, na altura já tinha que mex coisa, não é? E só passado uns anos eu já mexia com a ferramenta com o Master Franchiser na altura já tinha que mexer, não é? Nós, quando criámos o negócio nem sequer havia Facebook, portanto tudo isso foi crescendo à medida também do negócio e foi uma necessidade que se impôs.

2:39 Portanto, fui estudar, aprendi alguma coisa, começou a ser mais fácil mexer na tecnologia, porque eu não nasci na era da internet, não é? Quando veio a internet estava eu no ISPT, portanto queria ter maior facilidade e de facto desenvolvi. Confesso que na altura comecei a pensar em criar outro projeto e inclusivamente comecei a pensar em criar outro projeto e, inclusivamente, comecei a desenvolver este projeto que eu estou agora em ação.

3:11 Portanto, nada acontece de facto por acaso. Foi um projeto que ficou, entretanto, na gaveta, como empreendedores. Estamos sempre a mexer com o marketing digital, como é óbvio, mas agora com muito mais força, porque a base do negócio é de facto digital. Claro. Ainda no campo destas formações, e eu acho que é uma coisa gira que se calhar muita gente não conhece, mas nós em particular vivemos aqui no mundo do franchising, se calhar conhecemos um bocadinho melhor, comprar-se uma franquia ou ser-se o master de um país é uma escola em si próprio, portanto a gente pode considerar isto uma faculdade, um segundo curso, porque não só pelas ferramentas que eles nos dão, também como experiência na prática do que é gerir uma rede.

3:52 Queres-me falar um bocadinho sobre isto, o que é que sentiste quando, e durante muitos anos foste master da Helen Doron English, que foi uma rede que cresceu imenso na tua mão, que memórias é que tens e o que é que achaste dessa escola em particular de marketing e gestão e de o que achares oportuno? Olha, então deixa-me só começar a contar o início da história, porque acho que é importante e pode impactar em pessoas que estão a ver, não é?

4:17 Porque eu fiquei com uma gravidez de risco, tive uma gravidez de risco e na altura estava numa multinacional, mas eu quando saí do ISCT, eu não fui logo para a multinacional. Eu fui muito teimosa e disse aos meus pais, eu não vou começar por aqui, porque iam as consultoras, os bancos à faculdade e eu disse, eu não quero começar por aqui, eu quero ir para uma microempresa.

4:38 E o meu pai achou muito disparado, mas porquê uma microempresa? E tudo faz sentido, porque eu precisei daquela escola da microempresa para montar depois a minha microempresa. Entretanto, aprendi imenso nesta multinacional. Para mim ainda é uma satisfação imensa, é um orgulho muito grande dizer que passei por lá. É uma empresa alemã que tem um sistema de trabalho muito concreto, muito disciplinado, muito metódico. Tu podes dizer qual foi a empresa, foi a Siemens, não foi?

5:03 Passei pela Siemens exatamente, depois pela BSH que é Bosch Siemens Home Appliances e passei no departamento de marketing fui trade marketing, tive o meu cargo, mais de 40 promotoras fazíamos a organização das feiras e exposições das várias marcas a nível de eletrodomésticos comecei com redes e telemóveis na altura ainda eram telemóveis tínhamos imenso dinheiro para investir, o que era espetacular, foi na altura alta das redes e dos telemóveis, portanto foi aí que aprendi imenso a fazer feiras de grande porta, a expo ao telecom, portanto coisas enormes.

5:39 Entretanto, fiquei grávida, mas a ansiedade, a desmotivação começou antes. Não era pelo que fazia, é porque eu achava que podia fazer mais. Nós chegamos a um ponto em que começamos a achar que podemos mais. Eu desde pequena, eu sempre disse que ia ter uma coisa minha, portanto, isto não nasceu de um dia para o outro, já andava há mesmo muitos anos. Entretanto, fiquei grávida, fui obrigada a ficar em repouso absoluto e, passada uma semana, fui à médica e a médica disse-me, Sofia, é repouso absoluto, é na cama, literalmente. E eu não estava de todo na cama porque não sou capaz de estar parada, mas eu percebi a mensagem e, de facto, a situação era grave porque podia ter tido a bebê com seis meses de gestação. A Catarina nasceu prematura, ainda com um mês, mas eu durante o tempo que estive na cama, literalmente, comecei a pensar no negócio, mas ainda com um sonho, uma visão, era uma coisa muito descrevida.

6:37 E encontrei o franchise que na altura estava a começar a dar os primeiros passos, era chave na mão, não é? E eu pensei, por que não? Mas euave na mão, não é? E eu pensei, por que não? Mas eu, na altura, não fui para o inglês, eu comecei com a matemática, porque eu gostava era de matemática, ligada a crianças, era um projeto inovador e a marca tem a matemática e tem o inglês. E eu comecei então a aliciar-me por aquilo, entretanto a Catarina nasceu, só quando eu fiquei bem é que fui assinar o meu contrato de franchise, comecei a procurar tudo o espaço e eu nunca começo uma coisa sem ter outra antes, eu em todos os meus projetos eu tenho feito assim e eu quando voltei à empresa eu disse que queria um contrato a part-time, queria passar a part-time e eles disseram que não, era impossível nem pensar e ainda bem que nem pensar, porque senão eu hoje não estava lá aqui, não é? Tudo acontece por um propósito.

7:30 Quando entrei no franchise, entrei como franchisada, e na altura éramos quase o projeto beta, como dizemos agora no digital, porque era uma rede que estava a começar em Portugal, não havia quase nada. Começámos, e passado muito pouco tempo, a casa-mãe perguntou-me se eu não queria passar a Master da região de Lisboa e foi aqui que eu comecei. Eu comecei passo a passo com a região de Lisboa, passado um ano comprámos o país e foi de facto um crescimento enorme. Desafios. Nós somos de gestão, mas de facto de gestão não sabemos nada.

8:07 Temos que pôr a mão na massa, aprender tudo. É a nossa empresa e é apoiar a empresa dos outros, que são os nossos franchisados. A casa-mãe é nossa, está muito longe, estava muito longe, era em Israel. Portanto, que hoje em dia, se nós virmos bem, não interessa. Nós já fazíamos reuniões via Skype era tudo a mesma coisa, mas na altura para quem está a começar parecia complicado, mas foi um crescimento muito grande, foi um orgulho imenso o trabalho que eu fiz adorei o trabalho que fiz o trabalho com este nicho de pessoas é extraordinário porque é de uma grande responsabilidade.

8:46 Temos os meninos na linha da frente que não têm problemas nenhums em dizer se gostam ou não gostam e temos os pais que é um público muito exigente e é uma grande responsabilidade que nós tínhamos em mão. Desenvolvi muitas ferramentas a nível de gestão, no formato mais prático, porque nós quando saímos da faculdade é tudo em grande escala é tudo a pensar em grandes budgets são empresas grandes e quando chegamos a uma empresa nossa é um budget mais pequeno as ferramentas têm que ser práticas e é isso que eu ensino hoje em dia aos clientes também e temos aqui a parte da adaptação da vida pessoal a vida familiar é tudo.

9:27 Há ali um ponto que deixa de haver vida própria, pessoal, familiar, porque somos tão absorvidos pelo arranjo do negócio e, mais uma vez, cada vez que abrimos um franchizado, é mais uma absorção que temos, porque, de facto, foi um investimento que a pessoa fez e temos que dedicar esse tempo àquela pessoa. Portanto, de facto foi uma grande escola que aconteceu aqui. Oh Sofia, a nível pessoal, como é que você geriu isso a nível familiar?

9:52 Porque não é fácil, o franchising às vezes destrói casamentos e... Ah, eu vi muitos a serem destruídos. Olha, o meu resistiu, acho que é um casamento muito sólido, mas vi muitos a serem destruídos, é verdade. é um casamento muito sólido, mas vi muitos a serem destruídos, é verdade. Eu costumo dizer que o meu negócio de 10 anos cresceu com a minha filha. Foram 10 anos de negócio e 10 anos da minha filha.

10:15 E tudo para o bem e para o mal. Foram 10 anos que eu nunca mais vou recuperar. E por isso é que eu também voltei a fazer essa mudança. Numa fase inicial, eu estive muito sozinha, porque estávamos a começar, a base de um ordenado, tem que sustentar tudo, não é? Quando nós começamos não tínhamos nada, mas depois quando passei a Master foi uma decisão familiar e aí o meu marido começou a ajudar-me no terreno, foi um bocadinho diferente e crescemos muito. Tivemos que que nos reorganizar tive a sorte de ter uns pais muito presentes eu acho que foi importante até ao dia em que a minha filha me espeta no coração a faca a dizer que eu não tinha tempo para ela e foi aí que eu voltei a mudar a minha vida Acredito nós podemos ficar aqui a vida toda a falar sobre isto que eu voltei a mudar a minha vida. Eu acredito. Nós podemos ficar aqui a vida toda a falar sobre isto, nós dois em particular, mas não vamos aborrecer a nossa audiência.

11:12 Então, a seguir a essa escola, foste para a Mary Kay, que é outra escola e que, pronto, tem todo um novo universo, inclusive na questão do tipo de marketing e a forma como se expande toda a rede, tem ali coisas muito particulares o que é que achaste dessa experiência ao nível do empreendedorismo, o que é que te trouxe de novo que a Elandor ainda não tinha trazido?

11:32 Olha, foi brutal em todos os aspectos, em primeiro lugar o meu eu, porque quando eu saí da Helen Doron eu achava que me dedicava a tempo, errado, não me dedicava a tempo nenhum. E foi aqui que eu comecei a definir prioridades na minha vida. E a empresa é mulheres, não é? Foi criada por uma visionária, que era a Mary Kay Ash, em que, em primeiro lugar, para ela tinha que vir a família. Tem que ser o pilar de tudo, da nossa vida.

12:02 Comecei a dedicar-me a mim, a olhar-me ao espelho outra vez, porque num negócio de crianças, em que nós d, a autoconfiança e o equilíbrio familiar. Eu comecei a ir buscar a minha filha à escola, a levar, a ir ao balé com ela, que me dava um prazer enorme. Nós temos pais, na Helen Doron também os pais ficavam ali nas aulas com os miúdos, portanto também eram pequeninos, algumas crianças. Eu lembro-me que havia pais que ficavam impacientes por ficarem ali à espera dos miúdos.

12:48 E eu digo-vos, foi um prazer tão grande que eu senti. A estar com a minha filha, a ver a aula dela, a ir à natação com ela, são pequenos prazeres que tu não tens oportunidade, porque são opções de vida e está tudo ok. Mas de facto, aquilo deu-me muito prazer. Depois, a nível de carreira, mais a nível profissional, olha, foi muito interessante porque eu na Helen Doron, eu cresci enquanto empresária e enquanto gestora.

13:16 Na Mary Kay, eu cresci enquanto líder e enquanto ser humano, de relações humanas, havia pessoas até que me perguntavam se eu era psicóloga, porque de facto as relações são muito diferentes, é um ambiente mulher em que a autoestima, a autoconfiança vem muito destruída, em grande parte das vezes, os sonhos não existem e dava-me um prazer enorme agarrar uma pessoa que nós dizíamos que era um botão de uma rosa fechado e transformar aquela mulher numa grande empresária de sucesso com um alto destino a falar em público.

13:53 Elas aprendiam a falar em público e é incrível a quantidade de pessoas que existem que não conseguem olhar os outros nos olhos, nem fazer uma exposição só para uma pessoa, quanto mais para um público básico. nos olhos, nem fazer uma exposição só para uma pessoa, quanto mais para um público vasto. E eu costumo dizer que entrei como chefe, como patroa na Mary Kay e saí. Acho que estamos aqui com dificuldades de ligação.

14:20 Sofia, eu acho que te perdi durante uns segundos. Aqui a minha plataforma diz que a tua net está um bocadinho fraca. Aqui é a ligação, perdemos a ligação da Sofia, acho que ela já se vai juntar de novo, aí está Alô, perdi-te por um segundo Foi assim, não sei onde é que fiquei, mas pronto Eu acho que foi a tua neta, estavas-me a falar na questão de pegar numa pessoa que realmente não conseguia falar e ela transformar-se e conseguir fazer apresentações Exatamente, transformava-se numa empresária, numa comunicadora, numa mulher com autonância e isso, de facto, dava-me muito prazer.

15:12 Muito bem. Sofia, no mundo do empreendedorismo, e de forma mais genérica, maiores dificuldades que tu tenhas encontrado, se calhar em forma de aviso para quem nos está a ouvir e nunca empreendeu e se calhar tem essa vontade vamos deixar já as coisas mais claras que é o mau e o horrível e o terror que às vezes é gostaria mesmo de ouvir as tuas experiências ou pelo menos aquelas mais marcantes porque acho que se aprende imenso ouvindo essas experiências Olha, em primeiro lugar eu acho que é importante que se aprende imenso ouvindo essas experiências Olha, em primeiro lugar eu acho que é importante que se diga que empreender exige esforço, nada vai acontecer por acaso, não é numa marca de venda direta, não é abrindo um espaço de franchise que o master vai fazer, esqueçam tem que partir de nós, temos que ir à procura, temos que desenvolver capacidades a nível de networking, essa parte é importante. Temos que estar dispostos a aprender. Depois, outra coisa que eu acho que é importante é que falhar faz parte do sucesso. Ninguém chega ao sucesso sem ter muitas falhas e não são falhas, são lições, são aprendizagens, porque de outra maneira também não saberíamos como é que era, não é?

16:30 Depois, outra coisa que eu acho que falha é a falta de sonhar, a falta de visão. As pessoas não conseguem ter visão, acomodam-se a uma vida que não nos dá nem tempo, nem dinheiro e não passam da correria do dia a dia. E é o exemplo que nós vamos dar aos nossos filhos. Portanto, é ter um sonho, ter uma visão, acreditar. Eu costumo dizer que é ter a visão com a mente, acreditar com o coração e fazer com o corpo.

16:54 Porque sem a ação nada acontece. Não há cá a lei do segredo, lei da atração, não há nada disso. Temos que nos pôr a mexer para de facto acontecer. Depois, é aprender como é que se faz ou com uma formação ou com um coach. Eu estive no arranque do meu negócio e eu tive um coach a acompanhar-me. Portanto, é importante irmos à procura das pessoas certas, do mentor, da pessoa que já está mais à frente, ler o livro e aplicar.

17:17 Eu sou muito de aplicar. É fazer aplicar, fazer aplicar. Porque só ler e fazer a formação também não adianta nada. E é importante ter ferramentas preparatórias ao negócio, e aqui há muitas pessoas que falham, porque abrem a porta sem pensarem como é que vai ser, sem planearem. No caso do franchise, é obrigatório um business plan em quase todos os franchises, portanto, há uma submissão para haver uma aceitação, e portanto, há aqui um trabalho que é feito, mas em grande parte dos negócios tem-se a ideia, abre-se a porta e nem sequer se pensa que há outro cabeleireiro ao lado, qual é o posicionamento, enfim, não há uma análise de mercado, não há uma definição de estratégia e isto falha é as pessoas vivem o dia a dia, levantam-se da cama e pensam o que é que eu vou fazer hoje? E vem o urgente, vem o fogo e apaga-se o fogo e faz-se o urgente e não se planeia de facto ações, tarefas que levam a um objetivo maior à nossa visão.

18:18 Portanto, basicamente é isso que eu recomendo. Não é fácil, é possível e vou-vos dizer, é muito gratificante. Eu adoro esta parte. Antes de irmos à parte gratificante, porque eu ia-te perguntar realmente quais eram as maiores recompensas, ainda no campo, se calhar, das maiores dificuldades. Eu não sei exatamente como é que vocês fazem no ISCOTEM, mas nós lá na Nova, a gestão é ensinada pelo conjunto dos cinco pilares da gestão que a gente entende, o marketing, as finanças, os recursos humanos, as operações e a estratégia.

18:50 Nestes pilares, quais é que doeram mais ao longo do tempo? Porque, tipicamente, as pessoas dizem foi falta de dinheiro, o dinheiro um dia acaba-se, ou os recursos humanos, as desilusões, ou nós estarmos a contar com uma pessoa que depois nos desiluda, ou que nos foge, mas para outros empreendedores poderá ser outra questão faltou uma estratégia, o Martim era fraco ao nível das operações que me doía mais no teu caso em particular, o que é que te doeu mais na parte dos pilares?

19:16 Para mim o que me doeu mais foram os recursos humanos eu quando, eu falei uma determinada altura que eu pensei, adorava voltar a ter direito do trabalho, a cadeira de recursos humanos, porque a minha área de gestão e depois na vertente de marketing, tive algumas cadeiras, mas de facto no terreno também não aprendemos muito. Eu era muito verde quando montei o meu negócio, só tinha a perspectiva de colaboradora.

19:44 E é muito diferente liderar equipas que têm competências diferentes, personalidades diferentes e eu sou muito dominante perfeccionista, portanto tive que aprender a lidar com outro tipo de pessoas e no início foi muito complicado. Outra coisa que aqui bate muito com valores, porque não é só personalidade, são muitos valores, é de facto as falhas que as pessoas cometem, que às vezes até nos levam quase ao ponto de querer desistir, não é?

20:29 Porque para mim foi a parte mais complicada, nem foi o dinheiro, não foi nada disso, foram os recursos humanos, foi muito complicado. Muito bem. O que é que foi mais gratificante? Quais foram as maiores recompensas que sentiste no teu percurso empreendedor até agora? Eu tive vários momentos. Eu acho que é olhar para trás e saber que fiz um bom trabalho e que tudo acaba por ser encaixado.

20:52 No caso das crianças, eu acho que é tão gratificante passar alguns anos virem ter connosco a dizer que estão a estudar em Inglaterra ou a falar fluentemente inglês. É muito gratificante. A nível da Mary Kay, é ver uma diretora a formar-se que começou como cliente, que não acreditava nela, e de repente tem tudo, e ganha tudo, e não é só o dinheiro, é ganhar a vida, a vida pessoal, que isso é o mais importante.

21:21 Claro. E olha, outra coisa que me dá imenso gosto, que isto já faço há muitos anos sem sentir consciência, é incentivar as outras pessoas a montarem negócios, a criarem negócios, a entrarem nesta área do empreendedorismo, feminino ou não, mas é dar-nos coragem para avançar. Qual é que achas que é o alfabeto do empreendedorismo? Qual é que achas que são as letras que as pessoas precisam? Porque efetivamente é uma disciplina. Nós saímos de um tempo em que se achava que o empreendedorismo era uma questão de talento, para pessoas iluminadas ou super corajosas. Entretanto, nós já percebemos o empreendedorismo é uma disciplina, como a matemática pode-se ensinar.

22:02 Quais são para ti os fundamentos mais simples que temos que passar a uma pessoa que não é empreendedora e que quer passar a ser? Olha, empreendedorismo não é necessariamente montar um negócio próprio. Eu conheço empreendedores que são sem saberem que são, porque desde pequenos são pessoas dinâmicas que enfrentam obstáculos e a pandemia é prova disso. Quantas pessoas é que não estão a vender os lenços de papel em vez de estarem a chorar, não é?

22:32 Eu acho que tem a ver conosco. Depois, como incentivo é que pode haver uma progressão maior a nível de negócio. Um empreendedor, para mim, é uma pessoa que nunca, não vê dificuldades, ou seja, vê dificuldades, mas acaba por ultrapassar as dificuldades. Eu costumo dizer, é como se houvessem pedras, pedrinhas, pedregulhos e a água vai contornando, vai passando por cima ou por baixo e um empreendedor é isto.

23:00 Acho que é uma cadeira que falta na faculdade, não sei se já existe ou não. Agora sim, agora há muitas, sim. É uma coisa que faltava no nosso tempo, nós fazíamos um projeto de investimento no fim, o meu não teve andamento, até foi um projeto muito interessante na área da aquacultura dourada e roval, isto em 98 já há muitos anos, houve outros que depois se ingraram, porque houve professores que também acabaram por puxar. Eu acho que aquilo que faltava no meu tempo era professores, mas no terreno é muito diferente. Quem está a gerir um negócio é muito diferente.

23:48 Por isso, sim, na área do empreendedorismo vai bater em todo lado. E é muito uma questão de mentalidade que se pode ensinar, claramente isso que estavas a falar, realmente encarar os obstáculos como desafios e olhar para eles com uma perspectiva científica, o que é que se sabe, qual é o conhecimento que existe sobre esta área, como é que isto se resolve, quais são as boas práticas e, portanto, existem, obviamente, caminhos.

24:11 Existem cadeiras de empreendedorismo agora, nós para a semana, aliás, eu aqui no podcast vou convidar um amigo que é professor de empreendedorismo na Nova e, portanto, ele vai nos falar, se calhar, um bocadinho sobre a ciência do empreendedorismo, mas eu queria também ter ouvido a tua opinião e já a desta e muito te agradeço. e do empreendedorismo, mas eu queria também ter ouvido a tua opinião e já a desta e muito te agradeço Sofia, tu agora estás numa onda mais de formadora e estás a lançar os teus próprios cursos e eles resumem-se de certa forma na produtividade e na questão da gestão do tempo, que são coisas realmente muito importantes, são também pilares do próprio empreendedorismo, mas também de qualquer carreira, da própria maternidade e paternidade, são coisas importantes.

24:46 Portanto, eu acho que as pessoas às vezes esquecem-se que todos nós, tanto do bilionário à pessoa mais pobre, têm o mesmo orçamento diário de horas. Portanto, nós temos todos 24 horas, ninguém pode comprar horas nem vender horas, e podemos realmente enriquecernos e conseguir extrair mais valor dessas horas, ou menos. Mas estes são os teus cursos, e portanto este é o teu superpoder, eu gostava que falasses um bocadinho sobre isto, pela ordem que entenderes melhor, ou pela produtividade, ou pela gestão de tempo, mas eu gostava imenso que me falasses nas tuas inspirações destes cursos, e no que é que tu achas que as pessoas deveriam ouvir sobre este tema.

25:22 Ok, olha, eu acho que em primeiro lugar é necessário ter clareza. Eu acho que é o que falta à grande parte das pessoas, é clareza. E então com esta correria, a pandemia veio outra vez a ser uma desculpa para tapar a lente da clareza, não é? As pessoas não sabem o que querem, onde é que querem estar daqui a 20 anos. E não estamos a falar a nível de negócio ou a nível de bens materiais, é quem é que querem estar daqui a 20 anos e não estamos a falar a nível de negócio ou a nível de bens materiais é quem é que querem ser porque a nossa visão tem de passar pelo ser não é pelo ter tu só vais ter quando trabalhas o teu ser é muito por aí Desculpa interromper há pessoas que não saberiam como responder a essa pergunta precisam de uma inspiração como é que lhes davas se calhar alguns elementos para elas poderem dizer alguém que admires de quem gostasses de te aproximar em termos de conceito como é que tu fazes?

26:16 como é que tu começas quando a pessoa te diz eu não sei quem quero ser estou lá na hora, não faço ideia olha, eu começo aqui para tu trabalhas o ser numa primeira fase tu tens que ir muito à parte do fazer. Ou seja, tu tens que tentar perceber o que é que a pessoa gosta e o que gosta de fazer ou de ler ou com quem gosta de estar não tem especificamente a ver com o emprego. E as pessoas prendem-se ao emprego por uma questão de segurança. E eu tento libertá-las um bocadinho dessa parte de segurança e fazê-las voar.

26:46 Se fosse possível, se o dinheiro não fosse impedimento, porque aqui tem muito a ver com o dinheiro, onde é que tu querias estar? O que é que querias fazer? Com o que é que tu querias contribuir? Porque há pessoas que adoravam ajudar os outros e não conseguem ou não têm disponibilidade tempo e financeiro. Portanto, o propósito de vida pode muito passar por aí, por tentar fazer as perguntas-chave também é importante para uma pessoa que não saiba de todo, ler determinados livros para a conduzir a essa clareza, há um livro que eu acabei de ler agora, que eu recomendo vivamente que é Pensar como um Monge, assim é que é do Jay Shetty, é um livro brutal para quem não tem a sua clareza, mas é Pensar Pensa como um Monge, assim é que é do Jay Shetty, é um livro brutal para quem não tem a sua clareza, mas é inspirar-se em histórias reais de outras pessoas e temos tanta coisa hoje em dia com a Netflix com a Amazon, temos imensa coisa que no nosso tempo não tínhamos às vezes um despertar vem do nada, de pequenos sinais e há uma uma passagem do livro do J. Shetty que é muito interessante, que é quando tu vais a andar, por exemplo, todos os dias corres no mesmo sítio.

28:04 cada dia, uma pedra diferente, uma árvore diferente, uma pessoa diferente, começa a estar com atenção à tua vida e tu vais ganhar essa clareza, esse propósito. Eu acho que essa é a parte fundamental e se não souberes apenas tem mais atenção. Depois de teres essa clareza é definires a tua visão a 20 anos, que pode nem ter a ver com o propósito de agora pode ter a ver com o que tu queres fazer com o que é que tu queres contribuir porque nós estamos aqui a fazer esta partilha não é para nós, porque nós já estamos a viver isto, nós queremos é que mais pessoas entrem neste mundo e percebam o quão gratificante é poder ajudar os outros porque isto é a passagem de uma tocha é um bocadinho assim e depois é de facto a definição de objetivos. Eu gosto de trabalhar muito com metas muito específicas nas várias áreas da nossa vida, que nós temos uma roda da vida e nós costumamos achar que, ah, para eu ser próspero eu não posso ter uma relação estável ou para ter saúde. e isto não é bem assim, portanto há um equilíbrio que pode acontecer na nossa vida.

29:08 Eu gosto de trabalhar com business plans anuais, que são partidos depois em trimestrais, em mensais, e uma agenda é montada em cima desse plano anual, ou trimestral, ou mensal, porque há pessoas que podem nem sequer ter negócio e está tudo ok. Por exemplo, uma coisa muito simples que eu costumo ensinar aqui mais às mulheres, mas também há homens que gostam, é um planeamento quinzenal de refeições, que é um desafio para muitas pessoas, mas que há algumas que acham que é um controle de tempo, que é o apertar, mas não é, tu ganhas mais liberdade de tempo e pod poder dedicar-te a outras coisas, que te vão dar prazer eu chego a ter pessoas que me dizem ó Sofia, eu tenho tanto tempo livre que eu não sei o que é que é que fazer com este tempo e é maravilhoso quando ouves isso porque claro que depois vão ocupar o tempo e muitas vezes é ocupando-se delas próprias, a ler aquele livro que nunca leram, a fazer o yoga que nunca fizeram, a meditação, porque eu sou muito apologista da meditação.

30:08 Como é que isto também tudo vem, Nuno? E eu gostava aqui de falar sobre isto, que é um assunto importante para mim e pode impactar aqui outras pessoas. Em maio de 2019, foi detectado um tumor cerebral no meu pai. Portanto, foi um cancro, um glioblastoma terminal, que veio a ser fulminante e ele faleceu em setembro de 2020. Foi agora há muito pouco tempo. O que é que isto me fez ver?

30:35 Que a vida é muito curta. É muito curta. E nós não sabemos quanto tempo é que, de facto, estamos cá com as pessoas que mais amamos. E andamos a desperdiçar o nosso tempo em nadas, redes sociais, o Netflix, o TikTok, o que for, quando podíamos estar a investir em outras áreas da nossa vida ou estar com um tempo de qualidade com os nossos filhos, os nossos pais, com os nossos próprios.

30:59 E isso é o que eu trabalho no meu curso. É eu encontrar esse momento de qualidade que não há cá multitasking, porque quem acha que é multitasking, desengane-se, só 2% da população o são. Portanto, é um passo cada vez e com tempo de qualidade em que eu ensino muitos truques para afastar telemóvel, para afastar pessoas, situações, aquelas cargas mais negativas da nossa vida. Tudo isso vai depois impactar na produtividade, porque quando tu sabes aquilo que deves fazer com uma visão mais grandiosa, tu vais sentir de facto por ti, porque não é só ocupar o teu tempo, não é mais horas, tu estás a realizar, a produzir mais coisas, em direção àquilo que tu queres, efetivamente. Portanto, tem tudo a ver com isso. Agora, nada acontece sem autodisciplina, que é outra coisa.

31:49 É como o que dizia o Ronaldo, não é? Estavas há bocado a falar e eu lembrei-me imediatamente dessa palavra, a palavra disciplina, que é, a disciplina dá imensa liberdade. Às vezes as pessoas acham que é que são termos totalmente distintos e antagónicos, mas não é verdade, é o contrário. Quanto mais disciplina temos na nossa vida, mais livres somos. E o melhor exemplo que eu consigo encontrar é o alfabeto, por exemplo.

32:14 Há vários tipos de alfabetos. Nós temos um alfabeto em particular que nós usamos. Nós podíamos nem este ter, mas por termos este alfabeto, que tem 23 letras, podiam ser 50, mas podiam ser 10. Por termos este alfabeto, podemos construir palavras, e com as palavras fazemos frases, e frases levam-nos a conceitos. Mas quando estamos a aprender o alfabeto podemos construir palavras e com as palavras fazemos frases e frases levam-nos a conceitos. Mas quando estamos a aprender o alfabeto, podíamos questionar mas 23 letras é pouco, porque é que não me dás um alfabeto com 50? Porque é que não me dás dois alfabetos? E as pessoas encontram nesta discussão de dizer, ah, eu não quero estar espartilhado por esse alfabeto.

32:40 Estão espartilhadas porque não conseguem explicar-se de forma nenhuma, não têm nada à mão. Portanto, às vezes a disciplina de procurar um caminho dá-nos muita liberdade. A outra coisa que estávamos a falar na organização do tempo, há uns anos atrás eu li um livro chamado First Things First, do Stephen Covey, que me ajudou muito a pensar precisamente nessa construção desse meu eu, X anos. E a lição mais valiosa que ele me dá nesse livro é que papéis é que tu tens na tua vida? Portanto, o que é que tu és neste momento? E eu na altura já era pai, era gestor, era filho, era marido e, portanto, havia uma série de papéis que eu sentia que podia alocar certas horas por semana a cada um destes papéis. Isto ajuda muito, porque se nós tivermos tudo misturado e tivermos uma tudo indiferenciada para tudo o que nós somos, aquilo fica uma salganhada e é difícil de planear.

33:27 Mas se nós no domingo à noite tivermos a planear a semana em cada um destes papéis, como o pai quer ser isto esta semana? Como o gestor quer ser isto esta semana? A coisa começa a resultar de outra maneira. E portanto, em termos de organização de tempo, esse livro foi um game changer para mim. E em termos de produtividade, qual é a forma que tu usas? Como é que tu explicas a produtividade às pessoas? Tens uma fórmula matemática, há uma muito simples que a gente usa em gestão, não é? Que é o output sobre o input mas tens uma mais sofisticada Para mim é uma fórmula que é o FAP que é foco mais autodisciplina é igual a produtividade, para mim é o que funciona ponto, porque de facto tens de ter a clareza para tu conseguires ser autodisciplinado com uma determinação que tem que ser impar e quando tu tens a clareza, tu és determinado e consegues ser disciplinado porque vais-te motivando quebrando aquela visão, aquela clareza em pequenas metas que é para ser muito mais fácil concretizados.

34:30 Aqui a parte da disciplina é uma questão importante e agora há pessoas que já estão a perguntar, ah, mas hoje começaram as aulas e como é que eu vou conseguir fazer o planeamento ao domingo, se eu não sei como é que vai ser e para os computadores. Eu acho que é importante as pessoas perceberem que a pandemia não aconteceu por acaso. Isto foi um travão para nós começarmos a valorizar o presente. Nós estamos sempre ansiosos com o futuro, estamos sempre presos ao passado e nunca valorizamos o presente. É importante não sermos exigentes, nem conosco, nem com os nossos filhos, porque se eles não aprenderem melhor, aprendem pior e está tudo ok, não há problema nenhum. Eu sou filha de professores e digo, sou completamente contra notas e avaliações porque não é daqui que nós aprendemos nada e sou a primeira a dizer isso à minha filha à escolha dela, eu vou aceitar claro que quero que ela tenha um melhor todos nós queremos mas eu tive muitos estragões dos meus pais para chegar a este caminho porque eles não queriam tentaram tudo para eu continuar, multinacional e carreira e o diabo, e eu não quis nada disso, sou muito sincera. Agora, o que é que é importante pensarem?

35:34 Não vão conseguir controlar todas as variáveis, e na bocada eu estava a falar com o Nuno e apareceu um filho dele ali e está tudo ok, porque nós somos humanos. Esta questão, que nós somos todos perfeitos, isto tem que acabar. É mesmo assim, nós somos humanos, nós temos famílias e ainda bem que temos. Há tantas pessoas que não têm e gostavam de ter, portanto está tudo ok, não há problema nenhum.

35:56 Agora, o que é que é importante? É definir duas, três tarefas por dia, que são de facto importantes, não são urgentes, são importantes, em que a primeira tarefa tem que ser o cuidar do eu. Se não consegues durante o horário dos miúdos, tens que acordar uma hora mais cedo para tratar do teu eu. Porque eu costumo dizer, a nossa vida é uma árvore. Tu és as raízes da árvore, o resto é o tronco, os ramos, o fruto.

36:20 Se as raízes não estão fortes, qualquer vento que venha, abana aquela árvore, portanto, tu tens que cuidar do teu eu. Tem que haver a ginástica, tem que haver a meditação, tem que haver a gratidão, acha-se que isto é tudo um disparate, eu digo-vos, vocês começam a praticar estas coisas e de facto têm resultados, não é à toa que os melhores, os maiores que nós conhecemos em todo o mundo fazem, se eles conseguem, porquê que nós não o viemos de conseguir?

36:47 É a mesma coisa. Então, é importante definir isso. Depois, outra coisa. Para quem tem um companheiro, uma companheira em casa, e aqui falo muito para quem tem empresas, porque eu vejo muitas microempresárias a terem que tomar conta dos filhos enquanto o marido está no seu emprego. O vosso negócio é tão importante como o emprego do vosso marido. Ponto. Se são dois em casa, têm que dividir tarefas.

37:13 Um dia fica um com os miúdos, o outro dia fica o outro, ou blocos de tempo, um de manhã, um à tarde. Tem que haver uma profundidade no trabalho do negócio e do emprego. As empresas, as mais humanas, sabem que a portividade não vai ser a mesma. A exigência mudou em todo o mundo. Se vocês estão numa empresa que ainda não percebeu isso, podem ter um excelente emprego, mas a empresa onde vocês estão vale zero.

37:38 Posso dizer isso. É verdade nua e crua, é assim que eu penso. Cada vez mais temos que ser humanos e foi isso que nos esquecemos antes da pandemia e espero que alguma coisa tenha vindo a fazer a diferença nisto. Há aqui vários truques também, até por exemplo, ensinar os miúdos a serem um pouco mais autónomos, com lanches prontos, a porta ter um sinal de verde, vermelho. Há aqui vários truques que nós podemos ensinar aos miúdos para eles não falarem quando estamos numa reunião.

38:10 Há várias dicas, porque há aqui crianças de várias idades, não é? Eu tenho uma adolescente, mas há quem tenha filhos bebês, pequenos, e portanto este momento tem que ser pensado, mas tem que perceber, está tudo ok se isto não correr da melhor maneira. Está tudo bem, não há problema nenhum. No campo da gestão de tempo, qual seria assim um pequeno conselho que tu gostarias de deixar hoje para quem nos está a ouvir, porque eu acredito que tenhas uma mão cheia deles nos teus cursos, mas qual era aquele que tu dirias, se calhar as pessoas deviam começar por aqui, isto aqui vai libertar ou está aqui um pareto, uma daquelas regras 80-20 que pode criar um efeito de cascata que nos leva depois ao próximo passo e ao passo seguinte, por onde é que achas que as pessoas iam começar nesta questão da gestão de tempo?

38:54 Olha, em primeiro lugar ter uma agenda é incrível a quantidade de pessoas que ainda não têm uma agenda e eu ensino a ter o meu papel, apesar do digital ser fantástico, quando escrevemos no papel passamos do inconsciente para o consciente. E portanto o trabalho é muito diferente. Eu trabalho por blocos, ou seja, cada área da nossa vida tem uma cor. Não é uma agenda para cada área da nossa vida, porque somos só uma pessoa, temos só 24 horas no mesmo sítio.

39:22 E eu utilizo a cor. A primeira cor que tem que entrar é a nossa, é o eu. A segunda é a família, que são aqueles que são mais exigentes e só depois é que é então o trabalho, o negócio e o emprego. E começar a fazer blocos de tempo na agenda para cada uma dessas áreas. Por exemplo, eu tenho um ritual de manhã que não funciona sem ele.

39:42 Para mim é importante o pequeno almoço, a ginástica, a meditação, o meu café, o meu planeamento, o fecho de planeamento do dia e tudo isso começa cedo. Mas também é importante para mim agora almoçar com a minha família, ter o almoço pronto, não estar a fazer o almoço, não é? Portanto, há aqui várias coisas que têm que vir de uma preparação antecipada, de uma organização antecipada. Mas para quem não tem nada, agenda e bloco de tempo. Outra dificuldade muito grande que as pessoas têm é definir o tempo por tarefa e há uma coisa engraçada que no outro dia estava a falar com a minha filha e perguntei-lhe, mas quanto é que achas que vais ter no teste? Ah, não sei, ela nunca sabe quanto é que vai ter no teste mas o incrível é que há adultos que eu pergunto, então quanto tempo é que achas que vais demorar nesta tarefa? Ah, não sei, não faço ideia. Isto é a mesma coisa, é igualzinho, nós não podemos esperar que os nossos filhos saibam, quando nós adultos não sabemos. Mas é importante tentar definir um prazo realista, se não consegues, bloqueia mais tempo, mas começa a fazer depois o controle, a que horas é que começaste, a que horas é que começaste a que horas é que terminaste o telemóvel está na zona mais longe da casa, que é para seres obrigada a levantar e buscar o telemóvel se quiseres notificações altas, é a primeira coisa tudo o que é grupo de WhatsApp sai tudo fora até que ele não interessa para nada há aqui vários truques que nós ensinamos mas de facto eu acho que começa por aqui, é a agenda e blocos de tempo, para quem nunca organizou nada, tem que ser por aqui. Tu trabalhas com pomodoro?

41:11 Eu confesso que não gosto da técnica pomodoro para mim porque os prazos, os tempos são curtos, eu sou uma pessoa de muito foco eu consigo concentrar-me um longo período de tempo, às vezes tenho que me obrigar a quebrar no bloco da manhã tenho que meter o despertador, o alarme, para quebrar o meu tempo. Para mim não funciona. Eu acho muito curto. Eu gosto muito mais da técnica do Robin Sharma, do Pubes às 5 da manhã, em que ele ensina os 60 minutos e depois quebra os 10 minutos.

41:40 E agora com os sumos é importante. A pessoa levanta-se, vai beber água, vai à casa de banho, dá uma voltinha e volta para mim esse tempo é muito curto mas cada caso é um caso para uma pessoa que não consegue deixar porque isto é o melhor e o pior da nossa vida há pessoas que não conseguem estar nem meia hora à frente do ecrã só a fazer uma coisa com uma janela aberta e portanto há aqui vários truques o que para mim não funciona pessoalmente Ok, nós temos estado aqui a mostrar um bocadinho de gestão de tempo com produtividade e ao bocado estava-te a falar naquela fórmula mais matemática da produtividade que é o output sobre o input portanto se nós dividirmos o que produzimos pelos recursos que usámos para produzir esse output, temos o valor da produtividade e esse valor devia ser maior do que um, não é? porque o que a gente produz deve ter mais valor do que os recursos que nós consummos para produzir esse output temos o valor da produtividade e esse valor devia ser maior do que um, não é?

42:25 Porque o que a gente produz deve ter mais valor do que os recursos que nós consumimos a produzir essa coisa. A primeira coisa que precisamos de fazer para calcular esta produtividade é sabermos medir o nosso output e o nosso input, não é? Temos métricas. Se estivermos a produzir fósforos, temos de contar os fósforos no final e temos de poder contar a madeira que usámos no início e o reagente que precisamos de fazer. E há coisas que são, às vezes, um bocadinho mais relativas e difíceis de medir.

42:55 Mas, se calhar, ia por aqui. Portanto, às vezes sentes que as pessoas têm dificuldade em medir inputs e outputs. Achas que a produtividade devia ter esta componente matemática ou devia ser uma coisa mais de tipo a tua FAP que é um bocadinho mais difícil de medir porque não tem unidades, não é? Olha, vou-te explicar. O que eu lidei dentro do franchise, como agora a nível de Mary Kay, vem muito de pessoas que no seu dia-a-dia nem sequer fazem uma contagem de stock, vou te ser muito franca. Isto é a realidade das nossas empresas, nós não nos podemos enganar, grande parte das pessoas não tem de facto um objeto de tomar, arrancam o mês sem saber quanto é que vai ganhar no final do mês, não faz uma previsão, não conta stock, não planeia nem sequer um fluxo caixa. Portanto, para mim, vou dizer-me com muita franqueza, esta fórmula no dia a dia não funciona.

43:50 Eu lembro-me de estar com consultoras a fazer as contas de quanto tempo é que tiveram a inserção, quanto é que venderam, tentar fazer contas muito simples para tentar perceber até o valor hora, porque as pessoas nem sabem qual é o seu valor hora. Esta fórmula é do mais simples que existe para pessoas que não têm... Perdemos outra vez a Sofia. Alô Alô Alô Eu acho que a tua filha está-te a roubar aí a largura de banda está a ver vídeos no TikTok A minha neta está-me a roubar mas pronto, olha eu quero, não há problema estou a buscar estou a buscar os amigos estão a ver, estão as distrações estão-nos a querer tirar o foco mas nós estamos aqui nós voltamos à carga sim eu acho que estavas a falar muito bem.

45:06 Eu pessoalmente gostava que as pessoas realmente tivessem um bocadinho mais de consciência que nós não podemos gerir aquilo que não podemos medir. E quando deixamos assim muita coisa ao acaso, tipo eu esforcei-me imenso. Hoje foi um dia em que eu estive muito focado. Como é que é a FAP? Recorda-me, por favor, como é que é a fórmula mesmo? Foco mais autodisciplina igual a produtividade eu acho que isso deixa espaço às vezes tu consegues obviamente conceber a ideia de que uma pessoa com foco e com autodisciplina pode estar completamente a leste amarrar na parede errada o dia todo e não sair dali e ao longo da minha carreira de gestor eu ouvi muitas vezes pessoas dizer mas eu esforcei-me imenso este mês esforcei-me muito e nós não podemos comprar coisas com esforço, não é? Não posso chegar ao meu de gestor, eu ouvi muitas vezes pessoas dizerem, mas eu esforcei-me imenso, este mês esforcei-me muito.

45:47 E nós não podemos comprar coisas com esforço, não é? Não posso chegar ao meu senhorio com um saquinho de esforço, está aqui a minha renda, e não posso pagar salários também com esforço e, portanto, a gente às vezes tem que medir mesmo em métricas que sejam universalmente aceitas, não é? Com euros ou com horas. Eu gastei 5 horas para fazer este trabalho. Como é que isto se compara com as minhas colegas? Como é que isto se compara com as colegas dos Estados Unidos? Como é que isto se compara com outros profissionais da minha área?

46:13 Portanto, se não nos conseguimos comparar nem que seja levemente com padrões, às vezes fica difícil de nos jurirmos. Porque podemos estar completamente a leste, às vezes porque nos falta uma informação básica. Às vezes falta o sistema, às vezes é uma definição de sistema. E isto na América acontecia muito, como tínhamos variáveis de estatística do mundo e de Portugal, era muito fácil perceber onde é que a pessoa estava a falhar.

46:42 E às vezes é uma questão de sistema, de definir o sistema que é portivo. Não tem a ver com o esforço, tem a ver com o sistema não ser o mais portivo. Sabes uma coisa, Nuno? As pessoas também complicam muitas coisas. Às vezes andamos ali, andamos à volta, à volta, à volta. Nós temos que ir lá e resolver. Se tu tens uma situação para resolver, é pá, resolve-a logo de manhã. É a primeira coisa que e resolver. Se tu tens uma situação para resolver, é pá, resolve-a logo de manhã, é a primeira coisa que fazes.

47:10 Se tens uma consulta para marcar, é pá, agarra no telefone, hoje em dia como é, tu consegues marcar e está feito. É que as pessoas complicam e depois vão se refugiando no problema, que não é problema, nós não temos problemas nenhums, são situações do dia a dia está tudo ok mas é falta de sermos práticos de sermos diretos andamos aqui à roda em vez de ir diretos e também é o saber admitir que às vezes fazemos as coisas de uma maneira e que não dá resultado e se queremos ter resultados diferentes temos que fazer a coisa de outra maneira pronto Sofia, que livros ou que filmes é que tu Se queremos ter resultados diferentes, temos que fazer a coisa de outra maneira. Pronto. Claro.

47:45 Muito bem. Sofia, que livros ou que filmes é que tu poderias recomendar aqui na tua área? Alguns que tu achas mesmo obrigatórios para começar a receber, então, estes pilares básicos, este alfabeto, para as pessoas começarem a despachar e ter esse pragmatismo que tu explicares tão bem. Olha, eu adoro ler, portanto aqui o pensar em livros é um bocadinho complicado porque tem muitos, mas tenho aqui dois para quem está a começar aqui na parte da gestão do tempo e com a parte do propósito, a clareza que é o Clube das Cinco da Manhã e o Milagre da Manhã.

48:20 São dois livros que eu recomendo para quem não tem ainda a rotina e não sabe muito bem o seu caminho. Acho que são dois livros que eu recomendo para quem não tem ainda rotina e não sabe muito bem o seu caminho. Acho que são dois livros importantíssimos. Depois, outra coisa é que normalmente as pessoas que não têm muito tempo, também têm ou não têm dinheiro ou têm uma desorganização de dinheiro.

48:38 Está tudo muito interligado e aconselho Os Segredos da Mente Milionária, que é um livro que eu adoro. mas mais uma vez os três livros não são para ler são para ler e praticar porque sem praticar não adianta nada é só palavras que estão lá escritas num livro na prateleira, não adianta nada eu agora, assim neste momento estou a adorar o Pensa Como Um Monge que é o do Jay Shetty mas há muitos porque é melhor pensar como o Despertar do Gigante pensa como um monstro, que é o do Jay Shetty, mas há muitos, não é?

49:05 Para quem quiser pensar como o despertado gigante, o do Tony Robbins, há tantos livros, tantos, tantos. Agora, para quem está a começar com uma leitura mais clara, mais fácil, o Milagre da Manhã, o Clube das Cinco da Manhã. Ok. E as pessoas também te podem seguir nas redes sociais e tu se calhar vais partilhando o que vais lendo de vez em quando, não é? Sim, sim. Olha, tenho neste momento o meu Insta, que é SofiaNCuaresma e estou no Facebook como cuaresma.sofia e vou partilhando vídeos muito práticos de como é que podem implementar no dia-a-dia, tanto no negócio como na visa pessoal, portanto mesmo quem não tem a negócio vai-se identificar, até porque antes disso tudo eu sou mãe sou mulher tanto a base é a mesma somos pessoas e tu a fazer uma série de lives todas as semanas tem uma live que são as dicas da semana em que vou dando aqui algumas sugestões esta semana vai ser quinta-feira às 18h30 no Unista, diretamente, e é sobre cuidar do portizamento portanto se quiserem começar por aqui, são muito bem-vindos.

50:13 Outra pergunta, Sofia, a que mais recomendações é que tu costumas ouvir relacionadas com estas tuas áreas de interesse sobre produtividade ou sobre gestão de tempo ou sobre empreendedorismo, maus conselhos que tenhas ouvido às vezes recorrentemente e que às vezes se tornam mitos urbanos que não têm adesão à realidade tens assim algum de eleição que gostasses de partilhar? Sim, há uma coisa que as pessoas têm muito medo é de serem disciplinadas e gerirem o seu tempo porque acham que vão deixar de ter liberdade e isto é um mito porque quando nós gerimos o tempo, nós somos os donos da nossa vida, e nós conseguimos controlar a nossa vida, e termos mais tempo para aquilo de facto que queremos.

50:54 E eu sei por experiência própria, porque isto aconteceu comigo. Nós também não seríamos as pessoas que somos hoje, se não tivéssemos vivido essas situações. Esqueçam e se é completamente errado, comecem a praticar, experimentem 30 dias. Ao fim de 30 dias, se não tiverem resultados, digam, que eu sou a primeira a dar-vos outras orientações. Outra questão, se tivesses um cartaz gigante para toda a gente ler, que mensagem é que escolhias lá colocar?

51:28 Olha, conquista a tua vida poderosa que esta é a minha frase de vida e digo-vos a vida é aqui e agora, o futuro é já amanhã, portanto conquista a tua vida poderosa Excelente, e uma última questão quando te sentes mais perdida, sem foco mais estressada como é que te recentras? quais são os teus truques para voltares a recuperar? eu tive essa situação quando o meu pai faleceu em setembro eu estive a preparar-me durante 16 meses para o processo e aceitei e estava preparada e pronto, e aconteceu mas depois dele partir foi muito complicado e o que me protegeu foi a meditação, foi aqui que eu me refugiei muito na meditação foi uma coisa que eu comecei por brincadeira em janeiro de 2019 num desafio de 21 dias eu não conseguia meditar eu nem sequer conseguia fechar a pestana porque os pensamentos vinham todos mas foi isso que me ajudou neste processo porque é um desequilíbrio emocional muito grande, com uma apatia muito grande, porque deixas de ter vontade é um processo de tristeza de dor e eu pensar está tudo ok, a vida é agora, eu vou aproveitar este momento porque eu tenho que sentir isto, faz parte do luto, mas foi de facto na meditação.

52:51 E depois foi refugiar-me no meu eu. A minha ginástica dá muita pedalada. Eu costumo dizer que a ginástica para mim é um momento de grande criatividade. grande criatividade, o ir correr era uma coisa que eu não gostava há muitos anos atrás e adoro ouvir podcasts enquanto estou a correr com pessoas que mexem e foi aqui que eu comecei a reconstruir outra vez, portanto há muito pouco tempo eu passei por isso, porque somos humanos todos temos dias maus o importante é tentar evitar que seja o dia e sejam apenas momentos maus é só isso Que tipo de meditação é que fazes? Tentar evitar que seja o dia e sejam apenas momentos maus.

53:25 É só isso. Ok. Que tipo de meditação é que fazes? Fazes meditação guiada? Usas algum mantra? Como é que escolheste? Não faço meditação guiada. Tenho que ser guiada. Se não for guiada, isto voa tudo. Olha, eu costumo dizer, vou em outubro. A primeira que eu encontro é aquela que eu preciso. E normalmente é uma meditação guiada 10, 15 minutos. Já fiz mais. Olha, tenho acompanhado agora um desafio do Jay Sh 10, 15 minutos. Já fiz mais.

53:48 Olha, tenho acompanhado agora um desafio do G7 que ele tem no Facebook dele. E está a fazer também. Ele é muito prático. Gosto muito da parte mais prática. Mas eu faço a guiada. Muito bem. Sofia, muito obrigado por este bocadinho. Obrigada, Leonor, mais uma vez. Olha, peço desculpa aqui pelas interrupções, mas faz parte da vida. Não faz mal muita sorte para os teus projetos espero que corram muito bem, está bem?

54:09 Obrigada pelo convite mais uma vez Um beijinho até breve, obrigado